terça-feira, 9 de julho de 2013

A ira dos Médicos e da Grande Mídia diante das Necessidades



Como ficam as novas regras

A classe médica brasileira, melhor dizendo as entidades médicas do País, soltaram os cachorros contra o Governo Dilma, em especial o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, ao anunciar uma série de medidas visando fazer a assistência médica chegar efetivamente aos lugares mais necessitados do Brasil, há anos sem conhecer a importância da cura e do tratamento por falta de médicos. Mal (ou bem?) comparando, a reação corporativista se dá no mesmo nível – um pouco menor, do que acontece com a Grande Mídia quando se fala em gerar regras democráticas e modernas para o Meio porque, sem exceção, ninguém está acima do bem e do mal, muito menos os Jornalistas. Nos países mais modernos do Mundo os parâmetros existem de forma bem resolvida, sem ferir liberdade alguma.

Inseri no mesmo caldo duas importantes categorias da sociedade porque uma cuida da saúde física e mental da população e, a outra, da saúde advinda da democracia, da busca de conviver com a informação enquanto produto à venda, isto no mundo mercantilista, permitindo acompanhamento dos fatos gerais da sociedade.

Só que ambas, pela excessiva importância desempenhada, detestam regras que as leve (ou force) a conviver com parâmetros, no caso dos médicos de fazer o que durante toda a historia brasileira nunca fez, que é se permitir estar nos lugares mais longínquos do País atendendo e curando gente pobre; e, no caso da Mídia, não aceita a revisão das condições arcaicas em que só poucas famílias podem deter todo o comando da Comunicação – e isto chama-se de monopólio abusivo - sem querer dar satisfação a ninguém.

Pois bem, o fato é que a sociedade como um todo precisa avaliar com serenidade as medidas anunciadas pelo Governo Federal porque, ao contrário do que propalam as entidades médicas, não há usurpação externa do exercício profissional, muito menos qualquer ação depreciativa à importância dos indispensáveis profissionais porque, na verdade, pela primeira vez se encara com coragem a necessidade inadiável de atenuar os problemas de saúde na ponta, nos grotões, nas cidades mais distantes, levando médicos para esses ambientes ao invés do proselitismo e o discurso de que falta mesmo é valorização médica.

Não é isso. Ao longo dos anos, até por ser profissional de alta qualificação, a grande maioria não se dispõe a morar nos municípios longe das metrópoles, quando muito fazem um plantão ali outro acolá mas, sem efetiva convivência com os habitantes no cotidiano de segunda a segunda. Por isso é que, caso as inscrições postas não sejam preenchidas por médicos brasileiros, nada mais assimilável e indispensável do que abrigar médicos de outros países com formação comprovada e domínio do português para cumprir com esta missão histórica.

O CASO DA MIDIA

Antes de mais nada, devo dizer que tenho formação universitária na UFPB, aliás com muito orgulho pois o curso de Comunicação sempre foi vanguarda no Pais, mas foi com meus mestres do Batente, como Gonzaga Rodrigues, Martinho Moreira Franco, Agnaldo Almeida, Erialdo Pereira, Júlio Santana, Bernardo Filho, Ivan Thomaz que aprendi cedo: Jornalismo decente não teme quartéis, tribunais nem polícia, mas tem que exercer a Ética, não exorbitar acima da lei.

Por esse prisma, nunca temi – e sou defensor – de que a categoria dos jornalistas disponha de entidade máxima, nacional, como os médicos têm o CFM, no qual os absurdos, desvios de conduta dos profissionais e veículos sejam tratar por essa instância como parte zeladora dos bons costumes e cidadania.

Pois bem, na ótica de alguns grupos de comunicação instalados no Rio ou em São Paulo isto é querer enquadrar ou aterrorizar a categoria ameaçando o livre exercício profissional, algo absurdo enquanto argumento, mas o que serve de bandeira para os exagerados e anti-éticos que não aceitam parâmetros na profissão.

Mas um dia, a onda popular ou de avanços segmentados levará a corrigir as deformações do Jornalismo.

ÚLTIMA

“O olho que existe/ é o que vê...”

Wscom

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