Mostrando postagens com marcador impeachment. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador impeachment. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Fratura em frente neodesenvolvimentista decretou queda de Dilma, avalia Boito Jr.

Livro de cientista político analisa cenário que precedeu impeachment

Marta Avancini

Passados cerca de dois anos do impeachment de Dilma Rousseff, predominam duas teses sobre a deposição da presidente. A primeira a entende como efeito da retomada do poder pelas elites. A segunda leitura atribui sua queda à intensificação dos conflitos entre os blocos políticos e ideológicos da direita e da esquerda.

Para Armando Boito Jr., professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nenhuma dessas leituras é capaz de apreender os processos que desencadearam uma das maiores crises políticas da história recente do país.

terça-feira, 22 de maio de 2018

’‘O Processo’, ou o Brasil que Kafka não viu


Documentário de Maria Augusta Ramos mostra os bastidores do processo de impeachment sofrido pela presidente Dilma Rousseff em 2016. Premiado no exterior, o filme entra hoje em cartaz em 60 salas em todo Brasil.

Luiz Zanin Oricchio

O título do documentário de Maria Augusta Ramos delimita um campo e faz alusão a uma obra clássica. O Processo diz que vai se restringir ao andamento parlamentar e jurídico que depôs a presidente Dilma Rousseff e que este muito se assemelha ao que descreve Franz Kafka em sua obra famosa.

Desse modo, o filme não toca, pelo menos não diretamente, na concertação de forças que permitiu a deposição de uma presidente que havia recebido 54 milhões de votos nas urnas. Restringe-se ao tortuoso percurso parlamentar e jurídico desenhado para dar ares de legalidade a um julgamento já feito de antemão, a um jogo já jogado antes mesmo de começar.

sábado, 21 de abril de 2018

Sobre Aécio Neves e a natureza da Lava Jato


Imparcialidade da Justiça no combate à corrupção ??  

Legitimar o golpe parlamentar e a prisão sem provas de Lula.??

Tucanos entregam os anéis para preservar os dedos

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

CNJ: pura e simplesmente perseguição política:

Muitos juízes se manifestaram a favor do impeachment e não sofreram punição por isso.

Pedro Abramovay

No mais perigoso de seus movimentos, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu processo para aplicar uma punição política em quatro juízes (André Luiz Nicolitt, Cristiana de Faria Cordeiro, Rubens Casara e Simone Nacif Lopes) por terem participado de manifestação contra o impeachment.

terça-feira, 6 de junho de 2017

O Estado: a serviço do mercado ou da democracia?

Cândido Grzybowski


O golpe do impeachment não só revelou uma conjuntura de grande mudança na correlação de forças políticas no Brasil, mas trouxe com ele um projeto de arquitetura do poder de Estado que restringe seu papel de garantidor de direitos democráticos de cidadania para todas e todos, amplia seu poder repressivo, em nome da “ordem e progresso”, e abre espaço à expansão das forças brutas do mercado. Trata-se de “Estado mínimo” de um ponto de vista da democracia, mas “Estado fortaleza”, beirando ao fascismo, para garantir privilégios de classe da nossa velha oligarquia. O projeto visa uma mudança mais duradoura para que a assimetria do poder em favor das classes abastadas não seja ameaçada novamente. Por isto, o esforço enorme usando todo o arsenal de práticas corruptas que contaminam profundamente a política no Brasil, para fazer o mais rápido possível reformas constitucionais e desconstrução de direitos conquistados.


terça-feira, 23 de maio de 2017

Concertação nacional: distribuição de renda, ajuste fiscal e lava jato

O impeachment deste ano

Celso Rocha Barros

Como parte das comemorações de um ano do impeachment de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (PMDB) resolveu cair.

Temer ainda está lá, Moreira e Padilha ainda o chamam de presidente, o porteiro do palácio o deixa estacionar o carro, de vez em quando ele usa faixa. Mas desde quarta-feira passada (17) sua agenda é não ser preso. Não é fácil durar assim até janeiro de 2019.

Não é impossível. Temer pode se oficializar como o governo do acordão e partir para cima das investigações. Facilitaria aprovar as reformas, inclusive. Mas a opinião pública talvez ficasse meio chateada, e em 2018 tem eleição.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Aliança mídia e justiça: nada que preste para a democracia


 Jaldes Menezes

São três os processos, paralelos combinados, após o golpe do impeacheament de Dilma: 1) as "reformas" do Temer (previdência, trabalhista, etc.); 2) as eleições de 2018; 3) a operação lava jato. Quem dita a pauta (deitou e rolou antes do Impeacheament), o tempo e o ritmo, quem concentra mais recursos de força e condições de direção política, é o consórcio de poder mídia-judiciário-MPF.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Damous: Por que é a hora de falarmos de Lula?


Wadih Damous (*)

O estado de degradação moral, de corrompimento institucional e de dissolução social do Brasil, com destruição de ativos estratégicos em escala nunca dantes vista, é consequência da ruptura do consenso político construído após a ditadura militar e consolidado com a Constituição de 1988.

A ruptura se deu num processo iniciado com o chamado caso do “mensalão” e se completou com a destituição da Presidenta Dilma Rousseff. Para rasgar o voto de 54 milhões de eleitores, recorreu-se fraudulentamente ao instituto constitucional do impedimento. Armaram-se os golpistas com uma maioria de ocasião no parlamento, cevada com recursos públicos desviados por Eduardo Cunha e sua organização de trombadinhas espalhados por partidos sem conteúdo programático nem militância espontânea. O impedimento foi dinamizado pelos perdedores das eleições de 2014 e só logrou ser bem-sucedido graças à omissão imprópria do Ministério Público e do Judiciário.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Pacto Sinistro

Luiz Eduardo Soares


A sociedade brasileira atravessa turbulências originais. Depois do deslocamento de placas tectônicas em 2013, com a emergência massiva de novos protagonismos, muita água passou por baixo da ponte, e também por cima dela, com o ímpeto de um tsunami que ameça levá-la na enxurrada –a ela e a todas as demais pontes, não só retóricas. O ódio tomou o poder e reina, soberano.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O Golpe do Impeachment como construção da Nova Torre de Babel

Sacrificando a justiça no altar da lei 

De acordo com Teodorico Ballarini, biblista italiano, membro do Conselho Teológico da Universidade de Bolonha, a narrativa bíblica da Torre de Babel (Gên. 11:1-9), vem articulada em cinco partes constituintes: Uma introdução e uma conclusão, ambas em forma de notícia; e três cenas, consistindo essencialmente, cada uma, em forma de discurso. Nas duas primeiras, o discurso é de natureza exortativa, que exprime uma decisão tomada em comum. Na terceira cena, Javé fala consigo mesmo, usando o estilo da deliberação, CONÍ o verbo no plural, "vamos e confundamos-lhes a língua".

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Como seria um SAC para os desiludidos com o impeachment?

Antonio Prata 

– “República Federativa do Brasil, Tamara, bom dia!”. “Oi, Tamara, tudo bem? Eu queria fazer uma reclamação”. “Pois não, senhor”. 

“Então, Tamara, é que eu fui, aí, nas manifestações pró-impeachment, eu bati panela… Tipo, falaram que era contra tudo que tava errado, que ia tirar primeiro a Dilma, ajeitar a economia, depois ia tirar o Cunha, ia fazer, aí, a limpa. Mas eu vi esses dias a votação do impeachment, que eu tava com problema na lombar e fiquei em casa. Tamara: Collor?! Renan Calheiros?! O figura, lá, do helicóptero de cocaína! São esses caras que tão de patrão agora!”. 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Pepe Escobar: “a blogosfera independente brasileira é a mais forte do mundo”

Miguel do Rosário

A leitura do livro A Radiografia do Golpe, de Jesse Souza, me deixou mais tranquilo em relação às perspectivas do golpe. Agora eu sei que ele será derrotado.

A produção intelectual antigolpe está crescendo. Pode-se dizer que já surgiu uma escola literária, acadêmica, científica, estética, contra o golpe, e seguramente reúne bem mais representantes da inteligentsia nacional do que a turma que defendeu o impeachment.

domingo, 18 de setembro de 2016

As versões e os fatos sobre o fim do ciclo do PT. Por eleições gerais já!

Desmascarando a narrativa petista

Vladimir Palmeira*

O impeachment de Dilma colocou fim a 13 anos de governos petistas no Brasil. A despeito de avanços alcançados na distribuição da renda do trabalho e na participação desta no total da renda nacional, fruto sobretudo dos primeiros cinco anos do Governo Lula, o saldo final é negativo.

Brasil ingressa em sua Idade Média, por Wanderley Guilherme dos Santos

O Brasil passou a rodar no "fuso paraguaio", diz o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos. Após um golpe de Estado dado pelo Congresso em conluio com a mídia e ajuda de setores do Judiciário, o País entra em sua "idade média", com conservadores formando uma "maioria de ocasião" para impor retrocessos em todas as esferas do Poder.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Juristas apresentam pedido de impeachment de Gilmar Mendes

Grupo acusa presidente do TSE de adotar "comportamento partidário"

Um grupo de juristas e representantes da sociedade civil apresentaram nesta terça-feira (13) no Senado um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Os autores são os juristas Celso Antônio Bandeira de Mello, Fábio Konder Comparato, Sérgio Sérvulo da Cunha e Álvaro Augusto Ribeiro da Costa; a ativista de direitos humanos Eny Raymundo Moreira; e o ex-deputado e ex-presidente do PSB, Roberto Amaral.

No pedido, o grupo acusa o ministro de adotar “comportamento partidário”, mostrando-se leniente com relação a casos de interesse do PSDB e “extremamente rigoroso” no julgamento de casos de interesse do PT e de seus filiados, “nomeadamente o ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, não escondendo sua simpatia por aqueles e sua ojeriza por estes”.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Verissimo: “Teve cara de golpe, cheiro de golpe e penteado de golpe”

Luis Fernando Verissimo

Acabou não sendo nem uma questão política nem uma questão jurídica, mas uma questão semântica.

Afinal, o que o governo Dilma fez foi crime ou não foi crime? Na interpretação da acusação, foi crime imputável (horrível palavra) evidente. Para a defesa, não foi.

Os argumentos dos dois lados eram incisivos e coerentes.No fim, a escolha foi entre dois tipos de histrionismos, já que era tudo teatro mesmo — e, no fim, não fez a menor diferença, pois os 61 senadores que imputaram (desculpe) a Dilma e os poucos que estavam a seu favor já tinham a cabeça feita.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...