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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Fantasma sai de cena

Philip Roth

O escritor Nathan Zuckerman volta a Nova York, depois de anos isolado numa casa no alto da serra, e é lançado num torvelinho de paixões que julgava ter deixado para trás definitivamente. Uma narrativa fascinante e visceral, com a marca inconfundível do aclamado autor americano.

Apresentação

Nathan Zuckerman - protagonista de diversos romances de Philip Roth - está de volta, possivelmente pela última vez. Velho, há anos vivendo no interior da Nova Inglaterra, Zuckerman vai a Nova York para uma consulta médica, decidido a tentar uma intervenção cirúrgica que poderá resolver tanto sua incontinência urinária como sua impotência.

sábado, 19 de maio de 2018

Qual a direção?



Priscila Barbosa

Estava subindo uma dessas ladeiras de Lisboa, quando avistei uma loja de lembranças de viagem. Foi nesse momento que Pedro, meu companheiro nessa jornada, pegou uma bússola nas mãos.

Eram bússolas de diversos tamanhos, cores e estilos diferentes, mas todas elas possuíam a mesma função: mostrar a direção certa e guiar o viajante ao seu destino.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Liberdade ou justiça?

O novo moralismo brasileiro, seja de direita ou de esquerda, está fortemente orientado por uma espécie de crise de excesso de experiências de falso reconhecimento

Christian Ingo Lenz Dunker

“Temos o direito a ser iguais quando nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito a ser diferentes quando nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.”

sábado, 27 de agosto de 2016

A fé não move montanhas (nem remove governos)

Marcelo Castaneda


A maior parte das situações de mudança que se empreende no tecido social deriva das expectativas cultivadas coletivamente em torno de questões específicas. O mesmo vale para as frustrações que se vivenciam em sociedade. Em meio aos vários fatores que fazem a diferença entre a mudança desejada e a frustração vivenciada está o descompasso entre o que se quer e o que se tem como condições para que o desejo se materialize.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Zizek: em defesa das ideias perigosas


"Não aja. Apenas pense".

Diogo Guedes

 

Polemista e figura midiática, o filósofo esloveno vem para o Recife na sexta (15/3) mostrar um pouco da sua forma de pensar
 

O filósofo Slavoj Žižek não é apenas um teórico provocativo, ele é, talvez, o mais performático dos intelectuais contemporâneos - ainda que a ideia de intelectual pareça e esteja há tanto tempo desgastada. Os apostos para descrever suas áreas de atuação são muitos: professor errante, palestrante de agenda lotada, marxista crítico e, ao mesmo tempo, convicto, comentarista pop, personagem midiático, em suma, uma metralhadora filosófica que parece disposta a se fazer presente em torno de boa parte dos eventos culturais e políticos da atualidade.

sábado, 25 de abril de 2015

Novas formas de sofrer no Brasil da Retomada



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Christian Ingo Lenz Dunker
 
Dois problemas, ou processos, se cruzam, no Brasil dos últimos 20 anos, fazendo com que pensemos em uma mudança estrutural de nossas formas de sofrimento. O primeiro problema é o que podemos chamar de expansão da racionalidade diagnóstica no Brasil pós-inflacionário. Desde então passamos, gradualmente, a entender nossa vida no trabalho, na escola e na comunidade a partir de avaliações. Avaliações, que justificam intervenções que geram novas avaliações. Métricas, orientação para resultados, comparações e cálculo de valores agregados tornaram-se parte e nossa forma de vida comum como nunca antes. Isso justifica, em parte, o crescimento dos diagnósticos de todo tipo: psicológico, educacional, corporativo, jurídico e assim por diante. E não há diagnóstico sem sintoma. Na psicanálise isso se mostrou como uma preocupação ascendente com a psicopatologia e com o tema dos sintomas, os chamados “novos sintomas”: pânicos, depressão, drogadição, anorexia. Esses novos sintomas têm uma coisa em comum. Eles não se organizam a partir do conflito entre o que é proibido e o que é obrigatório, como os sintomas clássicos derivados da contradição entre o desejo e a lei. Os novos sintomas dizem respeito à oposição entre potência e impotência, e eles são determinados por uma crise na intensidade do desejo, ou no que a psicanálise chama de relação entre desejo e gozo.

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