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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Projeto de poder do MPF é revelado nos áudios de Joesley Batista

Ali Mazloum

Existe certo padrão na atuação dos operadores do Direito. Conhecê-lo tem sido crucial para a sobrevivência na carreira do magistrado que vela por sua imparcialidade.

O Ministério Público Federal não convive bem com a oposição de ideias, sendo este um padrão de todos conhecido. Contrariar suas pretensões persecutórias pode levar o opositor ao opróbrio. Daí a existência de tantos juízes, na verdade tartufos togados, que simplesmente preferem chancelar até os piores desatinos formulados pelo órgão acusador.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

"Janot deriva rumo aos mares revoltos da política"

Janot dá a senha de combate para procuradores messiânicos

Demétrio Magnoli

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima cumpre dupla jornada, na força-tarefa da Lava Jato e nas redes sociais. Dias atrás, na sua encarnação de agitador de Facebook, postou uma réplica à coluna na qual apontei violações legais cometidas por Janot na operação Joesley.

Ele nem mesmo tenta refutar minhas críticas –mas, excitado, decreta que a "única motivação" do texto seria "amedrontar as pessoas com ameaças sobre o caos que virá se não nos contentarmos com as migalhas de mudança conseguidas até agora". A técnica de polêmica selecionada evidencia que Carlos Fernando está no lugar errado –e, aqui, refiro-me ao Ministério Público, não ao Facebook.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Joesley e Wesley, a cara do capitalismo brasileiro

O crime compensa
Ivana Bentes disse:

Irmãos Batista mostram a outra cara do capitalismo brasileiro, um abatedouro mafioso que expropria o comum, precifica a política e multiplica dinheiro

“Esses caipiras deram um banho em Marcelo Odebrecht.” A frase de um auditor do TCU expressa o misto de incredulidade e admiração velada diante da forma como os empresários goianos, dono de um império global de carnes e frangos, manipularam uma delação “over premiada” e depois de faturarem bilhões na base da corrupção, compra de quase dois mil parlamentares, acesso a bancos e dinheiro público, informações privilegiadas, conseguiram sair ilesos do país!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Henrique Meirelles, presidente do Conselho de Administração do grupo JBS

MAIS BOMBA STF PERGUNTA!QUEM ERA O PRESIDENTE DO JBS - HENRIQUE MEIRELLES?

Está explicado porque o ministro Henrique Meirelles e sua equipe divulgaram uma informação mentirosa ao Brasil quando a questão de sua ligação com a JBS o incomodou!

Henrique Meirelles, a grande unanimidade das elites do país, que insistem em colocá-lo acima de qualquer suspeita, tem um “detalhe” em sua biografia que a imprensa golpista deixou passar:

ele era o presidente do grupo durante os anos em que o JBS repassou ao redor de meio bilhão de reais aos políticos, com carta branca dos donos.

domingo, 21 de maio de 2017

O Fim da República dos Procuradores ?


Se perito da Folha estiver certo, Joesley tem que ser imediatamente preso e Janot afastado da PGR

O que está em jogo com a divulgação de reportagem da Folha de S. Paulo sobre manipulação do áudio da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, da JBS, não é pouca coisa. É toda a reputação do Ministério Público e de alguma forma também a do que sobrou do jornal Folha de S. Paulo, que decidiu escapar das garras da Globo neste episódio.

Ricardo Caires dos Santos, perito judicial pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, foi contratado pela Folha e concluiu que a gravação sofreu mais de 50 edições. E acrescentou que o áudio divulgado pela Procuradoria-Geral da República tem indícios claros de manipulação

sábado, 20 de maio de 2017

Sem valor legal, gravação de Joesley mostra duas conspirações

Demétrio Magnoli

Temer acusa uma conspiração contra a Presidência -urdida, na falta de outra hipótese, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, com amparo de Edson Fachin. Janot acusa uma conspiração contra o sistema de Justiça, urdida por Temer. Quem tem razão? A resposta, deploravelmente, é: os dois.

A gravação clandestina de Joesley não possui valor legal, por não ter sido autorizada por um juiz. Mas foi admitida a priori por Fachin, que colocou Temer sob investigação. Segundo a versão oficial, o empresário-bandido não combinou a operação com a PF ou o MP, mas os termos de sua delação premiada, ainda mais brandos que os concedidos a Marcelo Odebrecht, induzem a uma suspeita razoável.

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