segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Delação Premiada: mercadoria do Estado Pós-Democrático

Rubens Casara

Para compreender criticamente a “colaboração premiada” é necessário contextualizar esse instituto. Para além da previsão legal e da importação acrítica desse instituto, só é possível perceber o funcionamento concreto da colaboração premiada à luz da razão neoliberal como nova razão do mundo, na linha defendida por Christian Laval, Pierre Dardot e Antonie Garapon.


Tudo hoje é tratado como mercadoria. Todos os valores passaram a ser tratados no registro das mercadorias. A “colaboração premiada” é uma mercadoria. Aliás, o próprio nome “colaboração premiada” é para “vender” como algo positivo a delação, que do ponto de vista histórico, sempre foi uma negatividade.

Durval Muniz: Você é de família, cidadão ?







Nesta semana, em excelente reportagem feita pela agência Saiba Mais, ficamos sabendo que 54% da bancada federal do estado do Rio Grande do Norte não poderá ser votada para receber o prêmio Parlamentar do Ano, promovido pelo portal Congresso em Foco, porque cinco, dos oito deputados federais, e dois, dos três senadores, respondem a processos na Justiça. Em outra reportagem desse portal, ficamos sabendo das atividades ilícitas que teriam sido cometidas pelo ex-deputado, por inimagináveis dez legislaturas seguidas, Henrique Eduardo Alves, denunciadas pelo Procurador Geral da República. 

“Deveríamos criminalizar a pregação da ditadura”, diz filósofo


Em palestra proferida em São Paulo, o filósofo Renato Janine Ribeiro, professor da cadeira de Ética e Filosofia Política da USP, afirmou que os grupos políticos de extrema-direita no Brasil estão voltando suas atenções sobretudo para a área de costumes – o que envolve as questões de gênero e os direitos de minorias, como os homossexuais.


domingo, 17 de setembro de 2017

O que há em cada uma das 9 denúncias contra Lula

Anões da MPF contra "o cara" 
Paulo Flores

Ex-presidente já foi condenado no caso do tríplex em Guarujá e é réu em mais 5 processos

Um dos principais líderes políticos brasileiros, Luiz Inácio Lula da Silva tem uma condenação em primeira instância, responde a outros cinco processos criminais ainda sem sentença e é alvo de mais três denúncias que aguardam análise da Justiça. Na maioria dos casos, é acusado de privilegiar agentes privados em troca de dinheiro ou favores pessoais.

Por mais democracia e mais direitos


Contra a Reforma da Previdência


Democracia privatizada por empresas

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sábado, 16 de setembro de 2017

Lula depõe a Moro; MPF ignora conteúdo da denúncia; petista sabe que já está condenado

Petista não deu nenhuma resposta comprometedora, mas o fato é que não foi confrontado com o conteúdo essencial da denúncia, a exemplo do que aconteceu com o tríplex de Guarujá

Reinaldo Azevedo

Esta quarta-feira assistiu a dois eventos de forte apelo midiático: o julgamento, no Supremo, do agravo regimental que pedia a suspeição de Rodrigo Janot para atuar em casos que digam respeito a Michel Temer — e o resultado de 9 a zero era mais do que esperado e não tem a importância que lhe atribuem — e o segundo depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva a Sérgio Moro, desta feita na ação penal que investiga se um terreno supostamente destinado a abrigar o Instituto Lula e se um apartamento de cobertura contíguo ao seu, em São Bernardo (que seria, na verdade, uma propriedade sua) são frutos de propina paga pela Odebrecht.

Sistema de Justiça pôs fogo no país


Banalização da “organização criminosa”

Miguel do Rosário

Me perdoem. Eu, pessoalmente, acho que o Temer e seus acólitos formam, de fato, uma organização criminosa. Mas é minha opinião como jornalista e blogueiro de esquerda, e não pelas mesmas razões do MPF.

Entretanto, eu acho que essa nova acusação do MPF é mais uma pilantragem. 
Agora tudo é “organização criminosa”.

O MPF transformou as leis sancionadas pela Dilma, como a lei de organização criminosa, além da delação premiada, em ferramentas de chantagem contra a classe política.

Mais uma denúncia inepta

Editorial Estadão

A exemplo do que aconteceu na primeira denúncia de Janot contra Temer, em junho, a nova peça do procurador-geral para acusar o presidente de corrupção não se sustenta

Se a luta contra a corrupção no Brasil dependesse de denúncias como a apresentada na quinta-feira pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer e outros políticos, o esforço para pôr os corruptos na cadeia seria desmoralizado. A exemplo do que aconteceu na primeira denúncia de Janot contra Temer, feita em junho passado, a nova peça elaborada pelo procurador-geral para acusar o presidente de corrupção não se sustenta em nada além de declarações de delatores – tratadas, textualmente, como “provas”.


Em defesa de Lula,Armando cita crescimento do setor automobilístico

Sérgio Montenegro

Senador se disse “inconformado” com denúncia de corrupção passiva contra Lula por conta de medida que beneficiou o Nordeste

Declarando-se “inconformado” com “a tentativa de criminalização” da MP 471, editada em novembro de 2009 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Armando Monteiro (PTB-PE) foi à tribuna, nesta quinta-feira (14), para defender o petista na denúncia feita contra ele pelo Ministério Público por corrupção passiva na edição da Medida Provisória de incentivos à indústria automotiva. Segundo o petebista – ex-ministro do governo Dilma Rousseff (PT) – essa MP deflagrou uma política de desenvolvimento regional de sucesso, beneficiando o Nordeste e o Centro-Oeste.

“Não posso admitir juiz em filme com tapete vermelho, emitindo nota para imprensa…”, diz ministro do STJ

Sebastião Reis, ministro do STJ

O Ministério Público e a polícia usam a imprensa com o intuito claro de criar pano de fundo favorável à acusação em processos e para defender projetos de lei absurdamente imorais, aproveitando-se da sanha acusatória que toma conta do país. Com isso, qualquer um que discorde dos órgãos de acusação é tachado como inimigo, cúmplice de bandido e favorável à corrupção.

A constatação é do ministro Sebastião Reis, do Superior Tribunal de Justiça, que fez duras críticas à omissão das instituições em relação ao que classifica como “vazamentos seletivos” de processos. “Vejo o Ministério Público, que prega e defende a tolerância zero, silenciando quando procedimento sigiloso é tornado público”, afirma.

Provas, cadê as provas ? Condenação sem prova é arbítrio.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Polícia Federal, filme chapa branca

Juremir Machado

Lei para todos?

Jean Baudrillard, meu mestre de paradoxos, me ensinou num café de Paris, tomando um vinho branco às dez da manhã, que o principal trabalho de cronista intelectual é fazer comparações para explicitar contradições. No Brasil, a direita acha que isso, em certos casos, é pura manobra para defender Lula e o tão odiado PT. Outro dia, falei disso no Esfera Pública, na Rádio Guaíba, com o ministro do STF Marco Aurélio Mello. Ele concordou que há incoerências. Vejamos: absolvido em segunda instância o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto continua preso. Condenado em segunda instância o tucano Eduardo Azeredo continua solto. Como explicar essa discrepância tão visível?

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