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terça-feira, 30 de outubro de 2018
"Só uma frente apartidária conterá um governo de ocupação"
Wanderley Guilherme dos Santos passou os últimos tempos recebendo insultos e apelos. Insultos por ter advertido, no início de 2017, que a esquerda não ganharia a eleição com o PT à frente. E apelos por não ter aderido às frentes que se formaram no segundo turno em apoio a Fernando Haddad.
terça-feira, 31 de julho de 2018
A Ópera Triste
Wanderley Guilherme dos Santos
A declaração do Partido dos Trabalhadores de que o candidato indicado será a sombra de Lula é uma declaração indecente. A naturalização da figura de “poste de Lula” como legítimo representante da população é acintosa. Trata-se de convite explícito ao eleitorado a que cooneste uma farsa, descrita com requinte. Segundo membros da Executiva do PT, o indicado terá que ser leal e limitar-se a ser o intermediário da palavra de Lula. Na campanha, dirá que todas as suas decisões serão decisões de Lula. Ora, jamais um candidato das forças populares teve a ousadia de se apresentar como boneco falante. As declarações, transcritas pelo jornalista Luiz Nassif, não foram contestadas.
sábado, 28 de julho de 2018
Lava Jato Eleitoral
O momento sucessório expõe a vulnerabilidade do regime presidencialista às aventuras golpistas. A democracia requer o reconhecimento formal da vitória de um candidato pelo adversário derrotado. O formalismo não é apenas protocolar, mas indicador de que as instituições continuarão a funcionar com a plena cooperação (mesmo que na oposição) do lado perdedor. Talvez o maior número de crises com desenlace antidemocrático na América do Sul tenha por origem a recusa do derrotado a reconhecer a legitimidade do pleito. Não se trata de moléstia tropical, contudo. Entre outros não tão frequentes exemplos em países considerados estáveis, agora mesmo Donald Trump não se cansou de anunciar recusa prévia a outro resultado que não o de sua vitória. Possivelmente um blefe, e improvável que o estamento político norte-americano o acompanhasse se não o fosse. Mas os minutos entre o anúncio do vencedor e o reconhecimento público da derrota são os minutos em que a democracia fica em suspense; mesmo nos Estados Unidos.
quarta-feira, 25 de julho de 2018
A Sedução da Tirania
Wanderley Guilherme dos Santos
A eleição presidencial de 2018 esteve ganha pela oposição enquanto a única referência dos conservadores era a associação com o monumental desastre de Michel Temer.
Hoje, a nuvem da política mudou drasticamente de silhueta.
A eleição presidencial de 2018 esteve ganha pela oposição enquanto a única referência dos conservadores era a associação com o monumental desastre de Michel Temer.
Hoje, “Michel Temer” virou espantalho a ser inflado e agitado durante a campanha eleitoral. Mas não está claro se o eleitorado votará contra os conservadores por sua conexão ao golpe parlamentar ou se os favorecerá na renovada expectativa de derrotar um candidato, imbatível há quatro disputas, sustentado nuclearmente por PT, PSB, PDT e PC do B.
Hoje, dilacerou-se o conjunto quatro vezes vencedor: o Partido dos Trabalhadores, hegemônico, não contará com os votos unânimes dos partidos que sempre o apoiaram e nem mesmo com a totalidade de seu próprio eleitorado.
Hoje, a nuvem da política mudou drasticamente de silhueta.
terça-feira, 26 de junho de 2018
Ciro Gomes e a Lava Jato: uma dúvida essencial
Sempre que perguntado se é a favor da Lava Jato o pré-candidato Ciro Gomes responde com um peremptório “sim”. Nem a pergunta nem a resposta são sérias. Os entrevistadores cumprem um protocolo sem precisar o objeto da pergunta, mas a resposta do pré-candidato merece escrutínio. Em seus inícios, a Lava Jato indicava, para uns, sério e inédito combate à corrupção “sistêmica”; para outros, armadilha jurídica para destroçar o PT e seu líder máximo, Lula. Fosse lá o que fosse hoje não é, exclusivamente, nem uma nem outra coisa, exceto para ingênuos ou distraídos entrevistados. Ciro Gomes também não é ingênuo ou distraído.
quarta-feira, 16 de maio de 2018
A Direita da Esquerda
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| Vanguarda iluminada dos sem voto |
Wanderley Guilherme dos Santos
Se Jair Bolsonaro é uma aberração política, como acredito, então dificilmente representa ou virá a representar os conservadores. Nem mesmo os direitistas radicais acompanhariam inteiramente o breviário bolsonariano, catálogo de universal excomunhão de pecados e sem reconhecimento de outra virtude que a de carcereiros e carrascos. Nenhuma indicação sobre a cidade virginal a construir. Entendo seus inabaláveis 19 a 20% das intenções de voto como expressão de um eleitorado lumpen, constituído basicamente por recrutados a duas categorias de cidadãos: motoristas de taxi e militares na reserva. A estes grupos com identidade própria se agrega parte dos crônicos trabalhadores precarizados, não os atuais desempregados com histórico associativo. São os ajudantes de obras em constante rodízio de local de trabalho; os ambulantes, pagando dízimos a cafetões civis e policiais; os biscateiros, os ressentidos e traumatizados pela vida. Nem sempre aderem a candidatos mercuriais, mas quando votam normalmente, o fazem por motivos estranhos. Com frequência atribuem ao escolhido opiniões que estes jamais sustentaram. Eleitores lumpen são, caracteristicamente, mono temáticos, opacos à leitura ou audição de nada além do que lhes desperte a fúria redentora. Eles são Bolsonaro.
segunda-feira, 7 de maio de 2018
Wanderley G.S.: Quem se importa com Lula ?
Wanderley Guilherme dos Santos
A direita festejou a retumbante derrota do PT nas eleições municipais de 2016. À esquerda, volta e meia vítima de lavagem cerebral, líderes e porta vozes autorizados ou não deram início a desencontrada autocrítica. Como de hábito, o que começa como autocrítica termina em busca de bodes expiatórios. A perseguição da Lava-Jato (inegável) e a covarde difamação de Dilma Rousseff, incompetente, segundo líderes do PT, explicavam os alegados desastrosos resultados eleitorais. Só que não foi bem assim. A fragilidade dos analistas do partido os torna presa regular do noticiário conservador, daí a frequente adoção de estratégias incoerentes, em luta diária contra as manchetes do Jornal Nacional e os editoriais da Folha de São Paulo. Neste particular, operam como inocentes úteis da direita.
A direita festejou a retumbante derrota do PT nas eleições municipais de 2016. À esquerda, volta e meia vítima de lavagem cerebral, líderes e porta vozes autorizados ou não deram início a desencontrada autocrítica. Como de hábito, o que começa como autocrítica termina em busca de bodes expiatórios. A perseguição da Lava-Jato (inegável) e a covarde difamação de Dilma Rousseff, incompetente, segundo líderes do PT, explicavam os alegados desastrosos resultados eleitorais. Só que não foi bem assim. A fragilidade dos analistas do partido os torna presa regular do noticiário conservador, daí a frequente adoção de estratégias incoerentes, em luta diária contra as manchetes do Jornal Nacional e os editoriais da Folha de São Paulo. Neste particular, operam como inocentes úteis da direita.
segunda-feira, 30 de abril de 2018
O Sítio atrás da Porta
Troia foi sitiada pelos espartanos durante dez anos. Derrotada, teve os homens adultos executados, mulheres e crianças escravizadas. Esse era o costume no mundo antigo, usual durante a Idade Média, chegando à Segunda Guerra Mundial. Com o tempo, o assassinato de homens e mulheres dos países vencidos limitou-se aos rebeldes e à prática de mera selvageria em territórios ocupados, mas o trabalho forçado permaneceu. Até hoje.
A condição de estar sitiado(a), incapacitado(a) de agir conforme vontade própria adquiriu requintes psicológicos, isenta de exibições físicas, nem por isso menos letal.
segunda-feira, 9 de abril de 2018
Wanderley: Um Preso Excepcional
A empresa holandesa SBM Offshore topou pagar, agora, multa de um bilhão de reais pela redenção da corrupção de funcionários da Petrobrás, em 1997. Era presidente da República Fernando Henrique Cardoso, em campanha para alterar a Constituição, permitindo sua reeleição. A emenda foi aprovada, em junho do mesmo ano e Cardoso reeleito.
Já o ex-presidente Lula da Silva foi preso, em 2018, por crime conexo ao da corrupção na Petrobrás, tido como cérebro da quadrilha montada para financiar sua perpetuação no poder. É de excepcional novidade alguém ser culpado por criar organização criminosa já existente, embora nunca investigada durante o tucanato, e exiba patrimônio escandalosamente cômico em comparação ao do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
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domingo, 8 de abril de 2018
Wanderley: Lula perdeu. E agora, PT?
Wanderley Guilherme dos Santos
Lula perdeu no julgamento do habeas corpus. Não foi
a única notícia negativa para reflexão de petistas e não petistas, mas
democratas. Com ações tipicamente fascistas contaminando o embate político,
faltava a intervenção militar de um Exército que, desde 1964, desenvolveu-se de
costas para a sociedade, que lhe devolvia a mesma indiferença.
É meridiano que
não há democracia consolidada quando o poder político desarmado relembra as
razões de sua recusa a uma reaproximação cooperativa com o poder armado. E vice-versa.
Da década de 70, quando a ditadura militar comprometeu o Exército com ações
bárbaras, até 2013, passaram-se mais de 30 anos, sem que as instituições civis
e militares interrompessem o fatídico destino positivista em que os vivos são
governados pelos mortos.
sábado, 7 de abril de 2018
STF: Barroso e Fux votaram contra Lula, não a favor da lei.
O Conversa Afiada publica devastador e-mail que recebeu do professor Wanderley Guilherme dos Santos, cuja obra, por si só, desqualifica supostos professores de lei, como Barroso e Fux:
Quanto ao Barroso: ele estava julgando um pedido de habeas corpus contra uma sentença condenatória de uma suposta propriedade de um apartamento, da qual não há prova documental alguma.
A propósito disso, Barroso discorreu sobre a impunidade da justiça brasileira que prende menino com trouxinha de maconha, mas deixa livre bandidões, comprovadamente ladrões de milhões de reais dos recursos públicos.
Os exemplos são maliciosos, em um caso, e, totalmente imperitos, em outro.
segunda-feira, 5 de março de 2018
Wanderley Guilherme dos Santos e a tragédia brasileira
Entrevista para lá de bem feita da sempre ótima Maria Cristina Fernandes, no Valor, com Wanderley Guilherme dos Santos, um cientista político que usa as palavras para revelar, não para esconder. Um – e quem sabe mesmo “o” – roteiro de um livro sobre a crise da democracia brasileira, que está longe, longe de se aproximar do fim. Aliás, muito próprio no nome de tragédia que Santos lhe põe, onde o personagem central, Lula, cada vez mais segue o destino que lhe é imposto, o que, ironicamente, incomoda o entrevistado.
Um país nas mãos do acaso
Wanderley Guilherme dos Santos tornou-se eleitor no governo Juscelino Kubitschek. Atravessou como adulto, portanto, o governo de 15 presidentes da República. Aos 82 anos de idade, o decano da ciência política no Brasil nunca assistiu a crise igual.
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
Sinuca das forças políticas em 2018, por Wanderley Guilherme dos Santos
Jornal GGN - Em maio de 2017, o jornalista Luis Nassif entrevistou para o canal do GGN no Youtube um dos mais renomados cientistas políticos do País, Wanderley Guilherme dos Santos. Na oportunidade, o professor aposentado da UFRJ avaliou que "a etapa que desestruturou a democracia brasileira pode ter chegado no seu 'apogeu', pela forma como movimentos populares começaram a se manifestar, sobretudo em resposta às reformas da previdência e trabalhista."
sábado, 23 de dezembro de 2017
Ninguém deve obediência a governos ilegítimos
Wanderley Guilherme dos Santos:
“Ninguém deve obediência a governos ilegítimos a não ser por coação explícita.
Precisa ficar claro aos conspiradores que não bastará uma vitória no Congresso; vão ser obrigados a encarcerar muita gente.
A promessa é de um espetáculo de confissão de caráter: quem se candidata a carcereiro e quem se dispõe a ser encarcerado.
Estou para ver quem se apresenta como condutor da democracia à cadeia.”
“Ninguém deve obediência a governos ilegítimos a não ser por coação explícita.
Precisa ficar claro aos conspiradores que não bastará uma vitória no Congresso; vão ser obrigados a encarcerar muita gente.
A promessa é de um espetáculo de confissão de caráter: quem se candidata a carcereiro e quem se dispõe a ser encarcerado.
Estou para ver quem se apresenta como condutor da democracia à cadeia.”
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Ecce Homo

Poucos personagens públicos do Brasil contemporâneo serão homenageados com lápides congratulatórias. Em sua maioria nada têm de si senão a obsessão de sobrepujar o próximo. Aí confraternizam acadêmicos, artistas, esportistas, jornalistas e, claro, políticos, salvo Lula. Atávica inclinação vampiresca, o canibalismo de caráter não é produto exclusivamente nacional, está globalizado, mas temos produzido inspirados episódios de canalhice. Não lhes faltam aplausos externos. Se o vampirismo é inevitável, o afã construtivo é matéria de escolha e competência – aqui a excepcionalidade de Lula. Ninguém dele dirá que tenha sido angelical. Nem isento de graves pecados. Provavelmente só o próprio conhecerá a extensão de sua vilania. Assim como seus adversários saberão das suas. Mas o que é público e notório está à disposição de todos, não obstante o verbo ressentido das denúncias.
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Reforma política nunca mais | Wanderley Guilherme dos Santos
Ter lado sem compromisso partidário é um privilégio. Ajuda a observar que partidos do seu lado não escapam ao mofo visível nos partidos do outro lado. A coragem para saná-lo varia conforme a burocracia, mas a vulnerabilidade é a mesma. Está aí a reforma política comprovando que há mais em comum do que em conflito entre o PSDB/PMDB e o PT na lista de alternativas às regras eleitorais vigentes. A começar por chamarem de "reforma política" os remendos propostos à disputa pelas vagas de poder.
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
O fedor da força bruta
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| Indestrutível |
O Golpe de 2016 expulsou a representação popular do circuito legal do poder executivo. A violência continua, exonerando técnicos de governo por suspeitada simpatia pelas teses econômicas e sociais progressistas. Evitar a qualquer custo o retorno legítimo de representantes populares ao Executivo resume a cláusula pétrea do breviário golpista. Atenção para o “evitar a qualquer custo”. Não se trata de recurso estilístico de mau gosto: indica o compromisso prioritário dos reacionários com a manutenção da liderança golpeada no ostracismo. Antes ou depois da vitória eleitoral da oposição popular.
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Candidatos, tremei !
Candidatos sempre aparecem; programas de governo é que são elas. A direita alucinada se angustia em busca de alguém capaz de derrotar Lula ou, se a sobrevivência exigir, macular a legislação eleitoral, alterando regras e suprimindo direitos. Não importa, nada resolverá o problema essencial de não ter o que dizer.
Depois do vandalismo econômico e social promovido pelos conspiradores do Planalto, o que terá a oferecer o candidato a herdeiro de Michel Temer, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Eduardo Cunha, Romero Jucá e Aécio Neves? Prometerão vender o que? Alugar, talvez, a Amazônia ao exército americano, possível invasor da Venezuela?
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
De mal a pior
Wanderley Guilherme dos Santos
Tudo ainda vai piorar. Os democratas progressistas têm enorme dificuldade em aceitar a gravidade de dois problemas: a) que a democracia não garante a melhor solução para todos os desafios; e b) que ela própria, democracia, falha em importantes aspectos de suas promessas. A histórica incapacidade de combater a miséria sem aumentar a desigualdade é um dos desafios da primeira ordem; que o sistema representativo seja capaz de gerar incompatibilidade entre seus próprios valores é uma dura deficiência da segunda ordem.
terça-feira, 8 de agosto de 2017
O povo quer votar e esse é o medo da direita, diz Wanderley dos Santos
“O golpe não se consolida, não se cristaliza e por isso mesmo, treme nas bases o tempo todo e não fechou. O que fecharia o golpe, tirando dele o caráter de golpe como eles querem, seria uma vitória em 2018”. A avaliação é de Wanderley Guilherme dos Santos, professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e um dos mais renomados cientistas políticos da atualidade.
Dayane Santos
Em entrevista ao Portal Vermelho na última quinta-feira (2), um dia após a votação da Câmara dos Deputados que rejeitou a denúncia por corrupção passiva contra Michel Temer, o professor afirmou que o país vive uma “desintitucionalização crescente” que afeta todas as áreas, na burocracia públicas, nos governos estaduais e no empresariado.
Dayane Santos
Em entrevista ao Portal Vermelho na última quinta-feira (2), um dia após a votação da Câmara dos Deputados que rejeitou a denúncia por corrupção passiva contra Michel Temer, o professor afirmou que o país vive uma “desintitucionalização crescente” que afeta todas as áreas, na burocracia públicas, nos governos estaduais e no empresariado.
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