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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

'Há uma politização de ressentidos', diz Débora Diniz, antropóloga brasileira exilada


Antropóloga, que saiu do país por causa de ameaças de morte, fala sobre eleições, militarismo, direitos civis e conservadorismo. Para ela, uma das surpresas do governo Jair Bolsonaro pode ser Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça

A entrevista é de Paloma Oliveto, publicada por O Estado de Minas, 26-11-2018.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

As Ilusões da Memória

Daniel Aarão Reis

“Não faremos como os colegas de 1968, não lutaremos pelo poder”. A frase, de autoria de um líder estudantil, foi recordada em recente entrevista de Vladimir Palmeira. Trata-se de um equívoco, a ser esclarecido, mesmo porque continua sendo compartilhado por uma certa memória social que confunde numa mesma aventura as lutas dos estudantes daquele ano e as experiências guerrilheiras de luta armada que marcaram a história do país entre 1966 e 1974.


terça-feira, 12 de junho de 2018

Onde está o seu autoritarismo? por Cândido Grzybowski

Cândido Grzybowski
Sociólogo, do Ibase

Na última quinta feria, dia 7 de junho, a convite do Clube de Engenharia, participei do Painel “Direitos civis e inclusão social”. Foi o quarto de uma série organizada pelo Clube e junto com o Comitê Fluminense do Projeto Brasil Nação, louvável iniciativa dado o momento que viemos. Está difícil até para reencontrar os elos que podem nos conectar e mobilizar nesta conjuntura política altamente desagregadora. Somos uma espécie de “velha guarda da cidadania” em alerta e busca, mas a falta de esperança está estampada no ar e parece maior do que a indignação com tudo o que está acontecendo no Brasil.


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Lula é um preso político do golpe


Esquerdaonline

A prisão do ex-presidente dividiu o país. Uma parcela significativa da população, especialmente entre os trabalhadores e os mais pobres, considera a prisão uma injustiça. É crescente a opinião de que Lula foi preso sem provas, em um processo marcado por irregularidades. Mesmo entre os que não se opõem à prisão, aumenta a percepção de que há “dois pesos e duas medidas” quando se trata das ações da Lava Jato. Enquanto o petista é condenado e preso rapidamente, Alckmin, Aécio, Temer, Serra, entre outras figuras da direita envolvidas em denúncias de corrupção, seguem livres e exercendo seus cargos políticos.


terça-feira, 10 de abril de 2018

Por uma frente única em defesa da democracia, contra a retirada de direitos e o avanço da extrema-direita

10 Abril, 2018
Nova Organização Socialista

Lula está preso. Sua prisão é política. Por mais que a grande mídia esbraveje o combate à corrupção como grande motivo nem de longe é disso que se trata. Assim como não foram “pedaladas fiscais” que motivaram o impedimento de Dilma, não foi o tal Triplex a razão pela prisão do ex-presidente. Lula está preso porque não pode ser abatido através do voto nas eleições de outubro próximo. Por isso a acusação baseada em convicções, a condenação de 9 anos e meio sem provas, o aumento da pena para 12 anos de forma unânime em um julgamento de recurso antecipado furando a fila no TRF4, a indisposição da presidente do STF para julgar a inconstitucionalidade da prisão em segunda instância, a negação do Habeas Corpus preventivo e o pedido de prisão passando por cima dos prazos normais e legais. Lula precisa ser afastado das urnas a qualquer custo até mesmo o da ameaça de uma intervenção militar como assim o fez o general Villas Boas via twitter.

sábado, 7 de abril de 2018

Por quem as togas dobram?

Jorge Chaloub

O uso do termo “histórico” é cada vez mais desgastado por um jornalismo imerso em chavões e lugares comuns. Por vezes, entretanto, eventos merecem sem sombra de dúvidas tal qualificação. O julgamento do Habeas Corpus do ex-Presidente Lula, transcorrido ontem no Supremo Tribunal Federal, está entre estes. Estamos diante de um momento que marcará uma época, tamanha é a sua carga simbólica e as suas consequências políticas. A chancela dos seis ministros ao novo direito da Operação Lava Jato não afetará apenas as próximas eleições, que tiveram seu candidato favorito excluído e ganharam uma ainda maior dose de incerteza, mas aponta para a construção de um projeto de país.

sexta-feira, 16 de março de 2018

“O tráfico não opera da forma como Marielle foi executada”, diz delegado

Maria Emilia Alencar

Orlando Zaccone, delegado da polícia civil do Rio de Janeiro, faz parte de um grupo de policiais civis e militares suprapartidário, autointitulado “Policiais Antifascismo”, que propõe o debate de uma nova política de segurança, tendo a garantia dos direitos humanos como prioridade. Para ele, a morte de Marielle Franco tem forte conotação política.

O delegado participa do Fórum Social Internacional, em Salvador (BA), e falou com exclusividade para a RFI Brasil.

Vladimir Safatle : O tempo das execuções


Quem matou Marielle Franco sabe que tem carta branca do poder para usar a violência sem temer as consequências
Nesta quarta-feira (14), o Brasil se deparou com o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL).

Militante dos direitos humanos, ativista negra e relatora da comissão da Câmara de Vereadores responsável pelo acompanhamento dos desmandos da intervenção militar, Marielle denunciara dias atrás execuções do 41º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, em Acari.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Conselhos Tutelares e crianças indígenas

MS: o racismo já separa as famílias indígenas

Em afronta aos direitos dos guaranis e kaiowás e à Constituição, Conselhos Tutelares retiram crianças de seus grupos e as internam em abrigos onde sua cultura é repudiada. Denúncia do CIMI é levada à OEA

Por Guilherme Cavalli, no site do CIMI (Conselho Indigenista Missionário)

No Mato Grosso do Sul (MS) o integracionismo, realidade ligada à aculturação e assimilação, assumiu dissimuladamente o teor de política pública. Vítimas do racismo sistemático que perdura cinco séculos, os povos indígenas enfrentam historicamente diversas violências – desde invasão dos territórios tradicionais até as políticas de “embranquecimento”. Hoje, o estado com 92% do seu território como propriedade privada, dos quais 83% são latifúndios, faceia políticas etnocídio.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Os direitos da mulher

Para uma mulher conquistar seus direitos foi necessário que, ao longo da história, muitas outras mulheres lutassem por eles.


sábado, 3 de fevereiro de 2018

Tu só se indignarás



“Mil helicópteros de cocaína cairão ao seu lado, dez mil trabalhadores sem direitos à sua direita, deputados sairão correndo com malas de dinheiro, cem mil hectares serão grilados à sua esquerda, mas tu só se indignarás com um triplex de convicções." 

Coxíneos 15:45 — 


sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Grzybowski: Começo de ano


Cândido Grzybowski

O começo de ano é sempre carregado de muito simbolismo e motivação. O ano que já passou não pode mais ser mudado, mas pode ser reavaliado e reinterpretado, despertando a vontade para um novo amanhã. Afinal, o que vem aí não está automaticamente determinado, mesmo que o contexto pareça sinalizar que o desejado não está à porta. Agir sempre pode mudar o que está por chegar. A ação humana coletiva é resultado de combinações múltiplas e de muitas possibilidades entre as circunstâncias históricas dadas e a vontade de intervir nelas e de mudá-las. Sem dúvida, de um ponto de vista de democracia radical e de busca da sustentabilidade socioambiental, herdamos de 2017 um contexto de gigantescos retrocessos no Brasil e no mundo inteiro. No entanto, como se diz no meu rincão lá do Rio Grande, “não está morto quem peleia”. Lutar acreditando que outro amanhã pode se tornar possível, mesmo se neste início de 2018 isso possa parecer inalcançável, é uma questão de cidadania, de vontade política, de resistir e imaginar sempre.

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