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sexta-feira, 9 de março de 2018

Conselhos Tutelares e crianças indígenas

MS: o racismo já separa as famílias indígenas

Em afronta aos direitos dos guaranis e kaiowás e à Constituição, Conselhos Tutelares retiram crianças de seus grupos e as internam em abrigos onde sua cultura é repudiada. Denúncia do CIMI é levada à OEA

Por Guilherme Cavalli, no site do CIMI (Conselho Indigenista Missionário)

No Mato Grosso do Sul (MS) o integracionismo, realidade ligada à aculturação e assimilação, assumiu dissimuladamente o teor de política pública. Vítimas do racismo sistemático que perdura cinco séculos, os povos indígenas enfrentam historicamente diversas violências – desde invasão dos territórios tradicionais até as políticas de “embranquecimento”. Hoje, o estado com 92% do seu território como propriedade privada, dos quais 83% são latifúndios, faceia políticas etnocídio.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Papai Noel é alvo de pedradas de crianças ao ficar sem balas

Um Papai Noel voluntário de Itatiba (SP) levou um susto enquanto desfilava de trenó pelas ruas do bairro Porto Seguro, no domingo (10), ao distribuir doces para os moradores.

A apresentação foi comprometida quando as crianças descobriram que as balas haviam acabado e começaram a atirar pedras na equipe do "bom velhinho".

Ninguém ficou ferido, mas um dos membros do grupo quase foi atingido na cabeça enquanto estava de costas para os agressores.

De acordo com o rapaz, o grupo era formado por cerca de sete crianças e adolescentes, com idade entre 9 e 12 anos. "Eles estavam correndo atrás do trenó e jogando as balas de volta. Eles chamavam a gente de filho da p* e mandando ir tomar no c*", relata.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Agora é tarde demais ( Lar do Garoto )

Como sempre acontece depois de tragédias como aquela ocorrida no "depósito de adolescentes" de Campina Grande/PB, ironicamente chamado de Lar do Garoto, se multiplicam as notas de consternação como também as comissões que querem ir até o local para verificar "de perto" o que aconteceu. AGORA É TARDE DEMAIS. Depois do sangue derramado estas manifestações e intervenções tornam-se inconvenientes.

Algumas chegam até a irritar pois só aparecem depois de anos de omissão e indiferença.

Ao ver as fotos só resta silenciar para admitir nosso absoluto fracasso. É terrível constatar que não estamos conseguindo salvar os nossos adolescentes e jovens das garras da violência e da criminalidade.

sábado, 13 de maio de 2017

Justiça Escolar

Esperamos que as escolas formem nossas crianças na disciplina da diversidade que as habilitará ao tratamento do conflito

Christian Ingo Lenz Dunker

A greve de 28 de abril, contra as reformas ora em curso no Brasil, envolveu boa parte da população em diversos estados do Brasil, com participação popular semelhante à que verificamos nas manifestações que culminaram no afastamento de Dilma Rousseff. Se isso foi necessário para o afastamento de uma, porque não seria para o afastamento de outro? Escândalos de corrupção envolvendo ministros de Temer, impopularidade no mesmo patamar, idêntica insatisfação social com os rumos do País e como gerente geral os resultados econômicos são de mesmo quilate. Ademais se poderia dizer que uma foi eleita, o outro não. Contra isso uma mente mais imparcial diria: “é, mas ela foi uma condição crônica e dolorosa, ao passo que ele ainda é um golpe agudo e pungente”. No frigir dos ovos, empate.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A tortura é a norma. A anomalia são as ocupações.

Na democracia, nascida da transição controlada nos anos 80, a tortura é a norma.

Edson Teles.

“Autorizo expressamente que a Polícia Militar utilize meios de restrição à habitabilidade do imóvel, tal como suspenda o corte do fornecimento de água, energia e gás. Da mesma forma, autorizo que restrinja o acesso de terceiros, em especial parentes e conhecidos dos ocupantes, até que a ordem seja cumprida. Autorizo também que impeça a entrada de alimentos. Autorizo, ainda, o uso de instrumentos sonoros contínuos, direcionados ao local da ocupação, para impedir o período de sono. Tais autorizações ficam mantidas independentemente da presença de menores ocupantes no local […]”.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Deixa o menino brincar, deixa a criança sonhar


Bruno Braz

O ritmo acelerado da vida moderna, somado ao clima de competição em busca de melhores oportunidades, nos condicionou a uma vida de prazeres furtivos e apressados. Relegamos nossa diversão ao pouco de "tempo livre" que nos resta e, infelizmente, passamos a fazer o mesmo com nossos filhos. Os pais são bem intencionados, é claro, mas isto não anula a tragédia da realidade atual: crianças ocupadas demais para brincar.

sábado, 11 de julho de 2015

Menor criminoso é o filho dos outros



Se no Brasil, apenas 20% dos homicídios investigados tem autoria esclarecida, como explicar que o país inteiro se envolva com a pauta da redução da maioridade penal? Como explicar que mais de 80% da população, segundo diferentes pesquisas de opinião, sejam favoráveis à redução da maioridade penal? Há muita paixão, ignorância, manipulação e demagogia nesta questão.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Deputados da Paraíba gostam de mandar criança (dos outros) para a Cadeia



Confira abaixo a lista dos que não rejeitaram a redução da maioridade penal :

Pedro Cunha Lima (PSDB)
Veneziano (PMDB)
Aguinaldo Ribeiro (PP)
Hugo (PMDB)
Manoel Junior (PMDB)

 Wellington Roberto (PR)
Efraim Filho (DEM) 

Wilson Filho (PTB)
Rômulo Gouveia
Benjamin Maranhão (SD)

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Calma aí, seu Guarda !


“O que justifica a redução é uma raiva que a gente tem dessa molecada na rua”
Para procurador Roberto Tardelli, quem defende a redução da imputabilidade penal não acredita que ela chegue a sua casa. Ele provoca: você vai imaginar seu filho internado num instituição correcional porque um dia ele cometeu um furto com arma de brinquedo?

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Estamos enlouquecendo nossas crianças


Estímulo demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas crianças
Fabiana Vajman

Vivemos tempos frenéticos. A cada década que passa o modo de vida de dez anos atrás parece ficar mais distante: dez anos viraram trinta, e logo teremos a sensação de ter se passado cinquenta anos a cada cinco. E o mundo infantil foi atingido em cheio por essas mudanças: já não se educa (ou brinca, alimenta, veste, entretém, cuida, consola, protege, ampara e satisfaz) crianças como antigamente: 

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