O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) esteve nesta segunda-feira, 29, boa parte do dia no Senado Federal acompanhando a defesa que a presidenta Dilma Rousseff (PT) fez na reta final do julgamento do impeachment. À tarde, o parlamentar voltou à Câmara Federal onde, num pronunciamento cheio de simbolismo, lembrou que a data, 29 de agosto, é marcada na Igreja Católica ao martírio de São João Batista, degolado pelo poder da época, Herodes.
"Na mesma data, tentam degolar a democracia e degolar a nossa Presidenta, através de um processo de impeachment que foi colocado de forma irresponsável
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Ao direitista brasileiro, com amor.
Drops político para reflexão
O Brasil é um país escravagista, onde o estado é mínimo e só existe para pagar aposentadorias de fome para os seletistas, sustentar uma elite judiciária e pagar os juros mais altos do mundo para parasita rentista.
O Brasil é um país escravagista, onde o estado é mínimo e só existe para pagar aposentadorias de fome para os seletistas, sustentar uma elite judiciária e pagar os juros mais altos do mundo para parasita rentista.
Não temos estado do bem estar, não temos educação pública de qualidade, saúde pública de qualidade, transporte público de qualidade.
Dilma: 'receio que a democracia seja condenada junto comigo'
Um julgamento para a História. Vitória moral para a Presidenta Dilma. Agora, cada um vota de acordo com seus interesses, não de acordo com o senso de justiça e de respeito às leis.
Impeachment: Oligarquia quer povo na Senzala
Filho de 'clã político' e sob investigação: a cara do Senado que votará o impeachment
Ingrid Fagundez e Renata Mendonça
Homens brancos são 80% dos senadores brasileiros
O perfil predominante entre os membros do Senado é o de um homem, branco, com curso superior (Direito é o mais comum), investigado pela Justiça e com boas chances de ser membro da bancada ruralista.
Ingrid Fagundez e Renata Mendonça
Homens brancos são 80% dos senadores brasileiros
O perfil predominante entre os membros do Senado é o de um homem, branco, com curso superior (Direito é o mais comum), investigado pela Justiça e com boas chances de ser membro da bancada ruralista.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Temer vende assalariados e faz liquidação de Programas Sociais
Avaliação é do cientista político Wanderley Guilherme dos Santos;
Marco Weissheimer, Sul 21 - “O governo de Michel Temer dá as primeiras passadas, acelerando para o grande salto para trás e a grande queima de estoques. A massa assalariada brasileira está sendo vendida a preços de saldo, com as liquidações iniciais dos programas educativos e sociais. O patrimônio de recursos materiais, como antes, será oferecido como xepa. A repressão à divergência não será tímida. Não há nada a esperar”.
Em entrevista ao Sul21, Wanderley Guilherme dos Santos fala sobre essa agenda, destacando o seu caráter profundamente antinacional.
Marco Weissheimer, Sul 21 - “O governo de Michel Temer dá as primeiras passadas, acelerando para o grande salto para trás e a grande queima de estoques. A massa assalariada brasileira está sendo vendida a preços de saldo, com as liquidações iniciais dos programas educativos e sociais. O patrimônio de recursos materiais, como antes, será oferecido como xepa. A repressão à divergência não será tímida. Não há nada a esperar”.
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Oligarquias Paraibanas envolvidas em corrupção com Eduardo Cunha

Candidato a vice de Cartaxo, Manoel Jr. foi denunciado por envolvimento com grupos de extermínio, e foi citado no esquema do Banco Pactual, é membro ativo da tropa de choque de Eduardo Cunha. Manoel Jr. e Hugo Motta são investigados pelo STF em processos envolvendo corrupção. O primeiro é lobista dos planos de saúde e laboratórios farmacêuticos, o segundo é do esquema das empreiteiras, sua avó, prefeita, está prestes a ser presa, aguarda julgamento em liberdade por envolvimento com corrupção. Golpistas compõem uma grande quadrilha, com ramificações regionais e locais. #ForaTemer
Ri, palhaço
Luis Fernando Veríssimo
Depois da provável cassação da Dilma pelo Senado, ainda falta um ato para que se possa dizer que la commedia è finita: a absolvição do Eduardo Cunha. Nossa situação é como a ópera “Pagliacci”, uma tragicomédia, burlesca e triste ao mesmo tempo. E acaba mal. Há dias li numa pagina interna de um grande jornal de São Paulo que o Temer está recorrendo às mesmas ginásticas fiscais que podem condenar a Dilma. O fato mereceria um destaque maior, nem que fosse só pela ironia, mas não mereceu nem uma chamada na primeira página do próprio jornal e não foi mais mencionado em lugar algum.
Depois da provável cassação da Dilma pelo Senado, ainda falta um ato para que se possa dizer que la commedia è finita: a absolvição do Eduardo Cunha. Nossa situação é como a ópera “Pagliacci”, uma tragicomédia, burlesca e triste ao mesmo tempo. E acaba mal. Há dias li numa pagina interna de um grande jornal de São Paulo que o Temer está recorrendo às mesmas ginásticas fiscais que podem condenar a Dilma. O fato mereceria um destaque maior, nem que fosse só pela ironia, mas não mereceu nem uma chamada na primeira página do próprio jornal e não foi mais mencionado em lugar algum.
domingo, 28 de agosto de 2016
Safatle: uma nova e radiante era na história brasileira
Sem campanha, conseguimos fazer das eleições uma pantomima. Vladimir Safatle
Dando o que Falar
Provavelmente na semana que vem o processo de impeachment de Dilma Rousseff estará encerrado. Com ele, poderá começar uma nova e radiante era na história brasileira. Afinal, o povo se levantou em uma verdadeira sublevação cidadã contra a corrupção reinante no Estado e agora é senhor de seu destino. A economia entrará novamente nos trilhos, livre agora dos arcaísmos que a prendiam a uma legislação trabalhista oriunda do getulismo. A doutrinação ideológica que reinava nas escolas e universidades será enfim combatida e nossos alunos poderão pensar livremente. O mundo já percebe este novo país que nasce, deixando-se encantar pela simpatia e pelo gingado do Brasil com sua olimpíada contagiante e inesquecível. Celebremos então a ressurreição nacional. Agora, tudo ficará bem.
sábado, 27 de agosto de 2016
Sobre as leis de bronze da lumpemburguesia
Nildo Ouriques A lei de bronze como lei moral Não poucas vezes a consciência ingênua dos homens é governada por leis de bronze. Leis de bronze são consideradas não somente eternas, mas também inflexíveis. Guiados por semelhante crença, eles julgam suficiente a adoção de uma lei qualquer para transformar o mundo ou criar garantias contra as paixões inerentes à vida, sempre avessa à disciplina dos poderes. A experiência ensina que as leis de bronze se assemelham aos postulados morais, razão pela qual a consideração de que "um país não pode gastar mais do que arrecada" equivale ao mandamento sagrado "não matar", "não roubar" ou "não desejar a mulher do próximo". A violação das regras morais tal como o desrespeito às leis de bronze implicam em condenação sumária, castigos severos ou ainda o inferno. |
Tchau, querida! (Bye, bye, Lava Jato)
Marcelo Castañeda Quanto mais se aproxima a confirmação do impeachment da presidente já afastada Dilma Rousseff (PT-RS) alguns pontos começam a ficar claros. Este artigo pode ficar apenas no seu título, ou seja, a mensagem “tchau, querida!” evocada na votação da Câmara dos Deputados em abril mostra seu sentido mais amplo: o recado não era apenas para Dilma, mas para parar a todo custo a Operação Lava Jato. |
A fé não move montanhas (nem remove governos)
Marcelo Castaneda
A maior parte das situações de mudança que se empreende no tecido social deriva das expectativas cultivadas coletivamente em torno de questões específicas. O mesmo vale para as frustrações que se vivenciam em sociedade. Em meio aos vários fatores que fazem a diferença entre a mudança desejada e a frustração vivenciada está o descompasso entre o que se quer e o que se tem como condições para que o desejo se materialize.
Žižek: Hillary e o triunfo da ideologia
Julian Assange está certo em sua cruzada contra Hillary, e os liberais que o criticam por atacar a única figura que pode nos salvar de Trump estão errados. O alvo a ser atacado e solapado agora é precisamente esse consenso democrático contra o “vilão”.
Por Slavoj Žižek.
Alfred Hitchock disse certa vez que um filme é tão bom quanto seu vilão. Isso quer dizer que as atuais eleições nos EUA serão boas já que o “malvado” (Donald Trump) é quase um vilão ideal? Sim, mas num sentido muito problemático…
Por Slavoj Žižek.
Alfred Hitchock disse certa vez que um filme é tão bom quanto seu vilão. Isso quer dizer que as atuais eleições nos EUA serão boas já que o “malvado” (Donald Trump) é quase um vilão ideal? Sim, mas num sentido muito problemático…
A Opinião de Daniel Aarão Reis- Glória e Miséria de um Ditador Amado
Fidel Castro fez 90 anos.
Mas de que homem se trata? Ao longo do tempo, quantas metamorfoses?
Há um primeiro Fidel de quem pouco se fala, jovem ainda, tateando caminhos. Os detratores já o caracterizam como aventureiro. A versão oficial prefere silenciar. John Lee Anderson, em biografia anunciada, talvez ilumine a importância deste período.
Mas de que homem se trata? Ao longo do tempo, quantas metamorfoses?
Há um primeiro Fidel de quem pouco se fala, jovem ainda, tateando caminhos. Os detratores já o caracterizam como aventureiro. A versão oficial prefere silenciar. John Lee Anderson, em biografia anunciada, talvez ilumine a importância deste período.
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
‘Judiciário é elitista, realidade dos juízes está distante da maioria do povo brasileiro’
Débora Fogliatto
O seminário Democracia, Direitos Humanos e acesso ao Sistema de Justiça reuniu, nesta quinta-feira (25), movimentos sociais e profissionais da área do Direito no debate intitulado “Direitos humanos, lutas sociais e o sistema de justiça”, no auditório da Fundação Escola Superior da Defensoria Pública (Fesdep). Na situação, a defensora pública Mariana Py e a integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Salete Carollo falaram de acesso à justiça e das características do Judiciário brasileiro. O advogado Jacques Alfonsin criticou a omissão deste Poder diante do afastamento da presidenta eleita Dilma Rousseff (PT).
Wanderley Guilherme: O Grande Salto para trás de Michel Temer
Wanderley Guilherme dos Santos
Um grande salto à frente lembra a fracassada tentativa da China, entre 1958-1961, de impulsionar o crescimento da economia além do fisicamente possível.
Um grande salto à frente lembra a fracassada tentativa da China, entre 1958-1961, de impulsionar o crescimento da economia além do fisicamente possível.
O grande salto para trás de Michel Temer tem tudo para dar certo: uma burguesia econômica tíbia, profissionais liberais (engenheiros, médicos, dentistas, advogados, etc.) conservadores em sua maioria, heterogêneo apêndice do terciário de mão de obra rudimentar e reacionária (balconistas, caixas e congêneres), categorias intermediárias entre o assalariamento e a incapacidade de crescer – pequenos comerciantes, escritórios periféricos do setor de serviços – igualmente reacionárias e um operariado de baixo poder ofensivo, exceto em alguns momentos da trajetória econômica, majoritariamente caudatário de lideranças partidariamente comprometidas.
Quem investiga e julga os que investigam e julgam?
As arbitrariedades e os abusos da Lava Jato não somente violentam o sistema jurídico nacional, como colocam em risco a democracia e o Estado de Direito.
Jeferson Miola
Na análise O xadrez de Toffoli e o fruto da árvore envenenada, Luis Nassif explora a hipótese de que o vazamento da delação do presidente da OAS pela revista Veja seja parte, na realidade, de uma armação maquiavélica para anular provas que incriminam os tucanos José Serra e Aécio Neves.
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
Zaidan: O julgamento de Dilma
Michel Zaidan
Diz um conhecido provérbio:"o tempo é o senhor da razão". Com certeza o julgamento definitivo dos atos da Presidente Dilma Rousseff será feito pelo tribunal da história. O tribunal que a julgará, no Senado Federal, não tem a isenção necessária para fazer este julgamento. Parece um tribunal de exceção. É como se fosse uma justiça partidária, num processo que carece de base jurídica e legal.
Diz um conhecido provérbio:"o tempo é o senhor da razão". Com certeza o julgamento definitivo dos atos da Presidente Dilma Rousseff será feito pelo tribunal da história. O tribunal que a julgará, no Senado Federal, não tem a isenção necessária para fazer este julgamento. Parece um tribunal de exceção. É como se fosse uma justiça partidária, num processo que carece de base jurídica e legal.
O operário no mar
Carlos Drummond de Andrade
Na rua passa um operário. Como vai firme! Não tem blusa. No conto, no drama, no discurso político, a dor do operário está na blusa azul, de pano grosso, nas mãos grossas, nos pés enormes, nos desconfortos enormes. Esse é um homem comum, apenas mais escuro que os outros, e com uma significação estranha no corpo, que carrega desígnios e segredos. Para onde vai ele, pisando assim tão firme?
Na rua passa um operário. Como vai firme! Não tem blusa. No conto, no drama, no discurso político, a dor do operário está na blusa azul, de pano grosso, nas mãos grossas, nos pés enormes, nos desconfortos enormes. Esse é um homem comum, apenas mais escuro que os outros, e com uma significação estranha no corpo, que carrega desígnios e segredos. Para onde vai ele, pisando assim tão firme?
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Juristas criticam, na Câmara, pacote de medidas anticorrupção do MPF
O pacote de medidas contra a corrupção do MPF (Ministério Público Federal) tem enfrentado resistência não só de políticos, mas também de juristas na Comissão Especial que analisa o projeto na Câmara dos Deputados. Apresentada ao Congresso Nacional por meio de uma ação popular, em março, a proposta reuniu mais de dois milhões de assinaturas. Durante audiência pública nesta terça-feira (23) convidados criticaram diversos pontos do texto, como as restrições ao habeas corpus e a possibilidade de provas ilícitas serem aceitas.
"Colaborador" é o jeito moderno de chamar o abuso da mão de obra da classe trabalhadora
Átila da Rold Roesler*
De início, peço desculpas aos leitores porque este não vai ser um texto elegante porque é necessário dar o nome correto aos fenômenos que ocorrem no mundo do trabalho.
De início, peço desculpas aos leitores porque este não vai ser um texto elegante porque é necessário dar o nome correto aos fenômenos que ocorrem no mundo do trabalho.
O poder da linguagem é mesmo surpreendente e faz com que exploradores e explorados adotem o mesmo discurso da alienação e dominação em tom uníssono.
Assim é que grandes corporações, empresas transnacionais e mesmo empregadores de pequeno porte vêm adotando já há alguns anos em sua linguagem o termo “colaborador” para designar seus empregados de mais baixo escalão: ajudantes gerais, de produção, auxiliares de manutenção ou de limpeza etc.
Carta aos propagadores do ódio e da mentira
"Não adianta fingir que não há golpe; todo mundo já sabe". Em carta aberta aos "propagadores do ódio e da mentira", o ex-procurador Álvaro Augusto Ribeiro Costa denuncia o golpe parlamentar no Brasil, critica os abusos da Operação Lava Jato e afirma que "quando a injustiça e a corrupção se fantasiam de direito e moralidade, a justa indignação e a resistência se tornam obrigação".
Suplicy entra na luta pela participação de Erundina nos debates dos candidatos à prefeitura de SP
José Cássio
O ex-senador Eduardo Suplicy decidiu entrar na batalha pela participação de Luiza Erundina (Psol) nos debates envolvendo os candidatos à prefeitura de São Paulo.
“O Fernando Haddad já se manifestou a respeito e nós também apoiamos”, afirmou Suplicy. “Os paulistanos só têm a ganhar com isso: a participação da Erundina enrique o debate, à medida em que melhora a qualidade das informações sobre a cidade”.
O ex-senador Eduardo Suplicy decidiu entrar na batalha pela participação de Luiza Erundina (Psol) nos debates envolvendo os candidatos à prefeitura de São Paulo.
“O Fernando Haddad já se manifestou a respeito e nós também apoiamos”, afirmou Suplicy. “Os paulistanos só têm a ganhar com isso: a participação da Erundina enrique o debate, à medida em que melhora a qualidade das informações sobre a cidade”.
Palavras sempre geram atos. Já os atos antidemocráticos não geram democracia
Instinto de morte de Freud está presente na derrubada de Dilma
Mario Sergio conti
Além de deixar cartas e ensaios nos quais contou como a sua vida regrada o levou a uma obra subversiva, Freud foi muito bem biografado por Ernest Jones e Peter Gay. Já a psicanálise, com o passar dos anos, vem se retraindo na clínica e se dissipando na filosofia —dois movimentos que o teriam chateado bastante.
Há sentido, então, nesse tempo de depressão e de autoajuda, de retorno do religioso e de medicalização das almas, numa nova biografia do intelectual que disse que a religião é uma neurose obsessiva da humanidade?
Pois "Sigmund Freud", de Élisabeth Roudinesco (Zahar, 528 págs.), mostra que a sua obra e a sua vida ainda têm o que dizer ao presente. O livro pode dizer algo até ao Brasil da regressão iluminista, do golpe democrático desferido por pessoas racionais, interessadas apenas no bem público.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
A (in) Justiça no varejo
Nas audiências de tráfico de drogas, o roteiro é quase sempre o mesmo
Theuan Carvalho Gomes da Silva
Audiências criminais de acusados presos por tráficos de drogas acontecem aos milhares nos fóruns criminais deste nosso país que apostou tudo na estúpida guerra às drogas. Quem já participou de uma audiência dessas poderia dizer que participou de todas. A sensação é de verdadeiro déjà vu. O roteiro é quase sempre o mesmo. Os papéis parecem ter sido mal distribuídos, pois juiz e promotor se comportam de maneira muito semelhante. Os personagens já são bastante conhecidos. Réu: preto, pobre, periférico, baixa escolaridade e que não passa dos 30 anos. Magistrados e promotores: oriundos da classe média alta, na maioria homens e brancos, entre seus 40 e 50 anos. Se for no interior, o advogado, provavelmente, será dativo, que não é especialista na matéria criminal, mas que está inscrito no convênio entre Defensoria e OAB, e pega uns casos de vez em quando. Esses são os ingredientes necessários para o rito especial kafkiano da lei de drogas.
Theuan Carvalho Gomes da Silva
Audiências criminais de acusados presos por tráficos de drogas acontecem aos milhares nos fóruns criminais deste nosso país que apostou tudo na estúpida guerra às drogas. Quem já participou de uma audiência dessas poderia dizer que participou de todas. A sensação é de verdadeiro déjà vu. O roteiro é quase sempre o mesmo. Os papéis parecem ter sido mal distribuídos, pois juiz e promotor se comportam de maneira muito semelhante. Os personagens já são bastante conhecidos. Réu: preto, pobre, periférico, baixa escolaridade e que não passa dos 30 anos. Magistrados e promotores: oriundos da classe média alta, na maioria homens e brancos, entre seus 40 e 50 anos. Se for no interior, o advogado, provavelmente, será dativo, que não é especialista na matéria criminal, mas que está inscrito no convênio entre Defensoria e OAB, e pega uns casos de vez em quando. Esses são os ingredientes necessários para o rito especial kafkiano da lei de drogas.
A (in) Justiça no atacado
‘Terra sem lei’ e de ‘vale tudo’
A Diretoria e a Coordenação Executiva Nacional da Comissão Pastoral da Terra – CPT vêm a público denunciar o quadro de deterioração do ambiente político e social no país e suas agravadas consequências. Medidas políticas e judiciais de flexibilização e subtração de salvaguardas sociais e ambientais são impostas, num retrocesso que traz sofridas lembranças do tempo da Ditadura Civil-Militar. Parece que quase nada avançamos desde então, a não ser para mais fundo no reino da hipocrisia e da indigência moral dos discursos e coberturas da mídia.
Por que ensinar mais ŽiŽek em nossas escolas?
Um dos principais alvos do agora enfraquecido movimento Escola sem Partido, o filósofo esloveno critica marxistas, feministas, ecologistas e multiculturalistas, mas defende explicitamente a liberdade e a Constituição
Christian Ingo Lenz Dunker
Uma encarnação demoníaca do esquerdismo ideológico que ameaça nossas crianças é representada pelo filósofo esloveno Slavoj Žižek. Ele cruzou a fronteira do bom senso quando o Enem de 2015 escolheu uma questão baseada no seu pensamento “radioativo”. O movimento Escola sem Partido reagiu prontamente para mostrar que casos como este têm corrompido o princípio constitucional de liberdade e pluralidade de ideias, na regência das práticas educativas.
Christian Ingo Lenz Dunker
Uma encarnação demoníaca do esquerdismo ideológico que ameaça nossas crianças é representada pelo filósofo esloveno Slavoj Žižek. Ele cruzou a fronteira do bom senso quando o Enem de 2015 escolheu uma questão baseada no seu pensamento “radioativo”. O movimento Escola sem Partido reagiu prontamente para mostrar que casos como este têm corrompido o princípio constitucional de liberdade e pluralidade de ideias, na regência das práticas educativas.
"Um governo socialista não pode se submeter à lógica clientelista"
O que diferencia um governo popular é o método de gestão, diz Luiza Erundina, candidata à prefeitura de São Paulo, no 'Jogo de Carta'
Mino Carta e Rodrigo Martins
Primeira mulher a assumir a prefeitura de São Paulo, em 1989, a deputada federal Luiza Erundina volta a disputar o cargo nas eleições deste ano, pelo PSOL. Está impedida, porém, de participar dos debates eleitorais por conta de uma nova lei, tramada pelo ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, recordista de inquéritos da Lava Jato e seu notório desafeto.
Mino Carta e Rodrigo Martins
Primeira mulher a assumir a prefeitura de São Paulo, em 1989, a deputada federal Luiza Erundina volta a disputar o cargo nas eleições deste ano, pelo PSOL. Está impedida, porém, de participar dos debates eleitorais por conta de uma nova lei, tramada pelo ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, recordista de inquéritos da Lava Jato e seu notório desafeto.
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Cegueira e linchamento
Raduan Nassar
O inglês Robert Fisk, em artigo no jornal londrino "The Independent", afirma que, segundo as duras conclusões do relatório Chilcot sobre a invasão do Iraque, o ex-primeiro ministro Tony Blair e seu comparsa George W. Bush deveriam ser julgados por crimes de guerra, a exemplo de Nuremberg, que se ocupou dos remanescentes nazistas.
O inglês Robert Fisk, em artigo no jornal londrino "The Independent", afirma que, segundo as duras conclusões do relatório Chilcot sobre a invasão do Iraque, o ex-primeiro ministro Tony Blair e seu comparsa George W. Bush deveriam ser julgados por crimes de guerra, a exemplo de Nuremberg, que se ocupou dos remanescentes nazistas.
Carta de Dilma ao Senado e ao Povo Brasileiro
MENSAGEM DA PRESIDENTA DA REPÚBLICA DILMA ROUSSEFF AO SENADO FEDERAL E AO POVO BRASILEIRO
Brasília, 16 de agosto de 2016
Dirijo-me à população brasileira e às Senhoras Senadoras e aos Senhores Senadores para manifestar mais uma vez meu compromisso com a democracia e com as medidas necessárias à superação do impasse político que tantos prejuízos já causou ao país.
Meu retorno à Presidência, por decisão do Senado Federal, significará a afirmação do Estado Democrático de Direito e poderá contribuir decisivamente para o surgimento de uma nova e promissora realidade política.
Brasília, 16 de agosto de 2016
Dirijo-me à população brasileira e às Senhoras Senadoras e aos Senhores Senadores para manifestar mais uma vez meu compromisso com a democracia e com as medidas necessárias à superação do impasse político que tantos prejuízos já causou ao país.
Meu retorno à Presidência, por decisão do Senado Federal, significará a afirmação do Estado Democrático de Direito e poderá contribuir decisivamente para o surgimento de uma nova e promissora realidade política.
A eleição municipal e o golpe
Esta semana será importante na luta contra o golpe midiático-judicial-parlamentar que a direita move contra a presidenta constitucional Dilma Rousseff.
Os próximos dias são decisivos para a democracia e os defensores da legalidade e da Constituição precisam manter a mobilização para derrotar o grave retrocesso político-institucional que a direita e os conservadores querem impor ao Brasil.
domingo, 21 de agosto de 2016
Dinheiro fez de juízes uma casta que tem horror ao povo
Fernando Brito
O Estadão publica hoje mais uma das matérias que mostram, outra vez, o absurdo das remunerações milionárias dos juízes e desembargadores brasileiros. Desta vez, para mostrar que ganham tanto ou mais que seus congêneres de países ricos, onde o trabalhador em geral ganha três, quatro, seis ou mais vezes que os brasileiros.
sábado, 20 de agosto de 2016
O petismo não foi uma catástrofe, mas mostrou os limites da esquerda tradicional
Moysés Pinto Neto
Os governos petistas não foram uma catástrofe, como uma parte da oposição de esquerda propõe. Avanços foram combinados com retrocessos, gerando um pêndulo que, bem ou mal, nos empurrou um pouco para frente.
Os governos petistas não foram uma catástrofe, como uma parte da oposição de esquerda propõe. Avanços foram combinados com retrocessos, gerando um pêndulo que, bem ou mal, nos empurrou um pouco para frente.
A desastrosa política ambiental ou os avanços aquém do esperado em direitos humanos e enfrentamento do conservadorismo cultural contrastam com a elevação da qualidade de vida dos mais pobres e abertura de espaço político para os movimentos sociais.
Se a trajetória em relação aos movimentos autonomistas é dúbia, admitindo apenas quem podia cooptar, políticas de inclusão acabaram promovendo mais ou menos involuntariamente o despertar identitário de segmentos subalternos, abalando as estruturas de poder tradicionais.
Neymar está órfão
Gabriel Brito
Por um desses caprichos do destino, a longeva existência de João Havelange, talvez o maior símbolo da palavra cartola, chegou ao fim em meio aos Jogos Olímpicos que de alguma maneira ajudou a trazer ao Brasil.
Por um desses caprichos do destino, a longeva existência de João Havelange, talvez o maior símbolo da palavra cartola, chegou ao fim em meio aos Jogos Olímpicos que de alguma maneira ajudou a trazer ao Brasil.
Janio: o STF acredita ser uma “obstrução à Justiça”?
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STF obstrui Justiça |
Agora que Sérgio Moro substituiu o justo pelo feroz como atributo mais necessário a um magistrado, parece que deixamos, definitivamente, o terreno do bom-senso para viver numa república de razões absolutas, onde o dogma da religião punitiva substitui, com folga, a demonstração de sua lógica.
A triste decadência do Ministério Público
Os procuradores Deltan Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima e Roberson Pozzobon, recebendo o prêmio Global Investigation Review nos… EUA
Empoderado pela Constituição de 1988 para defender cidadania, órgão reduz-se ao papel de proteger policiais violentos, defender moral conservadora. Sua última pataquada: esdrúxulas “10 Medidas” contra corrupção
Empoderado pela Constituição de 1988 para defender cidadania, órgão reduz-se ao papel de proteger policiais violentos, defender moral conservadora. Sua última pataquada: esdrúxulas “10 Medidas” contra corrupção
Um juiz, um desembargador, um ministro: três faces da Justiça brasileira
Sérgio da Silva, fotógrafo cego pela PM. Para a Justiça, “culpado exclusivo”
Juiz diz que fotógrafo baleado em protesto foi o culpado por ficar cego; desembargador boquirroto vendia sentenças; Moraes quer menos pesquisas, mais armamentos
Juiz diz que fotógrafo baleado em protesto foi o culpado por ficar cego; desembargador boquirroto vendia sentenças; Moraes quer menos pesquisas, mais armamentos
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
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