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quinta-feira, 25 de maio de 2017
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Toni Negri: impressões de uma visita ao Brasil
As confusões sobre 2013. O PT diante de seus impasses. Juventude negra, eterno alvo da segregação. Como construir nova esquerda, sem desprezar a experiência histórica?
Antonio Negri | Tradução: Fundação Rosa Luxemburgo
Como pensador, Toni Negri tem apresentado novas interpretações sobre as atuais configurações de poder e estrutura das sociedades. Aos 83 anos, tornou-se referencia para análises de fenômenos bastante atuais, que vão da ascensão de um novo tipo de direita, mais agressiva e sofisticada, às mobilizações catárticas de resistência, tais como o movimento Occupy, nos Estados Unidos, os levantes da Primavera Árabe ou mesmo as mobilizações de junho de 2013 no Brasil.
Antonio Negri | Tradução: Fundação Rosa Luxemburgo
Como pensador, Toni Negri tem apresentado novas interpretações sobre as atuais configurações de poder e estrutura das sociedades. Aos 83 anos, tornou-se referencia para análises de fenômenos bastante atuais, que vão da ascensão de um novo tipo de direita, mais agressiva e sofisticada, às mobilizações catárticas de resistência, tais como o movimento Occupy, nos Estados Unidos, os levantes da Primavera Árabe ou mesmo as mobilizações de junho de 2013 no Brasil.
Entre as ideias que defende está a de que as formas tradicionais de organização política, como partidos e sindicatos, perderam importância em um cenário complexo marcado por alterações estruturais na produção e divisão de trabalho nas metrópoles. É nas ruas que surge a resistência mais ativa às novas ofensivas capitalistas de privatização de bens comuns, corpos, afetividades.
domingo, 29 de maio de 2016
A ação política voltada para a transformação e a libertação só pode ser conduzida hoje com base na multidão”
Negri e Hardt – Multidão
A ação política voltada para a transformação e a libertação só pode ser conduzida hoje com base na multidão” – Hardt e Negri, Multidão, p. 139
A Multidão é a resposta de Negri e Hardt para o Império. Ou melhor, Antonio Negri e Michael Hardt veem na multidão o lado monstruoso que nasce dentro do Império e procura atravessá-lo. Tal conceito procura responder às manifestações políticas atuais: como pensar a política e as revoltas no mundo de hoje? Tal conceito nos faz olhar para o mundo à nossa volta e encontrar as linhas de fuga, as brechas, as potências, as novas singularidades que brotam do concreto rachado.
terça-feira, 15 de março de 2016
A opacidade da política
Luiz Zanin
O figurante de Glauber Rocha e as manifestações
Há uma opacidade na ação política. As multidões que foram às ruas domingo sabiam contra quem estavam protestando. Sabiam quem desejam expelir do poder. Mas esta é apenas metade da equação. Quando se tira alguém do poder, coloca-se outro alguém (outro grupo) em seu lugar. Não existe vácuo em política. Quem as multidões colocariam no lugar de Dilma?
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Dias de fúria
Novo trabalho de José de Souza Martins revela que mais de 1 milhão de brasileiros já participou de um ato ou uma tentativa de linchamento
Era 2 de janeiro de 1998: um pedreiro de 58 anos teve os braços amarrados com arame farpado e foi linchado por uma multidão em Caboto, Região Metropolitana de Salvador, depois de discutir e ferir dois vizinhos a golpes de foice. Era 14 de fevereiro de 2008: um adolescente de 15 anos foi espancado por outros internos na Fundação Casa de Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo, que pensavam que o garoto delatara outros infratores.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Agamben: Sobre Segurança e Terror
Artigo extraído do livro As multidões e o império: entre globalização da guerra e universalização dos direitos
Por Giorge Agamben
A segurança como princípio condutor da política de estado remonta ao nascimento do estado moderno. Ela é já mencionada por Hobbes como o oposto do medo, o qual compele os seres humanos a se reunirem ao interior de uma sociedade. Mas só no século dezoito a ideia de segurança adquire um sentido próprio. Numa conferência de 1978 no Collège de France (ainda a ser publicada), Michel Foucault mostrou como a prática política e econômica dos fisiocratas opõe segurança à disciplina e à lei, como instrumentos de governo.
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