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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Fratura em frente neodesenvolvimentista decretou queda de Dilma, avalia Boito Jr.

Livro de cientista político analisa cenário que precedeu impeachment

Marta Avancini

Passados cerca de dois anos do impeachment de Dilma Rousseff, predominam duas teses sobre a deposição da presidente. A primeira a entende como efeito da retomada do poder pelas elites. A segunda leitura atribui sua queda à intensificação dos conflitos entre os blocos políticos e ideológicos da direita e da esquerda.

Para Armando Boito Jr., professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nenhuma dessas leituras é capaz de apreender os processos que desencadearam uma das maiores crises políticas da história recente do país.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Rene Carvalho: As Instituições estão funcionando ?


As Instituições estão funcionando, nos dizem sempre. O centro agora é o conflito aberto entre lava a jato e segunda turma do STF sobre quem pode julgar Lula. Porque uma questão jurídica simples, como a do juiz natural, base do funcionamento cotidiano da Justiça, ganha as manchetes dos jornais? Ao ler as notícias, quase não me deparei com argumentos jurídicos. Normal: o conflito é essencialmente político. Moro já não era o juiz natural no caso do “triplex” como ele mesmo reconheceu na sentença. Mais um motivo que levaria à anulação do julgamento. Mas por que a briga para manter sob sua jurisdição todas as investigações que ainda correm sobre Lula?

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O que resta da universidade?

Vladimir Safatle

É claro que a universidade não tem mais lugar no interior do processo de reprodução material da vida. Em uma dinâmica de produção de empregos em que os estratos médios são constantemente eliminados a partir de processos de reengenharia contínua, em que os empregos de nível salarial mais baixos são, ao mesmo tempo, precarizados e elevados em seus padrões de exigência de formação e no qual os estratos mais elevados são oligarquicamente garantidos (ou seja, eles são alcançados independentemente da formação dos seus ocupantes), é uma das maiores mistificações de nossa época insistir no binômio formação/empregabilidade. 



sábado, 13 de maio de 2017

Justiça Escolar

Esperamos que as escolas formem nossas crianças na disciplina da diversidade que as habilitará ao tratamento do conflito

Christian Ingo Lenz Dunker

A greve de 28 de abril, contra as reformas ora em curso no Brasil, envolveu boa parte da população em diversos estados do Brasil, com participação popular semelhante à que verificamos nas manifestações que culminaram no afastamento de Dilma Rousseff. Se isso foi necessário para o afastamento de uma, porque não seria para o afastamento de outro? Escândalos de corrupção envolvendo ministros de Temer, impopularidade no mesmo patamar, idêntica insatisfação social com os rumos do País e como gerente geral os resultados econômicos são de mesmo quilate. Ademais se poderia dizer que uma foi eleita, o outro não. Contra isso uma mente mais imparcial diria: “é, mas ela foi uma condição crônica e dolorosa, ao passo que ele ainda é um golpe agudo e pungente”. No frigir dos ovos, empate.


quarta-feira, 15 de março de 2017

É racional parar de dialogar

Vladimir Safatle


Faz parte de uma certa leitura hegemônica da vida social moderna a ideia de que a razão se realiza necessariamente na vida social por meio da consolidação de um horizonte de diálogo.


Assim, uma sociedade cujas instituições e práticas são racionais seria necessariamente capaz de regular seus conflitos a partir da capacidade de exigir dos sujeitos a explicitação de suas razões para agir e a avaliação de tais ações a partir da procura do melhor argumento. Ou seja, a razão nos permitiria orientar nossas ações a partir do consenso possível produzido pela procura do melhor argumento.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Elite brasileira perdeu a noção do perigo

De acordo com o historiador Leandro Karnal, a elite brasileira perdeu a noção do perigo e não sabe lidar com o que está acontecendo no Espírito Santo.


Como sempre alinhado aos fatos mais importantes da sociedade brasileira, o historiador Leandro Karnal faz uma análise sobre o cenário conflituoso no Espírito Santo. Para ele, a elite brasileira não sabe lidar com isso e não faz ideia do perigo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Enquanto a Ponte Para o Futuro desaba, instituições seguem brigando

Diferentemente do que querem fazer crer Dallagnol e seus companheiros, ser contra o pacote anticorrupção não te coloca automaticamente a favor dos corruptos

The Intercept – "Descontraído, Temer fumou um charuto cubano oferecido por Eunicio. Ele ficou alguns momentos desfrutando seu charuto e conversando com Renan Calheiros (PMDB-AL) e Aécio Neves (PSDB-MG) em uma rodinha restrita.”

João Filho 

“Entre pratos de camarão ao molho branco, filé, salgadinhos, vinho e whisky, o clima era de descontração.”

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A (in) Justiça no atacado


‘Terra sem lei’ e de ‘vale tudo’

A Diretoria e a Coordenação Executiva Nacional da Comissão Pastoral da Terra – CPT vêm a público denunciar o quadro de deterioração do ambiente político e social no país e suas agravadas consequências. Medidas políticas e judiciais de flexibilização e subtração de salvaguardas sociais e ambientais são impostas, num retrocesso que traz sofridas lembranças do tempo da Ditadura Civil-Militar. Parece que quase nada avançamos desde então, a não ser para mais fundo no reino da hipocrisia e da indigência moral dos discursos e coberturas da mídia.

sábado, 13 de agosto de 2016

Paraíba tem aumento de 285% na pistolagem no campo

Margarida,  Ivanildo ...
A ação de pistolagem no campo, no estado da Paraíba, teve aumento de 285% por cento em 2015, com relação ao ano anterior. O estado saltou de 54 ações de violência, para 209 investidas de capangas – contratados por fazendeiros -, contra trabalhadores e trabalhadoras rurais em 2015.

A afirmação é do deputado estadual Frei Anastácio, com base no livro Conflitos no Campo Brasil 2015 lançado, hoje (12), no Centro de Ciências Jurídicas (CCJ), da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa. O livro é uma publicação anual da Comissão Pastoral da Terra nacional (CPT) e retrata toda problemática envolvendo o campo.

domingo, 7 de agosto de 2016

O desperdício da conciliação judicial em conflitos sobre terra

Jacques Távora Alfonsin 

 Enquanto a concentração da terra em poucas mãos não conhecer limite, não haverá limite também para o aumento dos conflitos sobre terra.

O número crescente de conflitos sobre posse de terra, em todo o Brasil, seja no meio urbano, seja no meio rural, já demonstrou claramente a inconveniência de ser resolvido por sentença judicial, executada com a violência da força pública. Problemas de gente morrendo por não ter o que comer ou onde morar, presentes nesses conflitos, não devem e não podem ser resolvidos dessa forma.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Couto diz que violência no campo é cercada de impunidade com aval do Estado

A impunidade foi apontada como uma das principais causas da violência no campo, em audiência pública sobre o tema na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, nesta terça-feira (2). A discussão foi feita a pedido dos deputados Luiz Couto (PT-PB), Padre João (PT-MG) e Patrus Ananias (PT-MG) e, nela, alguns debatedores apontaram a falta de prioridade do Estado, em especial do Poder Judiciário, para tratar dos conflitos no campo.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

A indisponibilidade democrática, a violência e a criminalização dos movimentos sociais.

"Os movimentos sociais se inserem de modo contraditório nos terrenos cortantes das disputas do campo jurídico”, diz o pesquisador.

A criminalização dos movimentos sociais "opera” no Brasil "através da deslegitimação de militantes, movimentos sociais e, em última instância, de suas pautas políticas”, e da "conversão narrativa de ‘militantes’ em ‘criminosos’ no sentido da produção de uma ilegitimidade para a participação democrática”, na qual "‘lutadores’ são redesenhados narrativamente como ‘criminosos’”, diz Roberto Efrem Filhoà IHU On-Line na entrevista a seguir, concedida por e-mail.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Brasil é líder em mortes em conflitos de terra


Pelo 5º ano, Brasil é líder em mortes em conflitos de terra; Rondônia é Estado mais violento no campo
 
Indígenas representam 40% das mortos por conflitos de terra no mundo

Desde 2011, o Brasil é o país onde mais pessoas morrem em conflitos de terra no mundo.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

BC, “comitê executivo” do capital financeiro?.



Senado aprova Goldfajn: há conflito de interesses em ex-sócio do Itaú presidir BC?
 

Mariana Schreiber  

Goldfajn era economista-chefe do Itaú e sócio da instituição    

O Senado aprovou no fim da tarde desta terça-feira, por 56 votos a 13, a nomeação de Ilan Goldfajn, indicado pelo presidente interino Michel Temer (PMDB) para comandar o Banco Central.  Antes da aprovação pelo plenário, o economista foi sabatinado por quase quatro horas pela Comissão de Assuntos Econômicos da Casa, que deu seu aval à sua nomeação por 19 votos a 8.    

Conforme esperado, senadores de oposição o questionaram sobre um possível conflito de interesses na sua nomeação para o comando do BC devido ao seu longo vínculo com um dos maiores bancos do país, o Itaú.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

CPT: O momento político atual e a surdez do governo Dilma




"A Diretoria e a Coordenação Executiva Nacional da Comissão Pastoral da Terra – CPT vêm a público se manifestar sobre o grave momento da conjuntura nacional, cujo foco na polarização da crise política, em muito enviesada e distorcida, obscurece a percepção dos atuais conflitos violentos contra os povos do campo". Confira a Nota da Comissão Pastoral da Terra sobre a atual conjuntura nacional:

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Estado de Direito ? Não para trabalhadores rurais !


"Descendentes" continuam matando
Número de pessoas assassinadas em conflitos no campo já é o maior desde 2004  
Adital

O Conselho Nacional da CPT [Comissão Pastoral da Terra], formado pela Direção Nacional e por representantes dos 21 regionais, denuncia graves situações de assassinatos e ameaças de morte, ocorridas no contexto de conflitos no campo, no Brasil. Somente neste ano de 2015, registros parciais do Banco de Dados do Centro de Documentação Dom Tomás Balduíno dão conta de 46 pessoas assassinadas e 79 ameaçadas de morte até agora. O número de pessoas assassinadas já é o maior desde 2004.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Comitiva de solidariedade visita áreas de conflito em Mogeiro-PB



Dignitatis

Diversas entidades visitam três áreas de conflito e prestam solidariedade aos sete trabalhadores rurais que irão a júri popular no próximo dia 27 de agosto em João Pessoa-PB

Durante todo o dia 22 de agosto (sábado), movimentos sociais e populares, organizações da sociedade civil e integrantes da comunidade universitária saíram de João Pessoa em caravana rumo ao município de Mogeiro-PB, em mais um gesto de solidariedade e apoio aos trabalhadores rurais da região e do estado, em especial aos sete trabalhadores rurais que irão a Júri Popular no próxima dia 27 de agosto (quinta-feira), no Fórum Criminal de João Pessoa.

quarta-feira, 18 de março de 2015

O velho discurso anticomunista


Comunismo e anticomunismo no Brasil: novos e velhos conflitos

Márcia Pinna Raspanti

Em meio ao debate político e partidário que tem dominado a mídia, as conversas e as redes sociais, chamou-me a atenção que, em 2015, mais de 20 anos depois do final da Guerra Fria, o comunismo ainda seja um dos temas mais comentados pelos brasileiros. Por isso, esse artigo resgata, de maneira breve, a presença das ideologias “de esquerda” no Brasil e a reação que elas provocaram ao longo da nossa História.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Brasil e Paraguai: 150 anos depois da guerra, ferida ainda aberta

El Cristiano 

Filipe Figueiredo 


Conflito deixou legado de cerca de meio milhão de mortos, entre soldados e civis; paraguaios desejam reafirmar nacionalidade



Em dezembro de 2014, celebra-se o 150° aniversário do maior conflito armado da América do Sul, conhecido no Brasil como Guerra do Paraguai, travada entre 1864 e 1870. Também chamado de Guerra da Tríplice Aliança ou Ñorairõ Guazú (“Guerra Grande”, em guarani), o conflito deixou um legado de cerca de meio milhão de mortos, entre soldados e civis. Um número preciso jamais será obtido, mas as estimativas das mortes civis paraguaias flutuam entre 300 mil e um milhão; em números relativos, algo entre 40% e 90% de sua população. O clichê diz que deve-se estudar a história para compreender o presente. Cento e cinquenta anos depois, em uma América Latina em desenvolvimento, com o Cone Sul do continente em ritmo de integração, uma ferida permanece aberta, originada na guerra.
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