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terça-feira, 6 de junho de 2017

O Estado: a serviço do mercado ou da democracia?

Cândido Grzybowski


O golpe do impeachment não só revelou uma conjuntura de grande mudança na correlação de forças políticas no Brasil, mas trouxe com ele um projeto de arquitetura do poder de Estado que restringe seu papel de garantidor de direitos democráticos de cidadania para todas e todos, amplia seu poder repressivo, em nome da “ordem e progresso”, e abre espaço à expansão das forças brutas do mercado. Trata-se de “Estado mínimo” de um ponto de vista da democracia, mas “Estado fortaleza”, beirando ao fascismo, para garantir privilégios de classe da nossa velha oligarquia. O projeto visa uma mudança mais duradoura para que a assimetria do poder em favor das classes abastadas não seja ameaçada novamente. Por isto, o esforço enorme usando todo o arsenal de práticas corruptas que contaminam profundamente a política no Brasil, para fazer o mais rápido possível reformas constitucionais e desconstrução de direitos conquistados.


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Direitos roubados: o fim do breve ciclo de cidadania social no Brasil

Eduardo Fagnani

Qual a legitimidade desse governo para implantar a "toque de caixa" um projeto liberal ao extremo que interditará o futuro do País?

Desde o primeiro momento, as classes dirigentes conspiraram para impedir ou sepultar a Constituição

Há menos de cem anos, a sociedade brasileira era majoritariamente formada por analfabetos rurais submetidos aos resquícios da escravidão. A natureza da cidadania no Brasil é o avesso de outras experiências nacionais, como a Inglaterra, por exemplo, onde os direitos civis, os direitos políticos e os direitos sociais foram consagrados nos séculos XVIII, XIX e XX, respectivamente. Aqui, ironicamente, os "direitos sociais" precederam os demais, emergindo a partir de 1930 e inaugurando uma longa etapa de "cidadania regulada" pelo Estado patrimonialista.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Nova direita, esquerda e o capitalismo democrático


Marcus Ianoni

Um dos resultados políticos do processo de estabilização monetária do Plano Real, em 1994, foi a convergência do espectro ideológico do sistema partidário para o centro, oscilando, no entanto, nas eleições presidenciais, entre a centro-direita, capitaneada pelo PSDB, e a centro-esquerda, liderada pelo PT, esta mais claramente configurada, enquanto programa eleitoral e de governo, a partir das eleições de 2002 e, principalmente, 2006. Esse bipartidarismo estruturador das eleições para o Executivo Federal caracterizou todos os pleitos presidenciais durante seis disputas presidenciais consecutivas, a última em 2014.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O fim do Brasil e o suicídio do Estado



Mauro Santayana

Dizem que um chefe mafioso, famoso por sua frieza e crueldade no trato com os inimigos, resolveu dar ao filho uma Lupara, uma típica cartucheira siciliana, quando este completou 15 anos de idade.

Na festa de aniversário, apareceu o filho do prefeito, que havia ganho do alcaide da pequena cidade em que viviam, ainda nos anos 1930, um belo relógio de ouro.

Passou o tempo e um dia, como nunca o visse com ela, Don Tomazzo perguntou a Peppino pela arma.

sábado, 30 de julho de 2016

Muita gente fala em estado mínimo e gosta de ter contas pagas pelo governo

Vladimir Safatle 

 Uma das poucas ideias a orientar as ações do dito "governo" Temer é desmontar, o mais rápido possível, toda a estrutura de direitos trabalhistas e serviços públicos do Estado em nome da "austeridade".

O jogo é velho como a roda e consiste em vender à população a ideia de que a manutenção de serviços públicos e direitos é sinônimo de gastança, de abuso e de privilégio.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Quem prega Estado mínimo ameaça direitos sociais


"'Precisamos repensar o Estado, colocando o cidadão e não a estrutura burocrática, no centro do processo.' Não poderia haver afirmação mais correta, desde que se ressalve não se permitir a substituição dessa estrutura pela do capital e do chamado livre mercado", escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Dez mentiras que a direita quer tornar verdades




A direita brasileira é tão bobinha que faz rir.
Sofisma sem o menor constrangimento.
E ainda cita a frase nazista sobre mentiras que se tornam verdades.
É o que gostaria de fazer.
Não consegue.

Dez mentiras da direita que não emplacam:
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