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domingo, 29 de abril de 2018

Acordo e desacordo, suspeitos os dois ( PF e Lava Jato)


Janio de Freitas

Tanto a PF como a Lava Jato, que recusou o acordo com Palocci, põem-se sob indagações e suspeitas por suas atitudes ante Palocci e entre si. Essa história, em que também o Supremo toma parte —o que já insinua complicação—, não tem chance de escapar a mais um entrevero degradante.

Como preliminar, o Supremo parou a meio caminho e deixou em suspenso seu iniciado reconhecimento a direito da PF de negociar acordos de delação, rompendo a exclusividade que os procuradores exercem e exigem.


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O Brasil da traição

Aldo Fornaziere

O que espanta no depoimento de Antônio Palocci ao juiz Moro não foi a traição que ele perpetrou contra Lula, mas o despudorado cinismo da traição - a total desfaçatez com que foi feita. O depoimento foi, praticamente, uma delação. Nestes termos, seguiu o padrão de outras delações. Todas revelam o apodrecimento do caráter moral da política brasileira e de boa parte dos políticos e de empresários que se relacionam com o mundo político e com o Estado.

​Palocci, a exemplo de tantos outros delatores, não revelou "verdades" a Moro como forma de arrependimento moral, como sinal de consciência penitente de alguém que havia cometido graves violações da lei, como alguém que vem a público confessar imperdoáveis pecados contra a sociedade, como alguém que sente uma dor moral insuportável e um sentimento angustiante de perda da honra pessoal. Nada disso está presente no depoimento de Palocci. O único objetivo do depoimento foi torpe: conseguir um benefício pessoal, buscando que lhe seja concedido o privilégio da delação premiada. Este tipo de pessoa está apta a alcançar a liberdade para continuar persistindo no crime, assim como Temer se habilitou pela traição a chegar à presidência da República para continuar na senda criminosa.


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

“Fiquei com pena de Palocci”


Fernando Morais:

Acabei de ver em vídeo a íntegra do depoimento do ex-ministro Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro, ocorrido hoje em Curitiba.

Chama a atenção o comportamento escandalosamente parcial de Moro em defesa de Palocci.

Mas isso não é novo. Todo mundo já sabe quem é Sérgio Moro.

A surpresa da tarde foi Palocci.

terça-feira, 27 de junho de 2017

A hora e a vez dos Bancos

Afinal, trata-se do sistema financeiro, aquele que instruiu o golpe e nos sangra todos os dias......

Lava Jato estuda como preservar bancos do impacto da delação de Palocci

O ex-ministro Antonio Palocci deixa a sede da Polícia Federal, em São Paulo (SP), após ser preso durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, intitulada "Omertà", deflagrada na manhã desta segunda-feira (26). Ao todo, foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão, três de prisão temporária e 15 de condução coercitiva. 

Impacto da delação de Palocci deixa Lava Jato apreensiva

Mônica Bergamo

sábado, 20 de maio de 2017

Palocci e a delação mediante sequestro

Chantagem Premiada
Fernando Brito

Não sei se é verdade que o ex-ministro Antonio Palocci esteja negociando uma delação premiada.

Não sei, porque o noticiário virou um apêndice dos interesses da República de Curitiba, mas o que este noticiário registra é aterrador.

Diz que o Ministério Público exigiu que Antonio Palocci demitisse o advogado José Roberto Batocchio, que o defendia há 12 anos,. por dois negociante de “se eu acusar, vocês me aliviam, né”?

Batocchi declarou apenas que seu cliente não resistiu a Guantánamo subtropical.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Por pior que seja Palocci, sua prisão é uma indecência

Maringoni Gilberto

Antonio Palocci é figura das mais deploráveis e abjetas da vida pública brasileira. É o que comumente se denomina trânsfuga, ou vira-casaca.

Mesmo assim, sua prisão na manhã de hoje deve ser repudiada firmemente.
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