quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Qué tal si delirarmos, por um ratito...
Eduardo Galeano
Propósitos de Año Nuevo
¿Qué tal si deliramos, por un ratito? Vamos a clavar los ojos más allá de la infamia, para adivinar otro mundo posible: el aire estará limpio de todo veneno que no venga de los miedos humanos y de las humanas pasiones; en las calles, los automóviles serán aplastados por los perros; la gente no será manejada por el automóvil, ni será programada por la computadora, ni será comprada por el supermercado, ni será mirada por el televisor; el televisor dejará de ser el miembro más importante de la familia, y será tratado como la plancha o el lavarropas; la gente trabajará para vivir, en lugar de vivir para trabajar;
Crise Funcional do Estado: O momento antropofágico do Brasil:
Wanderley Guilherme dos Santos
O governo só não cai por falta de colo hospitaleiro. Ainda bem, pois escasseiam robustas lideranças democráticas capazes de desmantelar, por simples presença, arranjos contra a legalidade. O Legislativo distrai-se em conquistas predatórias ao apagar das luzes do atual mandato. Os movimentos sociais organizados, outrora valentes escudeiros de valores universais, empalideceram e a multidão de siglas que desfilam em conclamações lembra os “blocos do eu sozinho”. Em São Paulo, estado volta e meia em conflito com o resto do País, a direita brega patrocina intervenções surrealistas sem acordo prévio sobre o propósito da perturbação do trânsito. Augustos integrantes da judicatura disputam o horário televisivo com escaramuças entre bandos de traficantes.
Vladimir Safatle: e a Ubiquidade sem Mestre
A Grande Ilusão
Um dos passes de mágica preferidos do lulismo consistia em tentar fazer os mesmos atores políticos desempenharem o papel de governo e oposição. Talvez alguns aqui se lembrem do que aconteceu, por exemplo, na visita do ex-presidente George W. Bush ao Brasil. Enquanto Bush fazia um discurso no Palácio do Alvorada ao lado de Lula, afirmando estar feliz por encontrar seu mais importante aliado na América Latina, as ruas das capitais brasileiras eram ocupadas por manifestações contra a presença do presidente norte-americano no Brasil. Manifestações capitaneadas... pelo partido do presidente Lula.
Zaidan : O crime ( de colarinho branco) compensa
Michel Zaidan Filho: O crime ( de colarinho branco) compensa
Pretendia acabar o ano em paz, em harmonia comigo e com os outros. E aí veio a notícia de que o governador em exercício do Maranhão concedeu, no apagar das luzes, uma aposentadoria de 24.000,00 à ex-governadora do Estado, Roseana Sarney. Como se isso fosse pouco, veio a outra bomba: o presidente da Câmara dos Deputados, o potiguar Eduardo Henrique concedeu (?) à viúva do ex-governador de Pernambuco uma pensão vitalícia de 16.000,00 , pela morte do esposo, e uma pensão de 3.000,00 cada um dos filhos menores do político desaparecido. Poderíamos, candidamente, indagar o que ligar essas figurinhas? - a resposta é o propinoduto da Petrobras e a derrota nas eleições estaduais.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Bancos violam ordem judicial de transferir dinheiro de investigados na Lava Jato
Jornal do Brasil
Apesar das ordens da Justiça, quantias milionárias bloqueadas na Operação Lava Jato ainda estão nas contas bancárias de investigados. Bancos privados alegam estar encontrando dificuldades em fazer a transferência para a conta judicial e, com isso, estão violando as ordem judiciais. O bloqueio foi direcionado às contas de executivos de construtoras, doleiros, lobistas e de ex-dirigentes da Petrobras envolvidos no chamado Petrolão.
A medida adotada pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pelo caso, tem como objetivo impedir que os investigados usem dinheiro que pode ser "produto de suas atividades criminosas". As informações foram publicadas neste domingo (21/12) pela Folha, que teve acesso à documentos.
Revisitando: Brasil em Weimar
O que está em curso no Brasil é mais do que um golpismo eleitoral: é um complexo e pegajoso processo de destruição da Constituição democrática, pela liquidação do prestígio das instituições políticas do país
por Tarso Genro
A personagem de Thomas Mann, em seu romance medular Carlota em Weimar, após uma longa digressão sobre a política concluiu, de forma amarga, uma dura sentença sobre os tempos difíceis que vivencia: “Os nossos (tempos) têm uma luz acre de claridade implacável, e em cada coisa, em cada problema humano, em cada beleza, fazem romper e manifestar-se a política que lhes é inerente.
Desafios para a política urbana e por um ministério das cidades comprometido com o direito à cidade
Fórum Nacional de Reforma Urbana elabora carta à Presidente Dilma Rousseff
Romullo Baratto
Em novembro deste ano o Fórum Nacional de Reforma Urbana elaborou uma carta destinada à Presidente Dilma Rousseff em que solicitava do governo atenção especial à questão urbana brasileira. Intitulada “Desafios para a política urbana e por um Ministério das Cidades comprometido com o direito à cidade”, a carta destaca alguns pontos centrais a serem abordados com maior cuidado pela presidência: mobilidade, moradia adequada, saneamento ambiental, educação, saúde, infraestrutura, espaços públicos, mobiliário urbano e serviços públicos.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
O anticomunismo nas Escolas militares
Urariano Mota
Imagino os jovens dos Colégios Militares, rapazes e mocinhas ardorosos obrigados a decorar algo como uma História vazia e violentadora, a que chamam História do Brasil – Império e República, de uma Coleção Marechal Trompowsky, da Biblioteca do Exército.
O nome, a origem, o marechal, por si, já não garantiriam um bom resultado. Estariam mais para pólvora que para a História. Mas não sejamos preconceituosos, ilustremos com o que os estudantes são obrigados a aprender, como aqui, por exemplo:
Paraguai, há 150 anos: a Grande Guerra do Brasil
Mário Maestri
No Paraguai, travou-se a maior guerra lutada pelo Brasil, de mais perenes desdobramentos para sua política externa. Cinco anos de luta; recursos materiais ingentes; dezenas de milhares de mortos. Uma guerra livrada pelo Estado imperial em primeira pessoa, com a colaboração marginal do Uruguai, já sob o tacão de Venancio Flores e aporte decrescente da Argentina unitária, ocupada em impor, a ferro e fogo, o domínio portenho semicolonial sobre o país. Em Cinco anos de guerra civil (1865-1871), León Pomer propõe mais argentinos mortos na luta interna do que no Paraguai! [Buenos Aires: Amorrortu, 1986.]
Ponto de resistência da reforma, CNJ é hoje referência para a Justiça
CNJ é composto por 15 conselheiros, que se reúnem periodicamente para analisar novas normas e processos contra juízes
Ponto polêmico da reforma do Judiciário, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que enfrentou forte resistência de magistrados, antes e após sua criação, é apontado hoje por especialistas como um dos principais avanços no sistema jurídico brasileiro. É o órgão responsável pelo combate ao nepotismo e pela punição de juízes - 68 até agora -, algo antes impensável. E pela modernização e transparência do Judiciário, por meio da divulgação de estatísticas que, há dez anos, praticamente não existiam.
Do Controle Externo à Participação Cidadã: Por uma revisão do modelo do Judiciário Brasileiro
O CNJ mostra-se apenas como o pálido início de um processo de transformação, para outra agenda de democratização e abertura normativa do Judiciário.
Andrei Koerner & Roberto Fregale Filho
Quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi criado, houve expectativas otimistas quanto às suas potencialidades para a construção da boa governança judicial. Nesse momento em que se celebra uma década do CNJ, é hora de analisar as tendências de sua composição e atuação. Pensamos que o CNJ constitui um primeiro e ainda tímido passo de mudanças e que seus limites estão inscritos no seu modelo em que falta a participação cidadã.
Quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi criado, houve expectativas otimistas quanto às suas potencialidades para a construção da boa governança judicial. Nesse momento em que se celebra uma década do CNJ, é hora de analisar as tendências de sua composição e atuação. Pensamos que o CNJ constitui um primeiro e ainda tímido passo de mudanças e que seus limites estão inscritos no seu modelo em que falta a participação cidadã.
Por mandatos de 4 anos pra juízes escolhidos por políticos
Nicolas Chernavsky
O argumento usual, da necessidade de que o poder dos juízes dos tribunais superiores não derive das atuais pessoas eleitas e sim de pessoas eleitas num passado mais distante, não é democrático pois significa não só que o poder desses juízes não deriva do atual eleitorado, e sim do eleitorado do passado, mas que esses juízes praticamente não precisam prestar contas ao povo
domingo, 21 de dezembro de 2014
Procuradoria Eleitoral processa 23 dos 24 deputados estaduais de SE
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Criminalizando a política? |
A Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe ingressou na última sexta-feira (19) com ações na Justiça contra 23 dos 24 deputados estaduais e contra uma ex-deputada, hoje conselheira do Tribunal de Contas do Estado.
As ações foram motivadas por irregularidades nos repasses de verbas de subvenção social previstas no Orçamento da Assembleia Legislativa de Sergipe.
A cidade não é para se habitar, mas para lucrar
Fora de casa
O sonho da classe média alta de investir em imóveis incentiva a especulação e impede parte da população de ser dona de seu espaço
Vladimir Safatle
Os últimos anos mostram como o crescimento se paga com o aumento da exclusão nas grandes cidades
Nos últimos meses, movimentos sociais como o MTST foram capazes de colocar na pauta do debate a face segregadora do desenvolvimento econômico brasileiro. Os últimos anos demonstraram como o crescimento normalmente se paga com o aumento da exclusão nas grandes cidades.
Brasil: Perda, Esbulho, Opacidade
Francisco Carlos Teixeira
Perda, esbulho e opacidade foram concretamente os sentimentos dominantes em vastos setores da sociedade alemã num tempo intenso de mudanças.
O Brasil hoje é uma sociedade em amplo processo de movimento onde grupos sociais, classes, setores profissionais, grupos identitários se movem em busca de bem-estar e de maior dignidade. A velha sociedade hierárquica, autoritária e desigual é batida em várias frentes simultâneas. A nova dinâmica social envolve, para além da redistribuição de renda, amplos debates sobre justiça social, gênero, opção sexual e discriminação (versus inclusão) racial e regional.
A Vaca foi para o brejo: A falência dos partidos brasileiros
Juremir Machado
O PT desmoralizou a esquerda. A direita só tem moral (moralismo) quando está na oposição. O PT é reincidente. Depois do mensalão, atolou-se no petrolão com mais volúpia e a mesma desfaçatez. Todo dia, fede mais. Só lhe resta dizer, com razão, que os outros fazem o mesmo. O PSDB tem o cartel dos trens de São Paulo na suas costas. Os tucanos tentam salvar-se pregando moral de cuecas. Querem escapar do bordão “tudo farinha do mesmo saco”. Mas não tem como. O senso comum ganhou a parada. A ética em política no Brasil só pode ser encontrada em camadas mais profundas que a do Pré-Sal. Reforma política não sai porque os larápios estão bem contentes.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
A verdadeira Petrobras
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Empresa sólida com notável “espírito de corpo” |
Delfim Netto
A qualidade da administração e do controle financeiro dos projetos de investimento da Petrobras colide brutalmente com a competência perseguida com sucesso desde a sua origem por seus quadros técnicos. De fato, ela é um exemplo das vantagens da integração empresa-universidade e da capacidade inovadora produzida por programas de pesquisas executados com determinação e seriedade.
O seu acionista majoritário (o Tesouro Nacional e, portanto, todo cidadão brasileiro) e os acionistas minoritários (os cidadãos que, por acreditar no seu sucesso, colocaram parte do patrimônio nas ações negociadas nas bolsas de valores, no Brasil e no exterior) estão espantados diante do que aconteceu.
Coppe alerta para consequências de uso político do caso da Petrobras
É preciso julgar e punir, mas também proteger interesses do país, dizem especialistas
Pamela Mascarenhas
O desenrolar, a repercussão e o uso do caso de corrupção na Petrobras têm preocupado alguns brasileiros, principalmente os que conhecem bem o funcionamento e a importância da estatal para o país, e ainda os interesses econômicos e geopolíticos do mercado internacional. Atenta e preocupada com os impactos de um "terceiro turno" eleitoral ou de uma possível tentativa de intervenção com interesses duvidosos na estatal, a Coppe UFRJ realizou nesta quinta-feira (18) o debate "A crise da Petrobras", com a participação do reitor da UFRJ, Carlos Levi, do diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, de professores do instituto, de engenheiros da área do petróleo, de representantes de trabalhadores da Petrobras, e do jornalista e economista George Vidor.
O desenrolar, a repercussão e o uso do caso de corrupção na Petrobras têm preocupado alguns brasileiros, principalmente os que conhecem bem o funcionamento e a importância da estatal para o país, e ainda os interesses econômicos e geopolíticos do mercado internacional. Atenta e preocupada com os impactos de um "terceiro turno" eleitoral ou de uma possível tentativa de intervenção com interesses duvidosos na estatal, a Coppe UFRJ realizou nesta quinta-feira (18) o debate "A crise da Petrobras", com a participação do reitor da UFRJ, Carlos Levi, do diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, de professores do instituto, de engenheiros da área do petróleo, de representantes de trabalhadores da Petrobras, e do jornalista e economista George Vidor.
Federação dos Petroleiros: O mercado não destruirá a Petrobras
Primeira Mão, boletim da FUP (Federação Única dos Petroleiros)
A absurda guerra especulativa que derrubou as ações da Petrobrás traz de volta ao centro do debate político o projeto de lei construído pela FUP e movimentos sociais para transformar a estatal em uma empresa 100% pública.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Procuradoria acusa Ricardo e mais seis de abuso de poder
A Procuradoria Regional Eleitoral da Paraíba (PRE/PB) ingressou hoje, 17 de dezembro de 2014, com Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra Ricardo Vieira Coutinho, governador reeleito nas eleições de 2014. Também são réus na ação Ana Lígia Costa Feliciano, Francisco César Gonçalves, Márcia de Figueiredo Lucena Lira, Waldson de Souza Dias, Antônio Eduardo Albino de Moraes Filho e Renato Costa Feliciano.
Eles são acusados de abuso de poder político e, se forem condenados, estarão sujeitos à sanção de inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos oito anos subsequentes à de 2014, além da cassação do registro ou diploma dos candidatos beneficiários Ricardo Vieira Coutinho e Ana Lígia Costa Feliciano.
O Sistema Financeiro Sangra o País
Uma alternativa ao “Ajuste fiscal”
No momento em que conservadores e governo falam em cortar serviços públicos, surge saída oposta: tributar riqueza financeira, eliminando privilégios insensatos
Inês Castilho
Diante de um ano complexo e de incerteza sobre o futuro da vida, no Brasil e no planeta, a Campanha pela taxação das transações financeiras (TTF Brasil), rede de movimentos sociais nacionais articulados a rede internacional, reafirma a necessidade de taxar o capital improdutivo para financiar o clima e o desenvolvimento.
Como o governo do PT banca a pior mídia do planeta
Leandro Fortes
O recente levantamento publicado pela “Folha de S.Paulo” sobre despesas de publicidade do governo federal, nos últimos 14 anos, 12 dos quais sob o comando do PT, é, ao mesmo tempo, um espanto estatístico e um desalento político.
Foram 15,7 bilhões de reais despejados, prioritariamente, em veículos de comunicação moralmente falidos e explicitamente a serviço das forças do atraso e da reação. Quando não, do golpe.
Escandalo: Sonegação da Globo
“Estamos, sim, diante de um caso escandaloso”, diz tributarista sobre sonegação da Globo
Joaquim de Carvalho
O advogado tributarista Machione: “Estamos, sim, diante de um caso escandaloso de sonegação”
Esta é uma nova reportagem da série do DCM sobre o processo de sonegação da Globo na compra dos direitos da Copa de 2002. As matérias foram patrocinadas pelos leitores através de crowdfunding.
No dia 2 de janeiro de 2007, quando o processo da TV Globo desapareceu dos escaninhos da Receita Federal, no Rio de Janeiro, a empresa devia ao Fisco mais de R$ 615 milhões, incluindo juros e multas, pela sonegação de impostos devidos pela aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo em 2002.
Brasil marcou um golaço ao financiar Mariel
Com o porto de Mariel e outros inúmeros investimentos em Cuba, o Brasil é um dos países que estão mais bem posicionados para se beneficiar da queda do embargo americano à ilha, cuja negociação foi anunciada hoje.
Alvo de críticas ferrenhas, o porto de Mariel, que recebeu cerca de US$ 800 milhões de financiamento do BNDES e foi tocado pela Odebrecht, está a apenas 200 quilômetros da costa da Florida.
EUA reatam com Cuba, vivemos momento histórico
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Vai Para Cuba ! |
Rui Martins
Fim da exclusão de Cuba e logo o fim do embargo contra Cuba
Não há como não sentir uma profunda emoção no momento em que se descortina o fim do embargo americano contra Cuba e se reatam relações diplomáticas rompidas há mais de cinquenta anos, com a normalização entre os dois países.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Banco paga indenização por desvio de dinheiro público para o exterior"
Mais três bancos devem pagar indenizações a SP por terem contas de Maluf
A exemplo do Deutsche Bank, instituições devem fechar acordo com Ministério Público por movimentarem dinheiro desviado pelo ex-prefeito
O Deutsche Bank pagou 52 milhões de reais à prefeitura de São Paulo nesta quarta-feira 10
A exemplo do Deutsche Bank, que pagou 52 milhões de reais nesta quarta-feira 10, outros três bancos internacionais devem fechar acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e pagar indenização por terem movimentado dinheiro desviado de obras públicas durante a gestão do ex-prefeito Paulo Maluf, na capital paulista, entre 1993 e 1996.
Fim do Estatuto do Desarmamento é retrocesso, dizem especialistas
Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pretende revogar o Estatuto do Desarmamento, em vigor desde 2003, e estabelecer novas regras de obtenção e porte de arma de fogo. "É um absurdo ter uma lei que permita aumentar o número de armas em circulação", critica.
O Zoneamento vai desenhar a Cidade onde você mora!
Desde o mês passado, está acontecendo em São Paulo o processo de revisão da lei do zoneamento. Com as novas regras gerais definidas pra cidade no novo Plano Diretor, o momento agora é de pensar exatamente que usos são permitidos ou proibidos em cada região da cidade e de que forma as construções poderão ocupar os terrenos.
Uma das propostas apresentadas pela Prefeitura é a limitação do lote máximo em 10 mil m². Isso quer dizer que NENHUM empreendimento na cidade poderá mais ocupar um terreno de mais de 10 mil m². Hoje temos condomínios, shoppings, templos e hipermercados gigantes, que ocupam lotes bem maiores que este.
Programa Minha Casa Minha Vida precisa ser avaliado
O Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) foi tema recorrente nas campanhas à Presidência da República e vem sendo reafirmado pelo governo federal como a maior política habitacional da história do Brasil, tendo sido anunciado o lançamento de sua terceira etapa até Junho de 2015. Trata-se de um programa que representou uma grande ruptura em relação às práticas anteriores, por trazer a questão da habitação para o centro da agenda governamental, pela escala de intervenção, pelo volume de recursos empregados, pelas concessões de subsídios de até 96% para as camadas com renda de até R$1.600,00 e de subsídios parciais para as camadas de renda de até R$5.000,00, viabilizando o acesso à moradia para os setores de mais baixa renda, historicamente excluídos dos financiamentos para aquisição da casa própria.
Nenhuma Prefeitura tem Política Habitacional
Vivemos uma emergência habitacional em São Paulo, diz Rolnik
Mariana Desidério
São Paulo – A prefeitura de São Paulo começou a aplicar há duas semanas uma série de sanções para os proprietários de imóveis sem uso na cidade.
Caso não deem uma finalidade ao imóvel, os donos correm o risco de terem aumento no IPTU ou até perderem a propriedade. A primeira leva de notificações tem 78 endereços. Um dos objetivos principais é liberar edifícios vazios para moradia popular no centro.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Santa Casa: Gestão da Saúde Pública por Organização Social
Para Fórum Popular de Saúde de São Paulo, problemas na Irmandade Santa Casa de Misericórdia, organização que gerencia a Santa Casa, existem em outras OSs e podem afetar unidades que administram
Cida de Oliveira
São Paulo – A atual crise financeira e administrativa da Santa Casa de São Paulo “acende uma luz amarela, quase vermelha” para o risco que corre toda a rede de saúde pública administrada por Organizações Sociais da Saúde, as chamadas OSs. A opinião é de Paulo Spina, coordenador do Fórum Popular de Saúde de São Paulo.
Cida de Oliveira
São Paulo – A atual crise financeira e administrativa da Santa Casa de São Paulo “acende uma luz amarela, quase vermelha” para o risco que corre toda a rede de saúde pública administrada por Organizações Sociais da Saúde, as chamadas OSs. A opinião é de Paulo Spina, coordenador do Fórum Popular de Saúde de São Paulo.
Corrupção: a arte de roubar
Márcia Pinna Raspanti.
Quando nos debruçamos sobre a História do Brasil, percebemos que o problema sempre existiu entre nós, desde as primeiras décadas da colonização. O jesuíta português, Antônio Vieira, já dizia no século XVII:
“(…) Esta é a causa original das doenças do Brasil: tomar o alheio, cobiças, interesses, ganhos e conveniências particulares por onde a Justiça se não guarda e o Estado se perde. Perde-se o Brasil, porque alguns ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar nosso bem, vêm cá buscar nossos bens…”.
Por uma Frente de Esquerda Democrática,
Um novo ponto de equilíbrio
A fragmentação completa do PMDB e o predomínio, no seu meio, de uma forte corrente conservadora recomenda que se busque um novo ponto de equilíbrio.
Tarso Genro
O ponto de equilíbrio das coalizões políticas, formais ou informais, que ocorreram no país após o Governo do Presidente Collor foi, sem dúvida, o PMDB. De frente política legal no escasso espaço democrático permitido pelo regime militar (que abrigava com boa vontade parte de partidos e organizações políticas que estavam na clandestinidade), o MDB, - já então PMDB - passou a ser uma espécie de convergência de centro, que deu sustentação política aos governos pós-Collor, que estabilizaram o projeto democrático vencedor na Constituição de 88.
AEPET sugere que governo recompre ações da Petrobras
Associação dos Engenheiros da Petrobras, a Aepet, recomenda que o governo federal aproveite o preço baixo das ações da companhia e a fuga de investidores estrangeiros para recomprar os papéis; "já que os estrangeiros querem vender, o governo deveria aproveitar as ações em baixa para recuperar o máximo possível da maior empresa do País para o controle do povo brasileiro", diz a nota
domingo, 14 de dezembro de 2014
UFPB é a 5ª melhor Federal do Nordeste
Líder do Nordeste, UFPE passa de 10º para 11º lugar; UFRN avança sete posições, UFPB cai uma
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desbancou a do Rio de Janeiro (UFRJ), como a melhor instituição federal do país, segundo o ranking 2014 de universidades da Folha (RUF).
Foram avaliadas 191 universidades, nos quesitos ensino, pesquisa, mercado, inovação e internacionalização.
Brasil, excelente para os rentistas
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Sistema de Transferência de Recursos Públicos para o Mercado Financeiro |
Carlos Drummond
Os que protestaram no Congresso o fizeram
contra um procedimento rotineiro desde FHC e cujo maior beneficiário é o
sistema financeiro
O estardalhaço da oposição e da mídia contra o projeto de lei
36, que permite aumentar o teto para abatimento de despesas do governo e assim
viabilizar a meta de superávit primário de 116 bilhões de reais, volta-se
contra um tipo de procedimento legal e rotineiro adotado desde o segundo
governo FHC.
Se houvesse mais controle nos presídios, as ruas teriam mais paz
Secretário diz que Estado não tem condições de cuidar de presídios
O secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Cláudio Lima, disse que o Estado não tem condições de cuidar dos presídios sob sua tutela. A informação foi dada em entrevista ao programa Tambaú Debate da Nova Tamvaú FM. Segundo ele, boa parte da criminalidade exercida nas ruas segue a orientação de bandidos que continuam dominando a violência mesmo atrás das grades. Para Cláudio, a solução seria o governo federal assumir o gerenciamento de todas as casas prisionais do Brasil.
O secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Cláudio Lima, disse que o Estado não tem condições de cuidar dos presídios sob sua tutela. A informação foi dada em entrevista ao programa Tambaú Debate da Nova Tamvaú FM. Segundo ele, boa parte da criminalidade exercida nas ruas segue a orientação de bandidos que continuam dominando a violência mesmo atrás das grades. Para Cláudio, a solução seria o governo federal assumir o gerenciamento de todas as casas prisionais do Brasil.
Dallari: Parlamentares contra Constituição
Dalmo Dallari
O objetivo escandaloso da PEC 215 é retirar do Poder Executivo uma atribuição que é sua por natureza, dando aos parlamentares, que são legisladores, o poder de interferir nas demarcações de áreas indígenas
É profundamente lamentável, embora não seja de todo surpreendente, que membros do Parlamento, Deputados Federais e Senadores, procurem valer-se do mandato concedido pelo povo para fazer a defesa e promoção de interesses privados, afrontando princípios e normas constitucionais, com absoluto desrespeito pelas instituições, pela ordem jurídica nacional e pelos legítimos interesses do povo brasileiro e de segmentos específicos da população que têm seus direitos expressamente assegurados pela Constituição.
O objetivo escandaloso da PEC 215 é retirar do Poder Executivo uma atribuição que é sua por natureza, dando aos parlamentares, que são legisladores, o poder de interferir nas demarcações de áreas indígenas
É profundamente lamentável, embora não seja de todo surpreendente, que membros do Parlamento, Deputados Federais e Senadores, procurem valer-se do mandato concedido pelo povo para fazer a defesa e promoção de interesses privados, afrontando princípios e normas constitucionais, com absoluto desrespeito pelas instituições, pela ordem jurídica nacional e pelos legítimos interesses do povo brasileiro e de segmentos específicos da população que têm seus direitos expressamente assegurados pela Constituição.
sábado, 13 de dezembro de 2014
A Corrupção é inerente ao Capitalismo.
"Enquanto a aristocracia financeira legislava, dirigia a administração do Estado, dispunha de todos os poderes públicos organizados e dominava a opinião pública pelos factos e pela imprensa, repetia-se em todas as esferas, desde a corte ao Café Borgne, a mesma prostituição, as mesmas despudoradas fraudes, o mesmo desejo ávido de enriquecer não através da produção mas sim através da sonegação de riqueza alheia já existente; nomeadamente no topo da sociedade burguesa manifestava-se a afirmação desenfreada — e que a cada momento colidia com as próprias leis burguesas — dos apetites doentios e dissolutos em que a riqueza derivada do jogo naturalmente procura a sua satisfação, em que o prazer se torna crapuleux, em que o dinheiro, a imundície e o sangue confluem. No seu modo de fazer fortuna como nos seus prazeres a aristocracia financeira não é mais do que orenascimento do lumpenproletariado nos cumes da sociedade burguesa."
As Lutas de Classes em França de 1848 a 1850 - Karl Marx
Empreiteiras, ditadura e corrupção no Brasil
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Catedrais da Corrupção |
Qual foi o livro brasileiro do ano? Não vi um só grande romance publicado. Tentei ler os premiados. Tudo historinha para boi cochilar e amigo louvar. O melhor livro publicado em 2014 saiu por uma editora universitária, a editora da Universidade Federal Fluminense (UFF), e tem como título “”Estranhas Catedrais – As Empreiteiras Brasileiras e a Ditadura Civil-Militar””. O autor é um jovem historiador de 31 anos de idade, Pedro Henrique Pedreira Campos. Na obra, Campos prova que as relações incestuosas entre empreiteiras e Estado no Brasil tiveram na ditadura de 1964 o seu ponto de decolagem. O autor demonstra também que nossos capitalistas nada tem contra a corrupção, vendo nela um dispositivo como qualquer outro para aumentar seus lucros.
Corrupção é a alma dos negócios
Justiça bloqueia R$ 600 milhões de empresas do cartel de trens
Flávio Ferreira
SÃO PAULO, SP - A Justiça Federal em São Paulo determinou o bloqueio de cerca de R$ 600 milhões de empresas acusadas de formação de cartel para fraudar licitações de trens em São Paulo de 1998 a 2008, em governos do PSDB.
Foram alvo do sequestro de bens as companhias Alstom, CAF, Siemens, Bombardier, Mitsui e TTrans.
Flávio Ferreira
SÃO PAULO, SP - A Justiça Federal em São Paulo determinou o bloqueio de cerca de R$ 600 milhões de empresas acusadas de formação de cartel para fraudar licitações de trens em São Paulo de 1998 a 2008, em governos do PSDB.
Foram alvo do sequestro de bens as companhias Alstom, CAF, Siemens, Bombardier, Mitsui e TTrans.
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