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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

“Reformar o país” ; Rene de Carvalho


Mensagem de Rene de Carvalho

amig@s:

Quando ouvia dizer que FHC e o Papa eram comunistas, sorria do evidente absurdo. Aos poucos, entretanto, fui entendendo que havia grupos e movimentos e não tão pouca gente, que sentiram o fim da ditadura como uma derrota. E que não se veem representados no processo que se inicia com o fim da ditadura e tem como referência a Constituição de 1988. Ou seja: não se reconhecem na Nova República e, consequentemente, nos governos FHC e é claro, Lula e Dilma. Não ocuparam postos expressivos em nenhum desses governos além de terem sido inúmeras vezes preteridas em ministérios e instituições públicas. Para eles, voltar décadas atrás é voltar a esses tempos.


sábado, 11 de novembro de 2017

As três visões em disputa na eleição de 2018


Por Antônio Augusto de Queiroz, no site do Diap:

Nas eleições gerais de 2018, o eleitor terá de optar por uma das três seguintes visões sobre o papel do Estado: 1) o Estado de bem-estar social, 2) o Estado liberal-fiscal e o 3) Estado penal. Para cada um desses desenhos de Estado haverá candidatos competitivos.

A primeira pressupõe um Estado capaz de garantir diretamente ao cidadão, do nascimento à morte, o fornecimento de bens e serviços, como acesso a saúde, educação e segurança gratuitas, e indiretamente, por meio da regulação, da igualdade de oportunidades para que possa ascender econômica, cultural e socialmente.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

O fascismo nos convida para jantar

Wagner Braga Batista*

Ao adentrar num supermercado, deparei-me com uma cena grotesca. Duas mulheres, jovens, esbravejavam, ostensivamente. Uma delas gritava:

- Esta comida não se dá nem pra porco.

Prosseguiu:

- Ainda bem que AINDA não sou militar. Se fosse quebrava tudo.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Direitos roubados: o fim do breve ciclo de cidadania social no Brasil

Eduardo Fagnani

Qual a legitimidade desse governo para implantar a "toque de caixa" um projeto liberal ao extremo que interditará o futuro do País?

Desde o primeiro momento, as classes dirigentes conspiraram para impedir ou sepultar a Constituição

Há menos de cem anos, a sociedade brasileira era majoritariamente formada por analfabetos rurais submetidos aos resquícios da escravidão. A natureza da cidadania no Brasil é o avesso de outras experiências nacionais, como a Inglaterra, por exemplo, onde os direitos civis, os direitos políticos e os direitos sociais foram consagrados nos séculos XVIII, XIX e XX, respectivamente. Aqui, ironicamente, os "direitos sociais" precederam os demais, emergindo a partir de 1930 e inaugurando uma longa etapa de "cidadania regulada" pelo Estado patrimonialista.

sexta-feira, 24 de março de 2017

“A era do humanismo está terminando” –

Achille Mbembe

Achille-Mbembé - é historiador, pensador pós-colonial e cientista político de Camarões

“Outro longo e mortal jogo começou. O principal choque da primeira metade do século XXI não será entre religiões ou civilizações. Será entre a democracia liberal e o capitalismo neoliberal, entre o governo das finanças e o governo do povo, entre o humanismo e o niilismo”, escreve Achille Mbembe. E faz um alerta: “A crescente bifurcação entre a democracia e o capital é a nova ameaça para a civilização”.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Revolução pernambucana: República em Pernambuco durou 75 dias


Renato Cancian

A Revolução pernambucana de 1817 foi o último movimento de revolta anterior à Independência do Brasil. Mas, diferentemente de todos os outros movimentos sediciosos que eclodiram no período colonial, a Revolução pernambucana conseguiu ultrapassar a fase conspiratória e atingir a etapa do processo revolucionário de tomada do poder. As causas da Revolução pernambucana estão intimamente relacionadas ao estabelecimento e permanência do governo português no Brasil (1808-1821).

sábado, 30 de julho de 2016

Muita gente fala em estado mínimo e gosta de ter contas pagas pelo governo

Vladimir Safatle 

 Uma das poucas ideias a orientar as ações do dito "governo" Temer é desmontar, o mais rápido possível, toda a estrutura de direitos trabalhistas e serviços públicos do Estado em nome da "austeridade".

O jogo é velho como a roda e consiste em vender à população a ideia de que a manutenção de serviços públicos e direitos é sinônimo de gastança, de abuso e de privilégio.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Alternativas são Possíveis


Chico Alencar

O Brasil, dos anos 30 até o final do século passado, foi o país que mais cresceu no mundo do ponto de vista urbano-industrial. 


Consolidando, é verdade, uma sociedade profundamente desigual.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Liberais, libertários e marxistas na geleia geral brasileira



Luiz Eduardo Soares



1. A onda conservadora no Congresso, sob a batuta do que há de pior no PMDB — que ocupou o espaço deixado vazio pela desmoralização do PT e do governo —, ameaça tanto as conquistas sociais e os direitos civis e trabalhistas, quanto a crise provocada pelo bonapartismo arrogante e obscurantista de Dilma. A pauta reacionária no Parlamento inclui a consagração da terceirização, a redução da idade de imputabilidade penal e a revogação dos avanços no controle de armas. Por sua vez, os efeitos da crise econômica podem vir a dilapidar a redução das desigualdades e o aumento da renda dos mais vulneráveis, gerando desemprego e decepções em larga escala.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Autonomia do BC pode prejudicar reforma tributária

Najla Passos

Brasília - Dar autonomia ao Banco Central pode significar a interdição completa da agenda de uma reforma tributária progressiva, que contribua com a justiça social. Quem afirma é o professor da Pós-graduação em Políticas Públicas da Universidade de Brasília (UnB), Evilasio Salvador, autor do estudo “As implicações do sistema tributário brasileiro nas desigualdades de renda”, lançado nesta quinta (11) pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A USP nas areias do Templo de Salomão


Christian Ingo Lenz Dunker.

Pode ser uma inverdade, mas neste terreno a especulação tem força de lei.

Diz-se que a terra contaminada que ocupava a área na qual foi construído o Novo Templo de Salomão, mais recente edificação religiosa da Igreja do Bispo Edir Macedo, foi removida para o aterro no qual se estabeleceu a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, a EACH. Desta maneira a assim chamada USP-Leste anda pelas areias do deserto, qual Moisés em busca da terra prometida, sem lugar para continuar seu projeto inovador, enquanto se inaugura, na mesma cidade, o mais imponente santuário da fé.

domingo, 24 de novembro de 2013

Marxismo e natureza humana


Para argumentar que capitalismo é inevitável, seus defensores associam ser humano a cobiça, rivalidade e ostentação. Marx desmontou tal crença

Valério Arcary

Se se entende que toda transgressão contra a propriedade, sem entrar em distinções, é um roubo, não será um roubo toda a propriedade privada? Acaso minha propriedade privada não exclui a todo terceiro desta propriedade?
Não lesiono com isso, portanto, seu direito de propriedade? 
[1]
Karl Marx, Os debates na Dieta Renana sobre as leis castigando os roubos de lenha

O argumento que defende a justiça da propriedade privada foi sempre a pedra angular do liberalismo.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Alguém disse totalitarismo?


 Slavoj Žižek


A Boitempo acaba de lançar Alguém disse totalitarismo? Cinco intervenções no (mau) uso de uma noção, de Slavoj Žižek. 

No livro, o filósofo esloveno desmascara toda uma estratégia retórica capciosa e revela uma série de semelhanças entre o totalitarismo e a democracia liberal moderna. Como noção ideológica, o totalitarismo sempre teve uma função estratégica precisa: garantir a hegemonia liberal ao rejeitar a crítica de esquerda de que a democracia representativa seria o reverso das ditaduras fascistas de direita.

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