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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Como discutir com os reacionários?


Uma questão que se coloca para todos nós é saber se é ou não necessário discutir com reacionários. Como devemos fazer a luta política? Será que vale a pena?

Valério Arcary

O cenário é ruim. Um candidato neofascista, Jair Bolsonaro, pode chegar ao segundo turno das eleições presidenciais, pela primeira vez, desde o fim da ditadura militar. A bandeira da “intervenção militar” adquiriu influência real. Ou seja, a situação é grave. Mas as eleições estão, totalmente, indefinidas.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Pernambuco: duas ou três oligarquias aliadas com políticos "soi dissent" de esquerda.

Michel Zaidan Filho

A Condição Humana

0 famoso escritor, jornalista e ex-ministro da cultura, da França, André Maulraux escreveu uma obra prima, como correspondente de guerra na indochina, chamada A CONDIÇÃO HUMANA, narrando o genocídio dos comunistas durante o primeira revolução chinesa, patrocinada por Chian Ka Chek. Durante o massacre dos militantes comunistas, Maulraux chegou a conclusão de que a SOLIDÃO é o que caracteriza as pessoas na hora da morte. Como dizia Aldous Huley, os cristãos entravam de mãos dadas na arena romana, mas morriam sozinhos. A condição humana dos que lutam contra as injustiças e o arbítrio parece ser mesmo a solidão. Na boca de certos ativistas e militantes a defesa da liberdade e dos direitos civis e políticos, às vezes, não passa de mero retórica eleitoreira, na disputa de um cargo ou mandato. Enquanto, as pessoas enfrentam sozinhas seus dilemas, seus embates.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Comer é ato político

Eduardo Suplicy

Com o objetivo de sensibilizar a opinião pública e entidades da sociedade civil para o problema da alimentação popular na capital, movimentos e munícipes se juntaram para chamar atenção para as tentativas ou propósitos de implantação de alimentos ultraprocessados, a “Farinata”, também conhecida como “ração humana”, na alimentação das populações em situação de rua e em idade escolar. Estarei presente e espero vocês lá!

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sábado, 28 de outubro de 2017

Gestão midiática de Doria Jr. promove pobres a biodigestores de lixo orgânico

“carne de excrementos humanos”
Wilson Roberto Vieira Ferreira

Vivemos tempos realmente estranhos. Chegamos no futuro e parece que a realidade começa a realizar, de maneira irônica, as distopias sci fi dos anos 1970 como por exemplo, “No Mundo de 2020” (Soylent Green, 1973, com Charlton Heston) no qual uma empresa produzia um tablete verde para alimentar as massas pobres, enquanto somente a elite tinha comida de verdade. Confirmando a vocação paulistana vanguardista de laboratório para o “brave new world”, o prefeito João Doria Jr. anuncia o programa “Alimento para Todos”, numa parceria com a Plataforma Sinergia para processar restos de alimentos que se transformarão em um “granulado nutritivo” para a “camada mais pobre da sociedade” – seguindo a trilha do Japão que já possui “carne de excrementos humanos”. Como “gestor sustentável”, Doria Jr. acredita que todos ganharão: não haverá nem desperdício e nem fome. Se no filme de 1973 tudo era envolto em uma conspiração, hoje tudo é cinicamente explícito através da “Pobretologia” - resolver o problema do Capitalismo que produz restos (pobres, famintos, desempregados, idosos, aposentados, excluídos etc.) e que precisam ser reciclados de forma cinicamente “sustentável”: desempregados viram empreendedores, idosos se convertem em target de consumo chamado “Melhor Idade” e pobres viram biodigestores de restos orgânicos.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Sobre Jack London, a Ocupação Lanceiros Negros, o Chefe da Casa Civil, um pouco conhecido livro de História de uma cidade do extremo sul, e o sentido das coisas (por Gérson Wasen Fraga)

É incrível como os livros de História possuem a capacidade de nos fazer refletir sobre nosso presente. Quando menos esperamos, a realidade à nossa volta evoca novas e antigas leituras, e as coisas passam a ter seu verdadeiro sentido desvelado. Ou ainda, passam a não fazer mais sentido nenhum, conforme o caso.

Em 1903, o escritor estadunidense Jack London publicava “O Povo do Abismo”. O texto, um misto de reportagem e observação participativa, relata a inserção do autor no mundo dos excluídos pela sociedade industrial de então. Trabalhadores tentando sobreviver com salários irrisórios, abrigos e albergues sem condições de dignidade, a truculência policial contra os que nada tinham ou ainda o abandono e a miséria sofridos por aqueles que labutaram uma vida inteira quando chegados à velhice são alguns dos fatos relatados ao longo de mais de trezentas páginas por um autor que mergulhou em um mundo “invisivel” aos beneficiários do sistema.

domingo, 14 de junho de 2015

Os primeiros jahuenses. Onde andarão ?


Coroados, Kaingang;  Debret
Ancestrais dos índios colorados andaram por Jaú há 7 mil anos 

Área de sítio arqueológico, localizado na Fazenda Aguinha, em Bocaina. 30/01/2010

A ocupação humana em Jaú pode ter ocorrido muito antes do que informam relatos históricos até hoje registrados. Recentes achados arqueológicos no Município fazem crer aos pesquisadores que há cerca de 7 mil anos grupos de caçadores-coletores, do período denominado Paleoíndio, já andavam por aqui. Eles seriam os primeiros "jauenses", ancestrais dos coroados, apelido que se dava aos índios kaingang, que habitaram a região.

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