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terça-feira, 11 de abril de 2017

A ditadura do superávit primário

Paulo Kliass

O Banco Central (BC) acaba de divulgar seu Relatório Mensal sobre a Política Fiscal do governo brasileiro. Dentre as inúmeras informações relativas ao desempenho da equipe econômica no campo da administração da questão fiscal, vale a pena destacar os números que retratam o comportamento das despesas financeiras da administração pública federal.

De acordo com o levantamento apresentado pelo BC, ao longo do mês de fevereiro, o valor referente ao total de juros pagos pelo governo atingiu o montante de R$ 30,7 bilhões. Isso significa que, no acumulado dos últimos 12 meses, a União transferiu ao setor financeiro um volume de R$ 388 bi, em razão dos compromissos assumidos com cada uma das muitas modalidades do extenso cardápio que compõe o estoque de títulos de nossa dívida pública.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Temer corta tudo para pagar juro e serviço da dívida à rentistas


É o superávit primário, estúpido!

Paulo Kliass

O golpe da malandragem está na abordagem que exclui as despesas de natureza financeira do cálculo das finanças do Estado. Assim, problemas de desajuste devem se resumir às chamadas despesas reais, como saúde, educação, previdência social. As despesas com juros e serviços da dívida e as outras de natureza financeira são, assim, ‘imexíveis’

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Gasta-se com juros 20 vezes mais que com o Bolsa-Família.


"Escondemos coisas quando só falamos de superávit primário"

Em entrevista, a economista Leda Paulani também sugeriu protagonismo de Lula na escolha de Levy para a Fazenda: "acho que se arrependeu um pouco".

domingo, 14 de dezembro de 2014

Brasil, excelente para os rentistas

Sistema de Transferência de Recursos Públicos para o Mercado Financeiro
Carlos Drummond  

Os que protestaram no Congresso o fizeram contra um procedimento rotineiro desde FHC e cujo maior beneficiário é o sistema financeiro

O estardalhaço da oposição e da mídia contra o projeto de lei 36, que permite aumentar o teto para abatimento de despesas do governo e assim viabilizar a meta de superávit primário de 116 bilhões de reais, volta-se contra um tipo de procedimento legal e rotineiro adotado desde o segundo governo FHC. 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Vamos falar seriamente de corte de gastos

Robin Hood às avessas

Guilherme Boulos

Corte de gastos, mais uma vez, é o assunto do momento. Apesar de o candidato de sua predileção ter perdido as eleições, a banca conseguiu impor sua pauta. A velha cantilena do arrocho neoliberal volta a ganhar força no governo petista, com Joaquim Mãos-de-Tesoura à frente da equipe econômica. Venceu a chantagem dos "investidores".

Mas, se o assunto é corte de gastos, por que não debatê-lo sem preconceitos?

O debate dos gastos públicos no Brasil é totalmente enviesado. Nas últimas semanas tem-se feito um circo entorno da meta de superavit primário. Os banqueiros querem ampliá-la e o governo –cabisbaixo como um mau aluno– reconhece que tem de fazer mais e promete maior aperto em 2015. O superavit primário, recurso desviado dos investimentos públicos para pagamento de dívida, é em si uma excrecência. Poucos são os países que o adotam.
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