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quinta-feira, 24 de maio de 2018

*Nota sobre a política de preços da Petrobrás - AEPET*

AEPET - Associação dos Engenheiros da Petrobrás

A Petrobrás adotou nova política de preços dos combustíveis, desde outubro de 2016, a partir de então foram praticados preços mais altos que viabilizaram a importação por concorrentes. A estatal perdeu mercado e a ociosidade de suas refinarias chegou a um quarto da capacidade instalada. A exportação de petróleo cru disparou, enquanto a importação de derivados bateu recordes. A importação de diesel se multiplicou por 1,8 desde 2015, dos EUA por 3,6. O diesel importado dos EUA que em 2015 respondia por 41% do total, em 2017 superou 80% do total importado pelo Brasil.


sexta-feira, 9 de março de 2018

EUA: assim se constrói o apoio ao golpe no Brasil


 Brian Mier 

“Estou dizendo que é por aqui”: Trump e Temer na reunião do G-20, na Alemanha, em julho de 2017

Microsoft. Boeing. Monsanto. Shell. Diretamente beneficiadas pelas políticas pós-2016, mega-empresas financiam agência empenhada em sustentar que mudança de regime “foi boa para o país”

Quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência em 2003, um de seus primeiros movimentos foi priorizar o uso de software livre para os sistemas de informática do governo federal, tanto para reduzir custos, como para aumentar a competição, criar empregos e desenvolver o conhecimento e a inteligência do país nessa área. Embora nunca tenha sido adotada por todos os ministérios, esta política, em 2010, já havia poupado dos contribuintes mais de 500 milhões de reais. Seis semanas após tomar o poder, em outubro de 2016, enquanto cortava o financiamento para mulheres vítimas de violência doméstica, de R$42 milhões para R$ 16 milhões, sob o pretexto de que não poderia arcar com este gasto, o presidente Michel Temer anunciou que o governo gastaria R$140 milhões para realizar a migração dos sistemas de computação para os produtos da Microsoft.

sábado, 3 de março de 2018

Wanderley G. dos Santos: "O flagelo Temer"


Lidar com um governo em que o todo é menor do que a soma das partes exige prudência. Trata-se de perigosa engenhoca com dispersos centros de comando e trajetórias doidivanas. Depois dos fatos, qualquer maluquice parece planejada. Ilusão temporal: uma coisa depois da outra não quer dizer uma coisa por causa da outra.


Por Wanderley Guilherme dos Santos*, em seu blog

O bando brasiliense ouviu cantar o galo sem saber aonde e responde às tamancadas: decreto daqui, medida provisória dali, vetos, desvetos, contra medidas e engavetamento dos próprios projetos, quando não, reversão (redução no número de ministérios). Tudo depende de algum grito contraditório, exceto, naturalmente, se a reclamação for do povão ou de seus alto-falantes, sempre negligenciados. Se do Judiciário, imprensa conservadora ou associação empresarial, aí, o bando “arrecua os beque” imediatamente.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Michel Zaidan Filho: Saída desonrosa


A consequência natural de um governo ilegítimo, arbitrário e impopular teria de ser uma intervenção militar num dos principais Estados da Federação Brasileira: o Rio de Janeiro. Mas ela foi reforçada pelo fiasco da reforma da previdência, já anunciada como inviável pelos aliados do próprio governo, e os eventos carnavalescos, entre os quais o estado de acefalia que tomou conta do Estado fluminense, durante os festejos momescos. O Executivo, rodeado de seus “sábios” e “impolutos” conselheiros devem ter aconselhado o Chefe do Governo a buscar outra saída, diversionista, para desviar os olhos da opinião pública da iminente derrota política no Congresso. Dizia Napoleão que se pode fazer quase tudo com uma baioneta, menos sentar-se sobre ela. E os dignos parlamentares não estão dispostos a sentar em cima de nenhuma baioneta, leia-se derrota eleitoral e desgaste político, perante o eleitor, com o voto a favor dessa malfadada reforma. Curioso detalhe: quando o presidente do Congresso já tinha retirado de pauta a reforma, alegando o decreto da intervenção federal, as principais revistas semanais do país trouxeram encartes sobre a reforma, aplaudindo-as. Ninguém avisou a elas que este tema não entraria mais em pauta neste ano.

Rio da intervenção


sábado, 17 de fevereiro de 2018

A jogada bonapartista de Temer. Recriar um bolsonarismo sem Bolsonaro

Jaldes Meneses

Muita retórica balofa e repetição de esquemas prontos de antemão na maioria das análises que tenho lido sobre a intervenção federal-militar de Temer no Rio de Janeiro. Houve um golpe parlamentar no Brasil, suas fases, papel da rede globo, etc. etc. etc. Mas nada substitui a análise concreta da situação concreta.

Um hegelianismo vulgar voltou a fazer escola. Não se deve hiperracionalizar os acontecimentos como se obedecessem a um plano prévio milimetricamente articulado por um comando único. Compor uma narrativa neste molde, além de equivocado, não convence ninguém fora do circuito restrito dos convertidos.

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