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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Escola de partidos, sem partido ou de partido único? (por Michel Zaidan)


Acabamos de realizar, na semana que passou, um grande seminário sobre o “Centenário da Revolução Russa” (vide o balanço dessa extraordinária experiência histórica nos portais Astrojildo pereira e Maurício Grabois). Foi um evento que contou com a participação de inúmeros estudiosos e pesquisadores das idéias políticas oriundos de várias universidades da região (UFRN,UFAL,UFGC, UFPE e UFPE).

Discutiu-se de uma perspectiva crítica os desdobramentos e desvios daquela grande revolução, com as idéias inspiradoras do movimento. No entanto, o que mais chamou a atenção foi a atitude de um grupo de jovens libertários (anarco punk) que, de maneira muito enfática e agressiva, acusava a mesa de “doutrinação ideológica” pelo simples fato de discutir a ocorrência da revolução e as idéias que ajudaram a fazê-la. Na mesa, havia defensores dos anarquistas e críticos da repressão ao movimento anarquista na Rússia.

sábado, 26 de agosto de 2017

Lula justifica alianças políticas: ‘Gostaria que a esquerda tivesse mais força’

Campo progressista precisa mais cadeiras no parlamento, mais votos.
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista à imprensa alternativa de Pernambuco. (Foto: Instituto Lula)

Rede Brasil Atual

Em entrevista coletiva concedida à imprensa alternativa de Pernambuco na manhã desta sexta-feira (25), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou justificar a formação de alianças políticas para vencer eleições e governar. Questionado sobre a presença de Renan Calheiros em eventos públicos da caravana em Alagoas e a respeito de um eventual apoio a Katia Abreu no Tocantins, ele defendeu a aproximação, ressaltando que composições similares puderam viabilizar diversas iniciativas em seus dois mandatos. “Acho que é importante que o movimento social e a esquerda se preocupem com isso. Quando um partido como o PT procura fazer alianças políticas, só procura fazer essas alianças porque tem clareza de que, sozinho, não ganha as eleições, e, se ganhar, não tem como governar se não tiver maioria no Congresso Nacional. Esse é o dado concreto.”

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A legalização da precariedade

"O homem que virou suco"
Lorena Holzmann

A recente aprovação da reforma da legislação trabalhista no Brasil – que seus defensores preferem chamar de modernização – suprime ou altera mais de 100 artigos da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho – estatuto que regia as relações entre capital e trabalho desde o início da década de 1940. Apenas parte da classe trabalhadora foi, durante esse período, beneficiada por essa legislação, focada tão somente naqueles relacionados com o empresariado na condição de assalariados, com registro formal na carteira de trabalho. Esse documento se constituiu como uma espécie de passaporte, não só aos direitos laborais, mas também à respeitabilidade e à cidadania. Ter uma carteira de trabalho assinada passou a representar a linha divisória entre o trabalhador honrado e o malandro. Até os anos 1960, esses direitos eram exclusivos dos trabalhadores urbanos.


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