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terça-feira, 14 de março de 2017

Viva a polarização

Aldo Fornazieri

Pessoas das mais variadas posições políticas, dos mais diferentes calibres intelectuais e das mais diversas posições sociais têm lamentado uma suposta excessiva polarização que estaria ocorrendo no Brasil. Leandro Karnal, após publicar a foto de seu famoso jantar com o juiz Moro e ver-se tolhido por críticas de muitos e ungido pelos elogios de outros, lamenta a polarização, mais uma vez. Na verdade, ou melhor dizendo, a verdade efetiva das coisas mostra que a crítica à polarização no Brasil, em todos os tempos, sempre esteve a serviço da dominação de elites predatórias e sempre se configurou como o exercício da hipocrisia nacional.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"Colaborador" é o jeito moderno de chamar o abuso da mão de obra da classe trabalhadora

Átila da Rold Roesler*

De início, peço desculpas aos leitores porque este não vai ser um texto elegante porque é necessário dar o nome correto aos fenômenos que ocorrem no mundo do trabalho. 

O poder da linguagem é mesmo surpreendente e faz com que exploradores e explorados adotem o mesmo discurso da alienação e dominação em tom uníssono. 

Assim é que grandes corporações, empresas transnacionais e mesmo empregadores de pequeno porte vêm adotando já há alguns anos em sua linguagem o termo “colaborador” para designar seus empregados de mais baixo escalão: ajudantes gerais, de produção, auxiliares de manutenção ou de limpeza etc. 

domingo, 18 de janeiro de 2015

Produção de Emoções: novo Estágio na Dominação Cultural


Losurdo: produção das emoções é novo estágio do controle da classe dominante

João Novaes e Rodolfo Machado

Para o filósofo marxista italiano, com a televisão e as novas mídias, a burguesia não tem somente o monopólio das ideias

Para o filósofo marxista italiano Domenico Losurdo, o avanço tecnológico permitiu à classe dominante alcançar um novo estágio na dominação cultural. Se, no passado, ela já detinha o monopólio da profusão e difusão das ideias, hoje ela também consegue fazer o mesmo com as emoções.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Quando o atraso e a dominação viram “identidades culturais”


Pretendemos no âmbito desse pequeno texto traçar uma critica a construções discursivas idílicas da classe dominante que mostram aspectos de dominação e atraso como parte da nossa “cultura popular”, da nossa “identidade”.

Como esse não é um artigo acadêmico, não estamos dispostos a esgotar o tema, dar o tratamento que merece ou ser profundos na abordagem. Será um texto rápido, com poucas citações, praticamente sem bibliografia – com único e genuíno intuito de gerar uma reflexão por parte do leitor.

Hegemonia como dominação.
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