domingo, 25 de junho de 2017

'Torcer pela prisão de Aécio é equívoco', diz líder do PT na Câmara


Carlos Zarattini alega que senador tucano só poderia ser preso se houvesse flagrante e se estivesse cometendo crime continuado

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

O deputado federal Carlos Zarattini (SP), líder do PT na Câmara, criticou nesta terça-feira, 20, os petistas que torcem para que o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite o pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB) feito pela Procuradoria-Geral da República. "Vi vários do PT torcendo pela prisão dele, Isso é um equívoco. Não podemos torcer por um ataque sem nenhum princípio às pessoas", afirmou o parlamentar ao Estado.

Os Marinho querem governar, diz Marcos Coimbra da Vox


O sociólogo Marcos Coimbra, presidente do instituto Vox Populi, afirma em sua coluna na revista Carta Capital deste fim de semana que os irmãos Marinho, donos da Globo, não escondem mais o desejo de governar o Brasil; "Só os tolos acreditam que os irmãos decidiram se desfazer de Temer porque se horrorizaram ao descobrir quem era", diz; "Movem-se para derrubá-lo porque acham que assim aumentarão as chances de condenar Lula e preparar um cenário favorável a que vençam as próximas eleições, se consolidando no poder. (...) O projeto dos atuais Marinho não é igual ao de sempre: influenciar os governos para obter vantagens. Daqui para frente, é fazer o governo", afirma

Temer e Meirelles confiscam e assaltam FGTS,dizem centrais sindicais

Beto Barata

CUT afirma tratar-se de “uma das maiores perversidades do governo ilegítimo”. Para Força, revela “uma clara falta de sensibilidade social por parte dos tecnocratas do Ministério”

A ideia de reter parte do saque do FGTS e da multa de 40% a que os trabalhadores demitidos sem justa causa têm direito é rechaçada por centrais sindicais. As entidades levar o risco a suas agendas de mobilização contra a retirada de direitos e avaliam também ações judiciais caso o governo leve a intenção adiante. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou nesta sexta-feira (23), que a medida está sendo estudada pela equipe econômica.

sábado, 24 de junho de 2017

A Lava Jato perecerá se não for contido o espírito jacobino

Demétrio Magnoli

O Reino do Terror terminou no 9 do Termidor, 27 de julho de 1794, dia da queda de Robespierre e do início da repressão contra os jacobinos. Treze meses depois, instalou-se a ditadura do Diretório, que abriu caminho ao 18 do Brumário, 9 de novembro de 1799, elevação de Napoleão Bonaparte a Primeiro Cônsul.

A Lava Jato perecerá, desgastada por uma reação termidoriana, se não for contido o espírito jacobino que anima uma parcela do Ministério Público. Deploravelmente, o STF hesita em mostrar o caminho da lei, abortando o embrião de um Terror policial e judiciário.

O que é a imprensa nacional


Manchetes:
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G1 (Globo)

Incêndio em prédio de Londres foi provocado falha em freezer
Curto-circuito em eletrodoméstico causou incêndio

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BBC Brasil

Revestimento 'culpado' por tragédia em Londres também é usado no Brasil

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Assassinos com doutorado

Assassinos da SS com doutorado

Em estudo monumental, historiador francês Christian Ingrao ressalta o papel decisivo dos intelectuais na elite da Ordem Negra de Himmler

Jacinto Anton

A imagem que se tem popularmente de um oficial da SS é a de um indivíduo cruel, chegando ao sadismo, corrupto, cínico, arrogante, oportunista e não muito culto. Alguém que inspira (além de medo) uma repugnância instantânea e uma tranquilizadora sensação de que é uma criatura muito diferente, um verdadeiro monstro. O historiador francês especializado em nazismo Christian Ingrao (Clermont-Ferrand, 1970) oferece-nos um perfil muito diverso, e inquietante. A ponto de identificar uma alta porcentagem dos comandantes da SS e de seu serviço de segurança, o temido SD, como verdadeiros “intelectuais comprometidos”.

Massacres administrativos e o funcionário cumpridor de ordem.

O Julgamento, a banalidade do mal e o totalitarismo.

Arendt explica o caso Eichmann como um novo fenômeno no século XX. Para a autora, não se trata simplesmente de considerar que Eichmann era dantesco ou monstruoso, mas que, a exemplo de muitos indivíduos, banalizava o mal, agindo de forma indiferente mesmo ao praticar crimes hediondos. Eichmann, embora partícipe de crimes abomináveis, é visto por ela como um homem simples, banal e medíocre. Quando ela esteve pessoalmente no julgamento, ao observar o réu diretamente, sentiu-se incomodada ao perceber que ele foi mantido em uma cabine de vidro e que esta tinha como objetivo “protegê-lo dos judeus”, afinal, ele era acusado pela morte de milhões deles.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Donos de terra, gado e gente


Público versus privado


Somos seres humanos



Mercado quer ultra-liberalismo: desmonte total do setor público

Lisboa, entre banqueiros e grandes empresários
Temer esgota-se — e o “mercado” trama algo pior

Diante de naufrágio do governo, economistas como Marcos Lisboa e instituições com o Insper pedem o desmonte total do setor público

Paulo Kliass*

O Brasil parece naufragar nas águas revoltas de um oceano mal-humorado. Esse cenário ambientado sob uma tempestade violenta é mesmo muito dramático, mas a verdade é que tal fenômeno tem muito pouco ou quase nada de natural em sua manifestação.

A crise econômica é evidente. As consequências sociais de sua propagação são impressionantes.

Sem eleição e plebiscito, não há o que conversar.

Análise do professor Wanderley Guilherme dos Santos

Seria bom que a esquerda oficial se curasse da atração pela direita, a que se entrega “por um corte de cetim”.

Basta um aceno de ocasião do carona FHC para sonharem com o conto de vigário de um acordo entre ele e Lula.

Michel Zaidan: Reflexões sobre a Revolução Russa no ano do seu centenário

1. O primeiro ponto a se considerar sobre a Revolução Russa, numa retrospectiva de 100 anos, é se ela foi a última revolução europeia contra o capitalismo, do século XIX, ou se ela pode ser caracterizada como a primeira na periferia do mundo capitalista?

É de se lembrar de que a Revolução Francesa iniciou um ciclo revolucionário, na Europa (e no resto do mundo), que se fecha com a derrota da Comuna de Paris (1781). Até a Comuna, é possível vislumbrar um conjunto de influências revolucionárias tais como: o anarquismo, o blanquismo, o socialismo pré—marxista etc. Ou seja, onde é patente a presença de ideias europeias e de militantes sociais europeus naquele movimento, sendo a influência das ideias de Marx muito pequena ou quase nula. (Vejam-se, a propósito, as críticas de Marx aos “comunards” franceses, nos manuscritos guardados no Museu de História Social de Amsterdam, e as de Lenin, no ensaio “As duas táticas da socialdemocracia russa” à Comuna de Paris). Já a Revolução Russa trai a participação decisiva dos bolcheviques e a orientação marxista na condução do movimento revolucionário, sem desprezar o papel de anarquistas, dos camponeses, soldados e marinheiros.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Agora é greve


Meu suor não...


Patrões jogam crise no lombo dos trabalhadores


Capitalismo selvagem e o fim do mundo

 


Sobre Jack London, a Ocupação Lanceiros Negros, o Chefe da Casa Civil, um pouco conhecido livro de História de uma cidade do extremo sul, e o sentido das coisas (por Gérson Wasen Fraga)

É incrível como os livros de História possuem a capacidade de nos fazer refletir sobre nosso presente. Quando menos esperamos, a realidade à nossa volta evoca novas e antigas leituras, e as coisas passam a ter seu verdadeiro sentido desvelado. Ou ainda, passam a não fazer mais sentido nenhum, conforme o caso.

Em 1903, o escritor estadunidense Jack London publicava “O Povo do Abismo”. O texto, um misto de reportagem e observação participativa, relata a inserção do autor no mundo dos excluídos pela sociedade industrial de então. Trabalhadores tentando sobreviver com salários irrisórios, abrigos e albergues sem condições de dignidade, a truculência policial contra os que nada tinham ou ainda o abandono e a miséria sofridos por aqueles que labutaram uma vida inteira quando chegados à velhice são alguns dos fatos relatados ao longo de mais de trezentas páginas por um autor que mergulhou em um mundo “invisivel” aos beneficiários do sistema.

Uma repactuação social necessária

Leonardo Boff

Seguramente não estou enganado se disser o que se está passando na cabeça das pessoas e se ouve por todas as partes: assim como está, o Brasil não pode continuar. A corrupção generalizada, porque foi naturalizada, contaminou todas as instâncias públicas e privadas. A política apodreceu. A maioria dos parlamentares não representa o povo, mas os interesses das empresas que financiaram suas campanhas eleitorais. São velhistas, perpetuando a política tradicional das coligações espúrias, das negociatas e dos conchavos a céu aberto.

Temer retira do trabalhador condições que lhe dão respeito como cidadão, diz analista

Wanderley Guilherme dos Santos, da UFRJ, analisa o impasse da democracia no país

Wallace Oliveira

A democracia brasileira foi fortemente abalada por um golpe parlamentar, midiático e judicial. O contexto aponta a dificuldade de conciliar o interesse da ampla maioria do empresariado com a incorporação das massas assalariadas ao mercado. Nessas condições, as camadas dominantes passam a atuar, explicitamente, contra os direitos reconhecidos na Constituição. Grande papel, nesse cenário, é exercido pelo monopólio da mídia.

"Elite brasileira acha que tem direito a saquear a coisa pública", diz historiador

“Brasil tem elite que se considera superior ao restante da população e que, por isso, acha que tem direito a saquear a coisa pública”, diz historiador
Clarissa Neher, DW

Há pouco mais de 80 anos do lançamento do clássico Raízes do Brasil, o “homem cordial” de Sérgio Buarque de Holanda, que não distingue o público do privado, parece ainda presente na sociedade brasileira, apesar das previsões do intelectual que a cordialidade desapareceria com a industrialização.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Dominguinhos: nem tudo é forró


Festa de São João em tempos de temer


Farmácia Popular vai acabar


Direita ameaça conquistas dos trabalhadores


O Povo unido governa sem Partido

Crítica à forma Partido.

"Existe uma diferença entre resistir e se insurgir. E quando a esquerda rejeita a forma partido, você tende a duas ações: uma delas é a de resistência, ou seja, imprimir obstáculos em face de uma certa política; e o outro é produzir modos de vida paralelos ao que existe hegemonicamente.

Essas duas formas de ação - produzir modos de vida paralelos e resistir produzindo obstáculos - não incidem diretamente na estrutura de poder, que permanece existindo. Ela pode não avançar em face desses obstáculos mas, fora isso, ela fica intacta.

Hoje, 20/06, Esquenta Greve Geral


"A esquerda está viciada em seu próprio conforto"

 
Entrevista - Clarisse Gurgel*

Para a cientista política, o campo progressista no Brasil prioriza ações performáticas, como marchas, em detrimento do trabalho de base

'Estamos vendo a esquerda fazer uso do termo 'greve geral' de forma irresponsável'

Professora do departamento de Estudos Políticos da UniRio, Clarisse Gurgel faz a chamada "crítica pela esquerda" dos partidos e dos movimentos organizados hoje no Brasil. Para Gurgel, formada em Artes Cênicas e doutora em Ciência Política pela UERJ, essas organizações centram suas forças em eventos performáticos, como passeatas, manifestações e atos, deixando em segundo plano o trabalho de formação política em sua base.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Temer tem grande apoio no Congresso


A nova Previdência


Cássio e Aécio, identificação e semelhança


Portugal é o único da esquerda a governar à esquerda, diz sociólogo

Fernanda  Mena

Portugal criou uma "geringonça" que, ao contrário do que o nome sugere, parece estar funcionando bem.

"Geringonça" é o apelido dado à coligação de partidos de esquerda que tem governado o país na contramão das políticas de austeridade impostas a Portugal pela troica (FMI, União Europeia e Banco Central Europeu).

"É o único governo de esquerda da Europa que, de fato, governa à esquerda", avalia o sociólogo e economista português Boaventura de Sousa Santos, 76, professor da Universidade de Coimbra e entusiasta do que se tem chamado de "solução portuguesa", que parece já influenciar a vizinha Espanha.

domingo, 18 de junho de 2017

Rede Globo, chupa-cabra de juízo


Žižek: A lição da vitória de Corbyn

O segredo do sucesso de Corbyn foi ter evitado se pautar tanto pelos corretivos da cultura "politicamente correta" quanto pelo jogo populista do "políticamente incorreto". O fato de tal abordagem representar nada menos do que uma mudança de peso em nosso espaço político é um triste indicativo dos nossos tempos. Mas é também uma nova confirmação da velha assertiva hegeliana de que, às vezes, a franqueza ingênua é a mais devastadora e sagaz de todas as estratégias.

Por que o poder econômico odeia a Previdência social?

Em 2015, a adoção de uma estratégia ortodoxa de ajuste macroeconômico poderá conduzir o País para a recessão, com reflexos negativos sobre o mercado de trabalho. Esse cenário aponta para graves desequilíbrios financeiros

Eduardo Fagnani*

A Previdência é um dos pilares da cidadania social brasileira. Entre 2001 e 2012, o total de benefícios diretos do segmento urbano cresceu 48% (passando de 11,6 milhões para 17,2 milhões de beneficiários), enquanto na Previdência Rural o acréscimo foi de 38% (de 6,3 milhões para 8,7 milhões). Segundo a PNAD (Pesquisa por Amostra de Domicílio) de 2001, do IBGE, para cada beneficiário direto há 2,5 indiretos (membros da família). Em 2012, a Previdência Social beneficiou, direta e indiretamente, mais de 90 milhões de brasileiros.

Os bancos é que vão derrubar o Temer

O PSDB está com medo da última bala do Temer​

O ansioso blogueiro conseguiu localizar o Oráculo de Delfos em algum ponto de Olho D'Água das Flores.

E perguntou: agora, que Joesley matou o Temer?

Eis, as respostas breves e cortantes do Oráculo:

- Temer assumiu por decisão de um consórcio de bancos, da Globo, do Ministério Publico, de uma parte do Judiciário, da Polícia Federal, com o beneplácito dos Estados Unidos.

Os jornalistas da Globo são tão responsáveis pelo golpe quanto seus patrões.


sábado, 17 de junho de 2017

A incrível evidência de honestidade dos banqueiros brasileiros

J. Carlos de Assis

Aparentemente temos o sistema bancário mais honesto do mundo. No meio da avalanche de corrupção por compra de parlamentares envolvendo grandes construtoras e o maior conglomerado de carnes do mundo, ninguém surgiu, até o momento, para apontar o menor deslize moral dos bancos brasileiros. A bem da verdade, houve apenas uma suspeita. Trabuco, presidente do Bradesco, envolvido na operação Zelotes, foi inocentado por unanimidade pelo Tribunal Federal de Recursos da 1ª. Região.

Governo Temer quer esconder crimes do sistema financeiro


Em artigo, presidenta do PT fala sobre MP 784. “Pretendem passar uma borracha nas irregularidades e crimes cometidos pelas instituições financeiras”

Em meio a toda turbulência do julgamento de Temer no TSE, o governo editou medida provisória que é um escândalo: segundo a MP-784 bancos que forem flagrados por terem cometido crimes como lavagem de dinheiro ou outras operações ilegais na mira da Operação Lava Jato poderão ficar livres de processo administrativo ou até ter a investigação suspensa para “atender ao interesse público”, caso o investigado assine um termo de compromisso com o Banco Central.

O papel das centrais sindicais diante do impasse brasileiro

O desenvolvimento da crise política e econômica no Brasil desde o impeachment, até os dias de hoje, já gerou um tal número de acontecimentos que fazem parecer que os dias estão valendo anos.

Estamos diante de uma conjuntura polarizada. Os trabalhadores estão demonstrando disposição de responder à ofensiva da burguesia. Isso se dá por dois motivos:

1- A unidade entre as centrais sindicais e movimentos sociais avançou na organização dos trabalhadores, sendo possível construir grandes manifestações e greve geral, impactando a conjuntura.

Michel Zaidan: O mundo do trabalho e a Política

Tive, ontem, a grata satisfação de ver realizada a tese de Antonio Gramsci que diz "a hegemonia nasce na fábrica", ou como o movimento sindical pode (e deve se transformar) numa escola de formação. Na última quinta-feira (dia do feriado de Corpus Christi), o Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco realizou na Guabiraba um grande encontro de delegados sindicais preparatório para as eleições da próxima diretoria da casa. O que mais me chamou a atenção foi o foco de interesse daqueles operários na Política (estadual e nacional), entendendo eles que não é possível formular uma agenda sindical, por reposição salarial e outras questões, sem fazer uma discussão profunda sobre a economia e a política do país. E como participaram animadamente dessas discussões!

100 anos da Greve Geral de 1917: marco na história da classe operária

Mary Del Priore

Julho de 1917 representa um marco na história da classe operária brasileira. Em protesto contra os baixos salários, insuficientes para alimentar as famílias; contra as longas jornadas de trabalho impostas a homens, mulheres e crianças, que chegavam a lidar 14 horas diárias; ambientes insalubres e jornadas noturnas para mulheres e crianças, os operários têxteis iniciaram uma greve.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Um rei delirante na conquista da Patagônia

Olhar de Cinema. Um rei delirante na conquista da Patagônia

Luiz Fernando Zanin Oricchio

CURITIBA – Rey, do chileno Niles Attalah, traz como personagem a figura polêmica do explorador francês que tentou se tornar monarca da Patagônia para nela fundar a utopia da Nova França. Orelie Antoine de Tounens de fato existiu. Foi um advogado e aventureiro do século 19, que se dedicou a conquistar um pedaço de terra americana para nele plantar seus sonhos.


Frei Beto e sua "autocrítica da esquerda"

COMO O PT NÃO VAI MESMO FAZER A LIÇÃO DE CASA, CONTENTEMO-NOS COM O FREI BETTO E SUA "AUTOCRÍTICA DA ESQUERDA"...

Toque do editor

Eu era muito jovem em 1964 e anos seguintes, mas, a partir do meu ingresso na esquerda em 1967, interessei-me em saber quais as causas da quase nenhuma resistência àquele golpe que os reacionários preparavam cuidadosamente há anos, mas acabou sendo precipitado por um aventureiro fardado que pôs seus recrutas a desfilarem pela Via Dutra antes da data marcada, como patinhos num estande de tiro... e, mesmo assim, derrubou o governo legítimo de João Goulart!

Companhia Rio Tinto quer despejar famílias

COMUNIDADE DE OITEIRO NA PARAÍBA É AMEAÇADA DE DESPEJO

A Companhia de Tecidos Rio Tinto, que se diz dona de terras onde vivem 8 famílias a 5 gerações, mais de 150 anos, ameaça a tradicional comunidade da praia de Oiteiro, em Rio Tinto na Paraíba.

A ameaça é baseada na construção de um resort de luxo na área de preservação permanente, lê-se, especulação mobiliária. 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Prenderam Mané Bolimm; Totonho


As origens da corrupção

 

"Negação e descrença são parte da história do Brasil"

Em entrevista à DW, historiadora debate as origens da corrupção no país e diz que brasileiros passam da euforia à depressão sem a justa medida. Para ela, elites políticas incultas favorecem discurso violento.

O complexo sistema de desvio de verbas públicas, escancarado pela Operação Lava Jato, em março de 2014, revigorou um amplo debate sobre as origens da corrupção no país. A concepção distorcida entre privado e público esteve, mais uma vez, no cerne de uma questão antiga, mas que ainda não atingiu nenhuma resolução. A corrupção pode ser considerada um mal iniciado com a proclamação da República, em 1889?

A dança de rato dos tucanos

Michel Zaidan

Não é a primeira vez que os tucanos (os políticos do PSDB) ensaiam desembarcar de um governo prestes a ser afastado, por denúncias de corrupção, improbidade administrativa, obstrução a Justiça e outras coisas mais. O partido que se constituiu à esquerda do velho PMDB, com a proposta de ser uma agremiação socialdemocrata e dar um choque de modernidade ao capitalismo brasileiro, tornou-se hoje uma caricatura grosseira (e medonha), de um agrupamento de oligarcas, com um fino verniz de sofisticação, dotado de um apetite despudorado por cargos, recursos e zonas de influência na política governamental brasileira.

Brasil: aposta na Agricultura e Mineração nos tornará cada vez mais dependente e desigual

O peso das ideias na riqueza das nações

Ricardo  Abramovay

Um livro e um Atlas da Complexidade Econômica ajudam a compreender por que aposta do Brasil na Agricultura e Mineração tende a tornar país cada vez mais dependente e desigual

As relações entre o desenvolvimento de um país e a complexidade de sua economia

Tanto as maçãs que compramos na quitanda como as que foram desenhadas no Vale do Silício são bens econômicos e incorporam o que há de mais precioso naquilo que consumimos: informação.

CUT/VOX: Greve Geral é o principal instrumento para barrar reformas


“Já fizemos uma grande Greve Geral e faremos uma maior no próximo dia 30”, diz presidente da CUT

Érica Aragão

Pesquisa CUT/VOX Populi divulgada nesta semana aponta que mais de 50% dos brasileiros acham que Greve Geral de 28 de abril de 2017 foi importante porque parou o Brasil e mostrou para os deputados e senadores que os trabalhadores são contra as reformas da Previdência e Trabalhista. Mais de 40 milhões de pessoas aderiram à maior greve da história do país.

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