Segundo notícia veiculada pelo portal G1, e replicada por outros meios, a Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quinta-feira, 13 de dezembro, mandado de busca e apreensão na residência de um jovem suspeito de “incitar a morte” de Jair Bolsonaro. Com base em postagens nas redes sociais, feitas ao fim do segundo turno, o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça Federal do Rio pretendem enquadrar o autor na Lei de Segurança Nacional, pelo “crime” de pregar a “subversão da ordem política”. Confirmando-se tais fatos, trata-se de evento gravíssimo, que evidencia o modus operandi que será usado contra o ativismo político nos próximos meses e anos. Por ironia ou não, isto ocorre no dia em que se completam 50 anos da promulgação do AI-5.
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sábado, 15 de dezembro de 2018
sábado, 8 de dezembro de 2018
Da Cosa Nostra ao PCC
Um amigo marcou minha arroba no Twitter com um notícia do Correio da Bahia: “Polícia Federal busca suspeitos ligados a mafioso preso em Salvador”.
Cliquei, olhei para a foto e vi um senhor muito velho, com semblante levemente melancólico e olhar perdido. Não o reconheci. Foi só quando li a legenda que me dei conta de que era alguém que eu julgava estar morto há décadas.
Lelio Paolo Gigante foi personagem do meu livro. Já no começo dos anos 1970, ele se envolveu com mafiosos italianos e franceses no Brasil e se enredou em uma trama rocambolesca e perigosa de tráfico internacional de heroína. Nascido em São Paulo em 1934, Gigante havia sido criado na Itália, para onde seus pais se mudaram em 1935. Girou por diversos países até se estabelecer como comissário de bordo da Avianca na Colômbia, de onde voava para os Estados Unidos e para a Europa. Complementava o salário com a venda de relógios falsificados transportados de um país ao outro até descobrir que podia lucrar muito mais com pequenas cargas de heroína.
terça-feira, 17 de julho de 2018
Agenda: violência, corrupção e crime ou solidariedade e cooperação
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| As Parcas: tenho medo |
Por Silvio Caccia Bava, no jornal Le Monde Diplomatique-Brasil:
Explorando medo e descontentamento, as elites criam uma agenda cujo centro da discussão é a violência, a corrupção e o crime. Essa agenda tem um duplo sentido. Ela cria uma percepção de que estamos todos ameaçados, é intimidatória, dissemina o medo. E tem uma função estratégica, de definir os temas do debate público. Não se fala de enfrentar a desigualdade, reduzir os juros bancários, cobrar impostos dos ricos. Se fala da luta da policia contra os bandidos.
segunda-feira, 2 de julho de 2018
A fome é um crime
Não há outra maneira de dizer. Não há atenuante. Em um mundo que produz alimentos suficientes para dar de comer a todos os seus habitantes, a fome nada mais é do que um crime.
sexta-feira, 1 de junho de 2018
Escândalo
Francisco Paes de Barros
Há de se encontrar uma ideologia que substitua a ideologia da sociedade capitalista ou burguesa. Liberalismo e marxismo são ideologias irmãs da mesma cultura materialista do mundo moderno. Pensar assim talvez seja utopia. Acredito nos princípios da ideologia católica.
A ideologia católica tem como princípio defender a dignidade humana. Outro princípio é no sentido de garantir uma dimensão ética para a economia. E isso contraria a ideologia liberal, que defende a não intervenção do conceito de moralidade no processo econômico. Um outro princípio, tão importante quanto os dois anteriores, é pela necessidade de o Estado intervir na questão social e econômica, ajudando os cidadãos mais pobres.
Há de se encontrar uma ideologia que substitua a ideologia da sociedade capitalista ou burguesa. Liberalismo e marxismo são ideologias irmãs da mesma cultura materialista do mundo moderno. Pensar assim talvez seja utopia. Acredito nos princípios da ideologia católica.
A ideologia católica tem como princípio defender a dignidade humana. Outro princípio é no sentido de garantir uma dimensão ética para a economia. E isso contraria a ideologia liberal, que defende a não intervenção do conceito de moralidade no processo econômico. Um outro princípio, tão importante quanto os dois anteriores, é pela necessidade de o Estado intervir na questão social e econômica, ajudando os cidadãos mais pobres.
terça-feira, 17 de abril de 2018
Justiça Lava Jato: criminoso sem crime
Eu acho o Aécio um ser desprezível, repugnante. Mas deu grande curiosidade pra saber que crime ele cometeu. Alguém sabe? Que ele pediu dinheiro todo mundo sabe. Mas em troca de que ? A acusação não explica!! É muito esquisito.
Criminoso sem crime determinado.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
A intervenção no Rio de Janeiro e o avanço do fascismo no Brasil
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| No caminho do fascismo |
Na intervenção no Rio de Janeiro, o racismo é elemento inseparável do deslocamento do inimigo público das elites para as classes populares.
Michel Temer assina o decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro e promete resposta “dura” ao crime.
Por Carlos Eduardo Martins.
A intervenção federal militar na segurança do Rio de Janeiro e sua possível extensão a outros Estados marca uma nova etapa da escalada repressiva que avança no Brasil desde o golpe de 2016, configurando tecnicamente um Estado de Exceção.
Constitucionalmente, são três os níveis de Estado de Exceção: Intervenção Federal, Estado de Defesa e Estado de Sítio. Cumprimos com esta iniciativa o primeiro nível do Estado de Exceção: até o final de 2018, o Congresso terá suas prerrogativas reduzidas e, no Rio de Janeiro, a Justiça Militar substitui em parte a Justiça Civil para assuntos de segurança pública, situação que incidirá basicamente sobre a vida das camadas populares. A intervenção federal realiza-se de maneira açodada e não atende aos requisitos constitucionais substantivos para sua realização: não há grave desordem pública no Rio de Janeiro, como demonstram os indicadores da cidade no ranking da violência no país e os que atestam a redução dos índices de criminalidade deste carnaval em relação ao de 2017.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
Maré: a violência nas favelas é uma guerra contra os pobres
Carmen Corato
No dia 06 de fevereiro, semana na qual iniciaram as aulas na rede de ensinos fundamental e médio, a polícia militar do Rio de Janeiro resolveu fazer uma mega operação contra a suposta guerra às drogas.
Quem não mora em favela ou nunca testemunhou essas operações, não tem noção do que é um clima de guerra. Sim, são aqueles terríveis caveirões circulando pelas ruas e atirando por becos e vielas; aquele monte de policiais querendo matar todo mundo, pois para os mesmos e a sociedade brasileira em geral, morador de favela é tudo bandido.
No dia 06 de fevereiro, semana na qual iniciaram as aulas na rede de ensinos fundamental e médio, a polícia militar do Rio de Janeiro resolveu fazer uma mega operação contra a suposta guerra às drogas.
Quem não mora em favela ou nunca testemunhou essas operações, não tem noção do que é um clima de guerra. Sim, são aqueles terríveis caveirões circulando pelas ruas e atirando por becos e vielas; aquele monte de policiais querendo matar todo mundo, pois para os mesmos e a sociedade brasileira em geral, morador de favela é tudo bandido.
sábado, 13 de janeiro de 2018
PCC financia igrejas e pode influenciar eleição, diz ex-desembargador
João Fellet - @joaofelletCasas na periferia de São Paulo
'Há uma lei do silêncio na periferia de São Paulo', diz Wálter Maierovitch
Há décadas estudando a ação de organizações criminosas, o desembargador aposentado Wálter Maierovitch diz que o fortalecimento da maior facção brasileira, o Primeiro Comando da Capital (PCC), e o acirramento de conflitos entre gangues nos Estados podem impactar as eleições deste ano.
Em entrevista à BBC Brasil, Maierovitch diz que o PCC ainda não alcançou o peso econômico de antigos grupos mafiosos italianos ou de cartéis colombianos e marroquinos. Mas diz que a facção paulista vem expandido sua atuação e tem força suficiente para influenciar a votação em outubro.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Matadouro Público
Michel Zaidan Filho
Nunca me esqueci da frase,pronunciada por um delegado da polícia civil, em debate radiofônico sobre a criminalidade no país. Segundo a autoridade policial, a nossa sociedade é criminógeno, ou seja, ela produz o crime e o criminoso e os tipos penais que definem o crime.
Nunca me esqueci da frase,pronunciada por um delegado da polícia civil, em debate radiofônico sobre a criminalidade no país. Segundo a autoridade policial, a nossa sociedade é criminógeno, ou seja, ela produz o crime e o criminoso e os tipos penais que definem o crime.
Não precisaria ir tão longe, no "nascimento da biopolítica" e do "biopoder", ou citar as palavras de Michel Foucault, para chegar a uma conclusão tão límpida, tão clara e óbvia.
0 modelo de sociedade implantado no Brasil ("societas sceleris"), só poderia gerar essa deformação sistêmica de que o crime (o grande crime) compensa.
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
A condenação histórica da "Justiça"
Mauro Santayana, em seu blog:
Não se sabe se, sendo candidato em 2018, Lula seria eleito pela população.
Assim como não se sabe se, assumindo mais uma vez a Presidência da República, ele teria forças para resistir a um novo golpe - inspirado de fora - semelhante ao que derrubou Dilma Rousseff.
As intenções de voto que o colocam em primeiro lugar na preferência do eleitorado, da ordem de 35%, correspondem ao percentual histórico de votos da esquerda no Brasil, e anormal seria, considerando-se as circunstâncias políticas e o descarado lawfare movido contra ele pelo Ministério Público e a Operação Lava Jato, que o ex-presidente tivesse menos que um terço da preferência da população.
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Estamos todos no inferno. Não há solução, pois não conhecemos nem o problema.
Uma Assustadora mas imperdível a entrevista com o *líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola* , ao jornal O Globo,
*O GLOBO: Você é do PCC?*
- Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…
*O GLOBO: Você é do PCC?*
- Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Agora é tarde. Eventual correção da Lava Jato não evitará a derrocada do país.
Mauro Santayana
Se existe uma situação que caracteriza a época que estamos vivendo, é a contradição entre o Brasil real e o país dos juízes, ou melhor, de certo tipo de juízes e procuradores que se encontram no poder, em suas respectivas áreas, nestes tempos sombrios, que, cegos como zumbis na bruma, estamos atravessando.
Se existe uma situação que caracteriza a época que estamos vivendo, é a contradição entre o Brasil real e o país dos juízes, ou melhor, de certo tipo de juízes e procuradores que se encontram no poder, em suas respectivas áreas, nestes tempos sombrios, que, cegos como zumbis na bruma, estamos atravessando.
segunda-feira, 26 de junho de 2017
terça-feira, 6 de junho de 2017
Brasil sem prazo
A aplicação do Código Penal não depende mais do crime, mas do criminoso . Criminosos legislando sobre o destino do patrimônio de cidadãos inocentes e sobre reservas da soberania nacional
Wanderley Guilherme dos Santos
Não há mais prazo no Brasil para nada, exceto para as prestações financeiras devidas pelos assalariados. Processos submetidos a perder de vista, prisões preventivas de duração incerta e vazamentos intermitentes mantêm a população desinformada sobre o efetivamente delatado e comprovado, tantas têm sido as promessas de provas estarrecedoras, jamais apresentadas, em certos casos, embora, exuberantes em outros, permaneçam sem consequências.
Wanderley Guilherme dos Santos
Não há mais prazo no Brasil para nada, exceto para as prestações financeiras devidas pelos assalariados. Processos submetidos a perder de vista, prisões preventivas de duração incerta e vazamentos intermitentes mantêm a população desinformada sobre o efetivamente delatado e comprovado, tantas têm sido as promessas de provas estarrecedoras, jamais apresentadas, em certos casos, embora, exuberantes em outros, permaneçam sem consequências.
segunda-feira, 15 de maio de 2017
domingo, 2 de abril de 2017
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Estado e Facções
Esta foto, possivelmente, seja uma montagem. Mas, remete-nos às facções instaladas no Governo Golpista com ramificações nos quatro poderes, Executivo, Legislativo, Judiciário e Imprensa. Parabéns aos integrantes destes poderes que atuam com isenção.
Wagner Batista; Facebook
Silêncio cúmplice
Os evidentes méritos da Operação Lava Jato não são garantia de infalibilidade das pessoas que nela atuam
O Estado de S.Paulo
Aproveitando o anseio da população pelo fim da impunidade, têm surgido com alguma frequência manifestações a favor de um Direito autoritário, próprio das tiranias. Ainda que seja apresentado em cores novas, trata-se do velho sofisma de prometer, ao preço das liberdades e garantias individuais, um Estado perfeitamente eficiente no combate ao crime.
O Estado de S.Paulo
Aproveitando o anseio da população pelo fim da impunidade, têm surgido com alguma frequência manifestações a favor de um Direito autoritário, próprio das tiranias. Ainda que seja apresentado em cores novas, trata-se do velho sofisma de prometer, ao preço das liberdades e garantias individuais, um Estado perfeitamente eficiente no combate ao crime.
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