terça-feira, 14 de abril de 2009

Gran Torino


Da Babilônia mítica moderna, dos EUA, nos chegam os filmes de cinema que há décadas dominam nossas telas e imaginações, com imagens poderosas que tem mostrado muito da vida daquele grande país, que tem o pior e o melhor deste mundo.

Usualmente são imagens degradantes da vida por lá, imagens de uma terra e um povo disposto a tudo para vencer. Que mente, rouba, mata e prostitui para vencer -o vencedor é o ídolo- em meio a um vale tudo, onde os fins justificam os meios, numa guerra permanente de todos contra todos, reino da lei da selva.

Mas eis que nos chega uma boa novidade. De um antigo ator, Estwood, precursor nas telas do mito do herói bárbaro, o que faz justiça com as próprias mãos, agora transformado em diretor de filmes tocantes nos vem a oportunidade de ver um filme surpreendente, o Gran Torino.

Surpreendente porque apresenta um herói de um novo tipo, ao menos nestes tempos: um herói que pratica o bem e o faz pelo bom caminho. Era um homem comum. Longe de ser santo. Já havia matado e sofria por isso, era preconceituoso com estrangeiros, gays e negligente com os filhos. Mas era alguém com boa vontade.

Um dia o acaso o leva a enfrentar uma injustiça. Adquire sabedoria pelo caminho duro da experiência: inicialmente procura combater o mal com violência e acaba provocando o pior. Daí sua mudança de comportamento: não se combate a violência com mais violência. Mas o enfrentamento lhe custa caro: sua própria vida.

Sua historia lembra a dos antigos apóstolos que levavam sua mensagem de paz e solidariedade a todos os lugares a custa da própria vida. È a historia de um mártir contemporâneo da boa nova: a lei dos homens no lugar da lei das selvas

È uma obra de arte que, com emoção, envolve e dá um exemplo. Um exemplo positivo
Belíssimo filme. Salve o novo tipo de herói, que mostra que se pode melhorar o mundo e nossa vida. É de heróis deste tipo que precisamos nas telas. O que quer o bem, conquistado através do bem.

Esperamos que este filme seja um prenuncio de que o antigo herói bárbaro esteja com seus dias contados. Chega de justiceiros que matam e dizem estar fazendo justiça com as próprias mãos. Chega dos que lutam só para se dar bem, e que lutam de qualquer jeito, desde que se dê bem.

E que o cinema continue nos brindando com obras de arte desta qualidade, que nos emocione e enleve para alem do que somos hoje em direção a uma humanidade mais pacífica e solidária.

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