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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Para garantir emprego tenho que reduzir os direitos sociais


Reforma boa é para os outros

Bernardo Mello Franco

BRASÍLIA - A poucos dias do fim da CLT, surgiu um defensor sincero da reforma trabalhista. É o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Filho. Em entrevista à Folha, ele disse o que governo e empresários se recusam a admitir: a mudança na lei vai resultar na redução de direitos sociais.

"Nunca vou conseguir combater desemprego só aumentando direito", disse o ministro. "Vou ter que admitir que, para garantia de emprego, tenho que reduzir um pouquinho, flexibilizar um pouquinho os direitos sociais", acrescentou.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Novo pacto social: retirar de quem não tem para contemplar quem já tem muito.

Michel Zaidan Filho

Desde 1988, firmou-se um pacto social e democrático em torno de uma política redistributiva, chamada seguridade social: saúde, previdência e assistência social. A ideia era retirar de quem tem muito ou ganha muito e redistribuir, através das políticas sociais, a renda com os que ganham pouco ou nada. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

PEC 241: esmaga os trabalhadores nos trilhos da locomotiva do neoliberalismo

Marcos Sassatelli *

O traidor, golpista e usurpador Michel Temer diz que a Proposta de Emenda Constitucional 241 (PEC 241 ou PEC do Teto de Gastos Públicos) vai colocar a economia nos trilhos. Que trilhos são esses? Com certeza, não são os trilhos dos trabalhadores/as. A verdade é uma só: a PEC 241 - que congela por 20 anos os gastos públicos com a saúde, a educação (que já são uma calamidade) e outras áreas sociais - esmaga os trabalhadores/as nos trilhos da locomotiva do neoliberalismo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Congelamento de gastos sociais: menos povo, mais rentista





PEC 241 é o desmanche social: saúde e educação perdem para juros ganharem

PEC 241: a tragédia e a farsa

O "remédio amargo" do ajuste fiscal radical vai agravar ainda mais o desemprego

Patrus Ananias

Não é a primeira vez que enfrentamos uma crise econômica. Não é a primeira vez que nos ameaçam com um ajuste fiscal radical que sacrifica, principalmente, os mais pobres. Não será, infelizmente, a primeira vez que essa receita, além de não resolver, agravará mais a crise brasileira.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Governo põe o trabalho no banco dos réus

Marcus Ianoni

O neoliberalismo é a fase do capitalismo global de vitória das cigarras sobre as formigas e sobre as políticas keynesianas e de bem-estar social do Estado. Como a dominação neoliberal é grávida de contradições e instável, a subordinação das segundas depende de contínuos esforços e lutas das primeiras.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Temer vende assalariados e faz liquidação de Programas Sociais

Avaliação é do cientista político Wanderley Guilherme dos Santos; 
Em entrevista ao Sul21, Wanderley Guilherme dos Santos fala sobre essa agenda, destacando o seu caráter profundamente antinacional.

Marco Weissheimer, Sul 21 - “O governo de Michel Temer dá as primeiras passadas, acelerando para o grande salto para trás e a grande queima de estoques. A massa assalariada brasileira está sendo vendida a preços de saldo, com as liquidações iniciais dos programas educativos e sociais. O patrimônio de recursos materiais, como antes, será oferecido como xepa. A repressão à divergência não será tímida. Não há nada a esperar”. 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

“Os gastos sociais no Brasil ainda são acanhados”


Gabriel Brito


O governo em exercício de Michel Temer ainda tenta explicar seus planos para combater a recessão econômica e, em menos de um mês, parece com pouco fôlego pra levar adiante o pacote anunciado no momento de euforia. De toda forma, continuamos a testemunhar argumentações a respeito da inviabilidade das políticas sociais e seu financiamento público. Foi sobre esse “dilema” que conversamos com Ligia Bahia, médica e professora da UFRJ.


“A orientação está clara: é a de restrição, de racionamento de políticas sociais. Mas parece que os efeitos dos cortes não foram combinados com a base política do governo interino. Nesse ano de eleições, ficará difícil convencer candidatos a prefeituras e câmaras de que não vai ter recurso para a saúde, educação, segurança etc. Essa tensão já se explicitou”, observou.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Preservar direitos: o desafio do movimento sindical em 2016



Principal desafio do movimento sindical será evitar retrocessos nos direitos sociais e previdenciários dos trabalhadores. Não podemos permitir que, em nome do combate à grave recessão econômica e à crise política, governo, Parlamento e empresários transfiram o custo para os trabalhadores. E para isto, a unidade de ação das centrais é fundamental.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Do PT das Lutas Sociais ao PT do Poder, de José de S. Martins


A metamorfose
Em seu favor, é preciso reconhecer que o protagonismo do Partido dos Trabalhadores expressa o modo peculiar como ocorre no Brasil, na época que ainda estamos vivendo, a ascensão política de extensos grupos e categorias sociais historicamente marginalizados. 

(...) Onde os outros partidos haviam fracassado ao
longo da história, o PT, supostamente, tinha uma fórmula de integração dos desvalidos que os faria protagonistas de democracia, de disseminação dos direitos sociais e da emancipação política de todos. No desenrolar da História e na fragilidade da interpretação, a fórmula foi sacrificada pelo afã de poder, não só dos dirigentes, mas também das bases.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Crescimento exige ampliar — e não cortar — os investimentos públicos e sociais.


 Valter Pomar:    
No dia 14 de setembro, o governo federal anunciou um conjunto de medidas, supostamente com o propósito de enfrentar o déficit e cumprir o superávit primário.

Segundo o noticiário, as medidas afetam a remuneração dos servidores, os concursos públicos, o PAC, o Minha Casa Minha Vida, obras de infraestrutura, o orçamento da saúde, as garantias dos preços agrícolas, as desonerações e estímulos fiscais, a Previdência e o Sistema S/Sebrae. Anunciaram-se também algumas medidas tributárias.

Esta nova rodada de cortes confirma que a política de ajuste recessivo provocou mais desajuste fiscal, além de recessão e desemprego.

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