Dilma não pagou apenas por seus acertos
No livro “Lulismo em Crise” (Companhia das Letras, 2018), André Singer analisa exaustivamente as condições políticas que levaram ao que chamou de “ensaio republicano” e “ensaio desenvolvimentista” do governo de Dilma Rousseff e, posteriormente, à sua derrubada.
A demissão de membros corruptos do alto escalão do governo e da Petrobras seria consequência, segundo o autor, da percepção de que “apenas um Estado republicanizado seria capaz de reindustrializar o Brasil”.
No âmbito da política econômica, o objetivo da reindustrialização teria se refletido na redução da taxa de juros básica pelo Banco Central, no uso de bancos públicos para reduzir spreads bancários, na desvalorização do real e no controle de tarifas de energia elétrica.
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quinta-feira, 21 de junho de 2018
sexta-feira, 1 de junho de 2018
Escândalo
Francisco Paes de Barros
Há de se encontrar uma ideologia que substitua a ideologia da sociedade capitalista ou burguesa. Liberalismo e marxismo são ideologias irmãs da mesma cultura materialista do mundo moderno. Pensar assim talvez seja utopia. Acredito nos princípios da ideologia católica.
A ideologia católica tem como princípio defender a dignidade humana. Outro princípio é no sentido de garantir uma dimensão ética para a economia. E isso contraria a ideologia liberal, que defende a não intervenção do conceito de moralidade no processo econômico. Um outro princípio, tão importante quanto os dois anteriores, é pela necessidade de o Estado intervir na questão social e econômica, ajudando os cidadãos mais pobres.
Há de se encontrar uma ideologia que substitua a ideologia da sociedade capitalista ou burguesa. Liberalismo e marxismo são ideologias irmãs da mesma cultura materialista do mundo moderno. Pensar assim talvez seja utopia. Acredito nos princípios da ideologia católica.
A ideologia católica tem como princípio defender a dignidade humana. Outro princípio é no sentido de garantir uma dimensão ética para a economia. E isso contraria a ideologia liberal, que defende a não intervenção do conceito de moralidade no processo econômico. Um outro princípio, tão importante quanto os dois anteriores, é pela necessidade de o Estado intervir na questão social e econômica, ajudando os cidadãos mais pobres.
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
sábado, 9 de dezembro de 2017
domingo, 20 de agosto de 2017
Brasil, o paraíso dos rentistas
Ana Araujo e José Martins
Não refrescou nada a recente redução para 9,5% ao ano da taxa básica nominal de juros da economia brasileira, a popular SELIC. A taxa nominal de juros pode até cair um pouco, mas sua taxa real (taxa nominal menos inflação projetada para os próximos 12 meses) não sai do lugar.
O crédito não aumentou nem um tostão para o consumo individual e nem para o consumo das empresas (investimento). Sem o aquecimento dessas duas estratégicas variáveis anticíclicas não haverá chance de retomada do emprego e da produção. A economia brasileira vai continuar no buraco. Para sair do sufoco atual seria necessário agir emergencialmente no aumento dos gastos públicos em investimento (grandes obras de infraestrutura) e redução rápida da taxa real de juros da economia.
Não refrescou nada a recente redução para 9,5% ao ano da taxa básica nominal de juros da economia brasileira, a popular SELIC. A taxa nominal de juros pode até cair um pouco, mas sua taxa real (taxa nominal menos inflação projetada para os próximos 12 meses) não sai do lugar.
O crédito não aumentou nem um tostão para o consumo individual e nem para o consumo das empresas (investimento). Sem o aquecimento dessas duas estratégicas variáveis anticíclicas não haverá chance de retomada do emprego e da produção. A economia brasileira vai continuar no buraco. Para sair do sufoco atual seria necessário agir emergencialmente no aumento dos gastos públicos em investimento (grandes obras de infraestrutura) e redução rápida da taxa real de juros da economia.
sábado, 12 de agosto de 2017
Brasil, o paraíso dos rentistas
– Porque o Brasil das "reformas" não vai sair do buraco
– Classificação mundial dos juros reais
Ana Araujo e José Martins [*]
Não refrescou nada a recente redução para 9,5% ao ano da taxa básica nominal de juros da economia brasileira, a popular SELIC . A taxa nominal de juros pode até cair um pouco, mas sua taxa real (taxa nominal menos inflação projetada para os próximos 12 meses) não sai do lugar.
O crédito não aumentou nem um tostão para o consumo individual e nem para o consumo das empresas (investimento). Sem o aquecimento dessas duas estratégicas variáveis anticíclicas não haverá chance de retomada do emprego e da produção. A economia brasileira vai continuar no buraco. Para sair do sufoco atual seria necessário agir emergencialmente no aumento dos gastos públicos em investimento (grandes obras de infraestrutura) e redução rápida da taxa real de juros da economia.
– Classificação mundial dos juros reais
Ana Araujo e José Martins [*]
Não refrescou nada a recente redução para 9,5% ao ano da taxa básica nominal de juros da economia brasileira, a popular SELIC . A taxa nominal de juros pode até cair um pouco, mas sua taxa real (taxa nominal menos inflação projetada para os próximos 12 meses) não sai do lugar.
O crédito não aumentou nem um tostão para o consumo individual e nem para o consumo das empresas (investimento). Sem o aquecimento dessas duas estratégicas variáveis anticíclicas não haverá chance de retomada do emprego e da produção. A economia brasileira vai continuar no buraco. Para sair do sufoco atual seria necessário agir emergencialmente no aumento dos gastos públicos em investimento (grandes obras de infraestrutura) e redução rápida da taxa real de juros da economia.
terça-feira, 11 de abril de 2017
A ditadura do superávit primário
Paulo Kliass
O Banco Central (BC) acaba de divulgar seu Relatório Mensal sobre a Política Fiscal do governo brasileiro. Dentre as inúmeras informações relativas ao desempenho da equipe econômica no campo da administração da questão fiscal, vale a pena destacar os números que retratam o comportamento das despesas financeiras da administração pública federal.
De acordo com o levantamento apresentado pelo BC, ao longo do mês de fevereiro, o valor referente ao total de juros pagos pelo governo atingiu o montante de R$ 30,7 bilhões. Isso significa que, no acumulado dos últimos 12 meses, a União transferiu ao setor financeiro um volume de R$ 388 bi, em razão dos compromissos assumidos com cada uma das muitas modalidades do extenso cardápio que compõe o estoque de títulos de nossa dívida pública.
O Banco Central (BC) acaba de divulgar seu Relatório Mensal sobre a Política Fiscal do governo brasileiro. Dentre as inúmeras informações relativas ao desempenho da equipe econômica no campo da administração da questão fiscal, vale a pena destacar os números que retratam o comportamento das despesas financeiras da administração pública federal.
De acordo com o levantamento apresentado pelo BC, ao longo do mês de fevereiro, o valor referente ao total de juros pagos pelo governo atingiu o montante de R$ 30,7 bilhões. Isso significa que, no acumulado dos últimos 12 meses, a União transferiu ao setor financeiro um volume de R$ 388 bi, em razão dos compromissos assumidos com cada uma das muitas modalidades do extenso cardápio que compõe o estoque de títulos de nossa dívida pública.
domingo, 19 de março de 2017
Safatle: com Temer, Previdência virou espoliação
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| Farra rentista não sofre com a crise |
"Para ter aposentadoria integral com 65 anos, é necessário começar a trabalhar aos 16 anos e ter contribuído com a Previdência de forma ininterrupta. Como em várias regiões do Brasil a expectativa de vida não chega a 65 anos, a contribuição previdenciária será, para boa parte das pessoas, uma pura e simples forma de espoliação de seus rendimentos, já que elas morrerão antes de se aposentar", escreve o filósofo Vladimir Safalte sobre a reforma da Previdência de Michel Temer
247 - Em sua coluna nesta sexta-feira, o filósofo Vladimir Safatle fez duras críticas à reforma da Previdência de Michel Temer, que ele considera que se tornará uma forma de espoliação de muitos brasileiros.
247 - Em sua coluna nesta sexta-feira, o filósofo Vladimir Safatle fez duras críticas à reforma da Previdência de Michel Temer, que ele considera que se tornará uma forma de espoliação de muitos brasileiros.
sexta-feira, 10 de março de 2017
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Moratória
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Parlamentares peruanos pedem, em 2012, uma moratória temporária de criação de universidades.
Moratória (do termo latino moratoriu)[1] é um atraso ou suspensão: geralmente, de um pagamento. Como exemplos de tipos de moratória, podemos citar:
Parlamentares peruanos pedem, em 2012, uma moratória temporária de criação de universidades.
Moratória (do termo latino moratoriu)[1] é um atraso ou suspensão: geralmente, de um pagamento. Como exemplos de tipos de moratória, podemos citar:
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
O Rombo é o pagamento dos Juros
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| Juros: R$ 4 trilhões em 2 décadas |
Previdência Social ou Juros?
Ao contrário do que o financismo nos faz crer, não é a rubrica previdenciária aquela se apresenta como a maior deficitária na contabilidade da União.
Paulo Kliass*
A entrada em 2017 também pode ser encarada pela ótica de uma busca desesperada por afirmação de alguma rota de coerência e credibilidade do governo Temer. Afinal, o passar do tempo veio desconstruindo, pouco a pouco, toda aquela falsa expectativa criada em torno das vantagens do “golpeachment”. O canto de sereia dos “putschistas” assegurava que, uma vez consumada a retirada de Dilma do Palácio do Planalto, tudo seria resolvido e o Brasil entraria em um verdadeiro céu de brigadeiro.
Ao contrário do que o financismo nos faz crer, não é a rubrica previdenciária aquela se apresenta como a maior deficitária na contabilidade da União.
Paulo Kliass*
A entrada em 2017 também pode ser encarada pela ótica de uma busca desesperada por afirmação de alguma rota de coerência e credibilidade do governo Temer. Afinal, o passar do tempo veio desconstruindo, pouco a pouco, toda aquela falsa expectativa criada em torno das vantagens do “golpeachment”. O canto de sereia dos “putschistas” assegurava que, uma vez consumada a retirada de Dilma do Palácio do Planalto, tudo seria resolvido e o Brasil entraria em um verdadeiro céu de brigadeiro.
domingo, 29 de janeiro de 2017
Mea culpa do financismo?
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| André Lara Rezende |
O ano começou com muita mesmice e algumas novidades. As trapalhadas, as denúncias de corrupção e os equívocos desastrosos do governo Temer seguem na mesma toada. Os massacres ocorridos nos presídios em vários Estados, ao longo de poucos de dias de 2017, chamam a atenção para o despreparo do governo federal em lidar com o tema e acendem a luz vermelha pelo futuro próximo. Mas eis que em sua primeira reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por reduzir a Selic em 0,75%.
A publicação de um artigo inusitado de André Lara Rezende, porém, foi mais surpreendente do que essa terceira queda consecutiva da taxa de juros.
domingo, 9 de outubro de 2016
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Como as elites agem para manter os juros altos
Um trabalho acadêmico desmente justificativa “técnica” para termos as taxas mais altas do planeta. Surge outra explicação: além dos banqueiros, grande indústria e agronegócio beneficiam-se da política monetária atual
Carlos Drummond
A confirmação, pelo Banco Central, no final de agosto, dos juros mantidos há mais de um ano em 14,25% cristaliza o país como caso raro de estabilidade no topo [dos juros globais], em um mundo com predominância de taxas zero, insignificantes ou cadentes.
Carlos Drummond
A confirmação, pelo Banco Central, no final de agosto, dos juros mantidos há mais de um ano em 14,25% cristaliza o país como caso raro de estabilidade no topo [dos juros globais], em um mundo com predominância de taxas zero, insignificantes ou cadentes.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Rentismo é buraco negro: consome 978 bilhões por ano
O Grande Ralo: Dívida Pública consome metade do Orçamento do Brasil
Ralo Nacional
Dívida Pública: a maior evasão de recursos públicos do País
O Brasil gasta 45% do seu orçamento pagando bancos, enquanto educação e saúde recebem menos de 4% cada. Em 2014, foram R$ 978 bilhões destinados, em sua imensa maioria, a bancos e outras instituições financeiras. O dinheiro do povo é usado para sustentar o lucro bilionário de banqueiros “desconhecidos”.
Ralo Nacional
Dívida Pública: a maior evasão de recursos públicos do País
O Brasil gasta 45% do seu orçamento pagando bancos, enquanto educação e saúde recebem menos de 4% cada. Em 2014, foram R$ 978 bilhões destinados, em sua imensa maioria, a bancos e outras instituições financeiras. O dinheiro do povo é usado para sustentar o lucro bilionário de banqueiros “desconhecidos”.
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Qual ajuste fiscal?
O ajuste fiscal em cima dos ganhos financeiros poderia restabelecer padrões mínimos de redistribuição de renda em nossa pirâmide social tão injusta.Como era de se esperar, o governo Temer tem insistido cada vez mais no tema do ajuste fiscal. A ameaça catastrofista tem por base as informações relativas ao descompasso entre receitas e despesas no Orçamento da União para o ano em curso e as expectativas para o desempenho das contas públicas em 2017.
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