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sábado, 21 de julho de 2018

PCB apresenta plataforma política pelo Poder Popular


Nesta sexta, dia 20/07, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) realiza sua Convenção Nacional para formalizar o apoio político à pré candidatura de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara para a presidência da república. Tais candidatos expressam a frente política e social que reúne PCB, PSOL, Mídia Ninja, MTST, Movimento Indígena e outros movimentos populares.

Num grande ato político, que contará com a presença de pré candidatos do PCB de vários estados brasileiros, convidados do PSOL e representantes de organizações de luta e movimentos sociais, o PCB apresenta a sua contribuição política ao programa da Frente de Esquerda, cujos termos divulgamos a seguir. Vamos sem medo de mudar o Brasil!


domingo, 4 de março de 2018

Safatle: Identidades


É necessário que as singularidades circulem em um espaço de implicação

Nos últimos anos, uma grande parte das demandas sociais em circulação no Brasil ganhou uma forma muito específica, ligada ao que poderíamos chamar de "estratégia identitária".

Trata-se de se servir de identidades sociais vulneráveis (mulheres, negros, LGBT, indígenas, travestis, entre outros) para constituir um espaço de lutas sociais pela reconfiguração dos polos de poder.

Normalmente, tais lutas passam pela sensibilização tanto em relação a hábitos sociais arcaicos quanto em relação à espoliação econômica em suas estruturas de raça e gênero ou, ainda, em relação a uma nova partilha necessária no campo de visibilidade social.

sábado, 3 de março de 2018

O culto ao dinheiro


A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo João 2,13-25 que corresponde ao Terceiro Domingo da Quaresma, ciclo B, do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Eis o texto

Há algo alarmante na nossa sociedade que nunca denunciaremos o bastante. Vivemos numa civilização que tem como eixo de pensamento e critério de atuação a secreta convicção de que o importante e decisivo não é o que um é, mas o que um tem. Diz-se que o dinheiro é «o símbolo e ídolo da nossa civilização» (Miguel Delibes). E de fato são maioria os que lhe rendem seu ser e lhe sacrificam toda a sua vida.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

A longevidade de uma oligarquia- Michel Zaidan Filho


Existe uma forte tendência, nos estudos sobre o chamado "Poder local", de assumirem a forma de uma etnografia política, bem feita, minuciosa e bem documentada. Há quem afirme ser o âmbito da política municipal o mais despolitizado de todos, uma vez que o componente eleitoral do voto é muito mais forte do que o político ou o ideológico. Daí a forte tendência dos gestores municipais serem da situação, governistas inveterados. É preciso considerar também a grande dependência financeira da maioria dos munícipios brasileiros em relação ao governo federal e estadual, sobretudo em tempos de disciplina fiscal e redução do IPI. Daí o pragmatismo político dos prefeitos. Acima de tudo, gerentes, não políticos.


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Que República é essa ?

Chico Alencar

Uma jovem senhora completa 128 anos: a República Federativa do Brasil. A via mais recente de sua certidão de nascimento é a Carta Magna de 1988. Ali está dito que nossa República, Estado democrático de direito, está fundamentada na soberania, na cidadania, na dignidade da pessoa humana, nos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e no pluralismo político (CF, Art. 1º).

Um sinal especial, congênito, está no Parágrafo único desse artigo: todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.

sábado, 28 de outubro de 2017

Povo não cabe no projeto que a elite quer

José Dirceu

Estaria o nacionalismo condenado e viveríamos um mundo sem fronteiras nacionais, regido pela globalização, pela abertura dos mercados – principalmente financeiros – a caminho de um governo mundial?

Pode parecer piada de mau gosto, mas, no fundo, o substrato de toda a fundamentação, há décadas da avalanche da globalização, está no bordão do fim. Não da história, mas do conceito de nação e de sua própria existência, pelo menos como ente estatal, já que seria muita pretensão desconhecer as nações. Seria como se voltássemos e regredíssemos à Idade Média.

No nosso caso, nunca nossas elites – a não ser para usurpar o poder – conviveram ou aderiram ao nacionalismo. E, muito menos, à nação. Só o fazem para exercer ou tentar a hegemonia cultural, impondo sua visão do que seja a nação, sempre a partir de seus interesses e visão do mundo. Sempre foram inimigas mortais dos governos dito nacionalistas, seja Getúlio, JK, Jânio com sua política externa independente, Jango e, pasmem, Geisel.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

“O Poder Político da Mídia Hegemônica”

Editor do "Cinegnose" debate Mídia e Hegemonia Política na UFRRJ

Wilson Roberto Vieira Ferreira

Este editor do “Cinegnose” participa de mesa de debates “Meios de Comunicação e Intervenção Social” às 18h do dia 24/10 dentro do II Seminário Qualidade de Vida, Sustentabilidade e Economia Alternativa na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), na cidade de Seropédica. Irei expor o tema “O Poder Político da Mídia Hegemônica” no qual descreverei os efeitos socialmente letais daquilo que as pesquisas desse blog chamam de “bombas semióticas” dentro de uma guerra geopolítica mais ampla – a “Guerra Híbrida”, nesse momento impactando o contínuo midiático nacional e por trás das diversas “primaveras” que rondaram o planeta nos últimos anos. E também uma avaliação das oportunidades de contra-hegemonia perdidas e a possibilidade de uma guerrilha semiótica anti-mídia.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Rubens Casara: No Estado pós-democrático, Justiça vira ferramenta contra os “indesejáveis” e serve de mercadoria para entreter o público



Esse livro nasce da percepção de uma mutação no Estado. O Estado democrático de Direito, que era marcado pelo existência de limites rígidos para o exercício do poder, esse Estado desaparece e surge uma nova configuração, no qual não existem mais limites rígidos.

Os direitos e garantias fundamentais, dentro da lógica neoliberal, também são tratados como mercadorias e, portanto, negociáveis.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Projeto de poder do MPF é revelado nos áudios de Joesley Batista

Ali Mazloum

Existe certo padrão na atuação dos operadores do Direito. Conhecê-lo tem sido crucial para a sobrevivência na carreira do magistrado que vela por sua imparcialidade.

O Ministério Público Federal não convive bem com a oposição de ideias, sendo este um padrão de todos conhecido. Contrariar suas pretensões persecutórias pode levar o opositor ao opróbrio. Daí a existência de tantos juízes, na verdade tartufos togados, que simplesmente preferem chancelar até os piores desatinos formulados pelo órgão acusador.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A liberdade de limitar-se: psicanálise e teoria do poder

O moralismo que deu luz ao nosso momento atual entrou em colapso. O princípio de autolimitação foi trocado pelo modelo no qual a liberdade é exercer todo o poder que se pode.

Christian Ingo Lenz Dunker.

A psicanálise desenvolveu uma pequena teoria prática sobre o poder. Quando alguém procura a nós, psicanalistas, em geral este alguém está questionando suas posições e decisões na vida. Por isso mesmo abre-se para ouvir, pedindo que o outro lhe dê alguma direção, uma pista e até mesmo um conselho sobre a pergunta fundamental: o que fazer?

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

As Dinastias do Poder e a Luta de Classes

Fernando Horta

A Ciência não é neutra. Nada, aliás, o é. Mas a Ciência, de todas as formas de aquisição de conhecimento, é a mais objetiva e a que tem tido os melhores resultados práticos. Desde 1620, quando foi publicado o livro Novum Organum de Francis Bacon, a estruturação de uma metodologia científica tem propiciado um intenso desenvolvimento da humanidade. A aquisição de conhecimento e sua validação atingiram também a própria Ciência que se critica e reconstrói a todo o momento.

É claro que vivemos um momento de anti-intelectualismo, em que o conhecimento consolidado precisa lutar por legitimidade com vídeos ou notícias apócrifas na rede mundial de computadores. E esta luta é inglória, pois o juiz frequentemente carece de ferramental cognitivo para fazer a função de julgar. Fica tudo na opinião pessoal, como se nada dali em diante pudesse ser verificado.

terça-feira, 20 de junho de 2017

O Povo unido governa sem Partido

Crítica à forma Partido.

"Existe uma diferença entre resistir e se insurgir. E quando a esquerda rejeita a forma partido, você tende a duas ações: uma delas é a de resistência, ou seja, imprimir obstáculos em face de uma certa política; e o outro é produzir modos de vida paralelos ao que existe hegemonicamente.

Essas duas formas de ação - produzir modos de vida paralelos e resistir produzindo obstáculos - não incidem diretamente na estrutura de poder, que permanece existindo. Ela pode não avançar em face desses obstáculos mas, fora isso, ela fica intacta.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Juízes se julgam deuses, procuradores santos e advogados, a ética pura

Luiz Felipe Pondé*

A política é um circo. Quanto menos você tiver esperança política, menos você se iludirá sobre a realidade política. O ceticismo em filosofia sempre aconselhou uma postura mais conservadora e cuidadosa quanto às promessas políticas. Desde que a política se tornou objeto de fé, passamos a ter expectativas salvacionistas através da política. E a política não passa da conquista, gestão, manutenção e distribuição do poder.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Imprensa "Baba Ovo"


" Veículos de comunicação se transformarem em trampolim e acordos com o Poder de Plantão"

O Blog do Walter Santos analisa, neste domingo (5), a polêmica no Caso Tião Gomes e Cássio Cunha Lima. Após o vazamento de mensagens de um grupo de WhatsApp, o jornalista analisa a postura e conteúdo na Mídia.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O que é a vulgaridade do poder?


“... luxo, sem cultura, era dramaticamente vulgar, pois, não se justificando pelo gosto, ele se tornava violência pura: um esbanjo que só servia para exibir o privilégio.(...)O poder é vulgar de duas formas básicas, que se misturam facilmente. Há a vulgaridade do poder sem cultura e há a vulgaridade do poder sem questões e dilemas morais.”

Contardo Calligaris

Volto a uma história de minha adolescência. Talvez hoje eu consiga entender plenamente sua significação.

No começo dos anos 1960, na Itália, eu simpatizava com os partidos de esquerda. Meu pai era um social-democrata sem afiliação partidária, mas ele tinha participado da resistência ao fascismo, durante os últimos anos da Segunda Guerra.
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