Por Marcio Pochmann, na Rede Brasil Atual:
Nas enquetes realizadas com a população, o problema da escassez do emprego emerge com maior centralidade entre os brasileiros. Ao mesmo tempo, o monitoramento dos riscos sociais revela que o medo do desemprego atinge patamar inédito, tendo o IBGE apontado para o universo de quase 28 milhões de pessoas comprometidos com a procura por trabalho, equivalendo a um trabalhador a cada três nessa dramática situação.
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terça-feira, 17 de julho de 2018
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Temer desmonta a indústria nacional
Marcio Pochmann
A construção de um dos parques industriais mais avançados e integrados do mundo permitiu ao Brasil abandonar, a partir de 1930, a condição de atraso imposta pela antiga e longeva sociedade agrária. Ainda que tardio, o avanço do capitalismo industrial transcorreu concomitante com o estabelecimento de uma nova e complexa sociedade urbana rica, porém permeada por significativa desigualdade econômica, social e de poder.
A construção de um dos parques industriais mais avançados e integrados do mundo permitiu ao Brasil abandonar, a partir de 1930, a condição de atraso imposta pela antiga e longeva sociedade agrária. Ainda que tardio, o avanço do capitalismo industrial transcorreu concomitante com o estabelecimento de uma nova e complexa sociedade urbana rica, porém permeada por significativa desigualdade econômica, social e de poder.
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
terça-feira, 10 de outubro de 2017
Rubens Casara: No Estado pós-democrático, Justiça vira ferramenta contra os “indesejáveis” e serve de mercadoria para entreter o público
Esse livro nasce da percepção de uma mutação no Estado. O Estado democrático de Direito, que era marcado pelo existência de limites rígidos para o exercício do poder, esse Estado desaparece e surge uma nova configuração, no qual não existem mais limites rígidos.
Os direitos e garantias fundamentais, dentro da lógica neoliberal, também são tratados como mercadorias e, portanto, negociáveis.
terça-feira, 3 de outubro de 2017
O direitismo bonapartista contra a democracia
Marcus Ianoni
O grande capital governa, mas, contraditoriamente, não reina em paz, pois o rei (o regime representativo) está nu, exibindo continuadamente em público sua reprochável mácula, novamente exposta na segunda rodada de denúncias da PGR contra o presidente Temer, desta vez abrangendo também dois de seus ministros mais importantes, todos suspeitos de obstrução da justiça e organização criminosa.
Nesse mar de lama, emergem do bloco heterogêneo da direita que induziu à atual deformação regressiva do Estado Democrático de Direito novas manifestações de autoritarismo social, com respaldo dos políticos, e, na esfera institucional, expande-se o bonapartismo, alastrando-se, preocupantemente, do Judiciário e demais instituições de controle até nada mais nada menos que a esfera militar. Os autoritarismos social e bonapartista reforçam-se mutuamente, embora essa dinâmica ainda não tenha um curso decidido. A crise de legitimidade é o centro de gravidade do direitismo.
O grande capital governa, mas, contraditoriamente, não reina em paz, pois o rei (o regime representativo) está nu, exibindo continuadamente em público sua reprochável mácula, novamente exposta na segunda rodada de denúncias da PGR contra o presidente Temer, desta vez abrangendo também dois de seus ministros mais importantes, todos suspeitos de obstrução da justiça e organização criminosa.
Nesse mar de lama, emergem do bloco heterogêneo da direita que induziu à atual deformação regressiva do Estado Democrático de Direito novas manifestações de autoritarismo social, com respaldo dos políticos, e, na esfera institucional, expande-se o bonapartismo, alastrando-se, preocupantemente, do Judiciário e demais instituições de controle até nada mais nada menos que a esfera militar. Os autoritarismos social e bonapartista reforçam-se mutuamente, embora essa dinâmica ainda não tenha um curso decidido. A crise de legitimidade é o centro de gravidade do direitismo.
terça-feira, 12 de setembro de 2017
quinta-feira, 13 de julho de 2017
O mais perigoso dos líderes
Marcia Tiburi disse:
O mais perigoso dos líderes O ex-presidente Lula, condenado a 9 anos de prisão nesta quarta (12) pelo juiz Sérgio Moro
Pesquisas apontam que Lula seria novamente presidente do Brasil, caso concorresse ao cargo máximo da nação em 2018. No cenário de um país colonizado e cada vez mais “neoliberalizado” como é nosso, a presença de um personagem como Lula passa de fator de conciliação entre classes a grande perigo para as elites que usurparam o poder. Lula continua sendo um fator político fundamental, talvez o mais fundamental no contexto de uma democracia cada vez mais destruída.
O mais perigoso dos líderes O ex-presidente Lula, condenado a 9 anos de prisão nesta quarta (12) pelo juiz Sérgio Moro
Pesquisas apontam que Lula seria novamente presidente do Brasil, caso concorresse ao cargo máximo da nação em 2018. No cenário de um país colonizado e cada vez mais “neoliberalizado” como é nosso, a presença de um personagem como Lula passa de fator de conciliação entre classes a grande perigo para as elites que usurparam o poder. Lula continua sendo um fator político fundamental, talvez o mais fundamental no contexto de uma democracia cada vez mais destruída.
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Tudo é Irrelevante. Hélio Jaguaribe
Luiz Zanin
É um tanto engraçado o título Tudo é Irrelevante. Hélio Jaguaribe. Ainda mais quando se sabe que é dirigido pela filha do intelectual, Izabel Jaguaribe, em parceria com Ernesto Baldan. Por que irrelevante?
A coisa se explica logo no começo. Educado na implacável escola de argumentação dos jesuítas, Hélio, atualmente com 94 anos, logo desenvolveu um férreo ateísmo. Atento ao pensamento em abismo sobre o universo, foi-lhe fácil concluir que, diante do infinito do Cosmo e da eternidade, somos apenas um sopro, breve intervalo entre dois nadas - o que precede o nosso nascimento e o que se segue à nossa morte. Em escala, não apenas a nossa vida individual é irrelevante. Irrelevante é também a História humana com a qual nos preocupamos tanto, o pequeno planeta onde habitamos e está destinado à destruição, a própria galáxia onde se situa o ínfimo sistema solar de que fazemos parte. Tudo irrelevante.
É um tanto engraçado o título Tudo é Irrelevante. Hélio Jaguaribe. Ainda mais quando se sabe que é dirigido pela filha do intelectual, Izabel Jaguaribe, em parceria com Ernesto Baldan. Por que irrelevante?
A coisa se explica logo no começo. Educado na implacável escola de argumentação dos jesuítas, Hélio, atualmente com 94 anos, logo desenvolveu um férreo ateísmo. Atento ao pensamento em abismo sobre o universo, foi-lhe fácil concluir que, diante do infinito do Cosmo e da eternidade, somos apenas um sopro, breve intervalo entre dois nadas - o que precede o nosso nascimento e o que se segue à nossa morte. Em escala, não apenas a nossa vida individual é irrelevante. Irrelevante é também a História humana com a qual nos preocupamos tanto, o pequeno planeta onde habitamos e está destinado à destruição, a própria galáxia onde se situa o ínfimo sistema solar de que fazemos parte. Tudo irrelevante.
sábado, 1 de abril de 2017
Apoiar Temer é péssimo negócio para se eleger em 2018
Renan antecipa tendência de aliança com Lula
Essa aliança foi retratada numa reportagem de Vandson Lima e Fábio Murakawa, do Valor
Estar ao lado de Michel Temer é um péssimo negócio para todos os políticos que precisarem se reeleger em 2018. Como revelou a pesquisa Ipsos, para 90% dos brasileiros, o Brasil segue no rumo errado, com Temer na presidência.
Essa aliança foi retratada numa reportagem de Vandson Lima e Fábio Murakawa, do Valor
Estar ao lado de Michel Temer é um péssimo negócio para todos os políticos que precisarem se reeleger em 2018. Como revelou a pesquisa Ipsos, para 90% dos brasileiros, o Brasil segue no rumo errado, com Temer na presidência.
sexta-feira, 10 de março de 2017
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Extrema-Direita, único setor que realmente faz política hoje
Vladimir Safatle
A democracia liberal como a conhecemos é uma invenção que se consolidou a partir do final da Segunda Guerra Mundial. Ela respondia a um sistema de acordos e equilíbrios entre setores sociais antagônicos. Sua base de sobrevivência foi a capacidade em orientar a política em direção a uma espécie de "luta pela conquista do centro".
sábado, 12 de novembro de 2016
O acerto de contas fascista com a desordem neoliberal
Saul Leblon
Há menos de cinco meses (23/06), os ingleses decidiram virar as costas à religião dos livres mercados globais.
Escolheram o protecionismo, recheado de uma mal disfarçada xenofobia contra imigrantes, como defesa contra o desemprego e as sombrias perspectivas de futuro na ilha de Thatcher.
Nesta 3ª feira (08/11), foi a vez dos norte-americanos. Alguns decibéis acima, eles elegeram o fascismo protecionista e xenófobo, em resposta à frustrada espera de quarenta anos pela redenção neoliberal, que nunca veio.
Assim será por toda a parte, até que uma alternativa melhor se credencie nas ruas, nas urnas e nas lutas sociais.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Vento Norte, professor!
Wellington Calasans
O Vento Norte, que no hebraico é definido como Aquilon ou Tsaphown, é o vento que abre a nossa visão. Aquele que fala do desconhecido e permite a luz do sol, pois faz com que os céus se abram ao afastar as nuvens. E é aí onde o Sol da Justiça começa a se manifestar.
É inegável que o Brasil caminha a passos largos rumo ao “Processo de Congolização”. Com todo respeito ao Congo, mas ninguém pode dizer que as coisas estão boas por lá. E essa nuvem escura que impede que a luz do sol brilhe para todos só poderá ser afastada com a incorporação de exemplos e práticas já testados e comprovados.
O Vento Norte, que no hebraico é definido como Aquilon ou Tsaphown, é o vento que abre a nossa visão. Aquele que fala do desconhecido e permite a luz do sol, pois faz com que os céus se abram ao afastar as nuvens. E é aí onde o Sol da Justiça começa a se manifestar.
É inegável que o Brasil caminha a passos largos rumo ao “Processo de Congolização”. Com todo respeito ao Congo, mas ninguém pode dizer que as coisas estão boas por lá. E essa nuvem escura que impede que a luz do sol brilhe para todos só poderá ser afastada com a incorporação de exemplos e práticas já testados e comprovados.
domingo, 24 de julho de 2016
Nenhum direito a menos
Marcelo Castaneda
O governo interino de Michel Temer (PMDB-SP) está ajeitando a casa ao seu molde e as novidades nada surpreendentes do receituário neoliberal virão assim que for efetivado, no final de agosto. Tudo leva a crer que esse é o cenário mais provável, ainda que dependa do julgamento no Senado. Na última terça (19/07), parece ter alinhavado tudo em jantar com Renan Calheiros (PMDB-AL) e Rodrigo Maia (DEM-RJ). Neste artigo, traço um panorama das ações mais evidentes que estarão em jogo a fim de delinear frentes de luta que sejam específicas e, talvez, ganhem força se adotarem como mote a ideia de “nenhum direito a menos”, a partir de uma defesa da Constituição de 1988.
sábado, 23 de julho de 2016
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Reforma política baseada na ética
"De onde tirar valores éticos universalmente aceitos? Como levar as pessoas a se perguntarem por critérios e valores? Hans Küng sugere que uma base ética mínima deve ser buscada nas grandes tradições religiosas", escreve Frei Betto, frade dominicano, escritor e teólogo.
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