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sexta-feira, 9 de março de 2018

Conselhos Tutelares e crianças indígenas

MS: o racismo já separa as famílias indígenas

Em afronta aos direitos dos guaranis e kaiowás e à Constituição, Conselhos Tutelares retiram crianças de seus grupos e as internam em abrigos onde sua cultura é repudiada. Denúncia do CIMI é levada à OEA

Por Guilherme Cavalli, no site do CIMI (Conselho Indigenista Missionário)

No Mato Grosso do Sul (MS) o integracionismo, realidade ligada à aculturação e assimilação, assumiu dissimuladamente o teor de política pública. Vítimas do racismo sistemático que perdura cinco séculos, os povos indígenas enfrentam historicamente diversas violências – desde invasão dos territórios tradicionais até as políticas de “embranquecimento”. Hoje, o estado com 92% do seu território como propriedade privada, dos quais 83% são latifúndios, faceia políticas etnocídio.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

CPI contra a Funai, Incra, índios e sem-terra

Deputados ruralistas passaram, como tratores, por cima da Constituição e do Regimento Interno da Câmara, conduzindo o inquérito parlamentar de modo a silenciar vozes discordantes, e a realçar suas próprias vozes, repetindo o que sempre disseram. O único fato certo e determinado da investigação é que a Funai é um obstáculo a ser removido, no caminho que seguem para extinguir os direitos dos índios sobre as terras de ocupação tradicional.

A CPI fez o que não podia, e não fez o que devia.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Jagunços massacram indígenas no MA. Polícia assiste

Ataque ocorreu no domingo, quando terminava protesto. Vários índios baleados e esfaqueados: dois tiveram mãos decepadas. PMs omitiram-se. Parlamentar ligado aos Sarney envolvido

Outras Palavras

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

“Na defesa de direitos, é inevitável enfrentar debates espinhosos”


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No futuro próximo, é provável que os defensores de direitos humanos tenham sérios problemas de enxaqueca ao recordar do ano de 2015. Os retrocessos patrocinados pelo Congresso mais conservador desde o fim da ditadura repercutem negativamente em toda a comunidade internacional.

Recentemente, relatores das Nações Unidas e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos demonstraram fortes objeções ao projeto de lei que pretende tipificar o crime de terrorismo no Brasil, com brechas para a criminalização de movimentos sociais. Pouco antes, o Sistema ONU manifestou preocupação em relação ao excludente Estatuto da Família. O Unicef e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, por sua vez, há tempos alertam para a inconveniência de reduzir a maioridade penal.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Na Força dos Encantados



Egon Dionísio Heck

"Vamos dar continuidade à luta dos povos indígenas do Brasil na defesa dos nossos direitos conquistados na Constituição de 1988. Não pensem os ruralistas e outros mais, que não somos capazes de lutar com todas as nossas forças por aquilo que julgamos ser melhor para nossos povos e nosso País. Não queremos que outros povos passem o que nós do nordeste passamos nesses 500 anos. Contamos com a força dos encantados, dos seres de luz, dos espíritos dos guerreiros, dos pajés e com todas as lideranças e lutadores dos nossos povos”.

domingo, 20 de setembro de 2015

“Em 2015, Somos Todos Indígenas” ou Genocidas?


"Em 2015, e enquanto minimamente todas as terras indígenas não forem demarcadas, enquanto a saúde e a educação indígena não forem realmente diferenciadas, enquanto as crianças indígenas morrerem de desnutrição, enquanto as cestas básicas não chegarem nos acampamentos dos Guarani no Mato Grosso do Sul, enquanto este povo continuar recordista de suicídios de jovens e assassinatos de lideranças, e enquanto o Brasil permanecer destaque nas violações dos direitos indígenas fundamentais, seria vergonhoso dizer que SOMOS TODOS INDÍGENAS, ainda mais como mote desses Jogos Mundiais, melhor seria dizer: SOMOS TODOS GENOCIDAS!", escrevem Andrey Brito e Carol Hilgert, em artigo publicado no portal do Conselho Indigenista Missionário - CIMI, 18-09-2015.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Na cama procustiana de Dilma



Há séculos a ‘cama de Procusto’ do Estado brasileiro vem buscando ‘ajustar’ os povos indígenas a suas justas medidas: escravidão, exploração das riquezas, violência, invasões multidimensionadas do corpo, da mente e dos territórios. E os ajustes são sempre na perspectiva procustiana de que a justa medida é sempre ‘do outro’, do branco português, do militar ou do civil golpista, do capital transnacional, que da prata de Potosí ao petróleo amazônico tem por justa medida a exploração exaustiva dos recursos ambientais para o enriquecimento de alguns. 

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