Mostrando postagens com marcador racional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador racional. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

ESTOMAGO: NA HORA DA MESA, HÁ DIFERENÇA ENTRE OS QUE QUEREM MATAR A FOME E OS QUE SACIAM SEU PALADAR


Wagner Batista

Nos anos 1970, Celso Furtado, paraibano de Pombal, discorreu sobre carências. Sobre a profunda diferença que existe entre a falta de uma garrafa de vinho e um naco de pão numa mesa familiar. O decisivo em eleições não é o estomago dos que têm fome, mas o apetite insaciável dos pantagruéis que definem o cardápio político, a agenda do judiciário, as regras e o resultado do jogo de cartas marcadas..

Razão não depende de geografia

No imaginário nacional, o Nordeste segue como a terra que vota com o estômago

Fabiana Moraes 

Somos um país de pobres que detesta a pobreza. Aprendemos que ela é abjeta e que em seu interior há pouca chance de dignidade. “Cara de pobre”, “coisa de pobre”, “pobreza pega”. O que é dito como brincadeira guarda seus enunciados de verdade. Logo, é comum soltar um “os pobres precisam parar de ter filhos”.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Lula e o pânico dos analistas dissimulados

Aldo Fornazieri

O golpe que derrubou Dilma trouxe consigo muitas mazelas: erosão da democracia, crise institucional, decomposição política e moral do país, um governo criminoso rejeitado por quase a unanimidade nacional, revogação de direitos e cancelamento de políticas públicas sociais, destruição da pesquisa científica e da cultura. Mas as mazelas não param ali. Já no processo do impeachment se multiplicou o número de analistas na mídia e de mercado, explícita ou envergonhadamente neogolpistas, que passaram a falar em nome de uma certa neutralidade científica, de uma equidistância do objeto analisado a crise. Essa suposta neutralidade só tem duas explicações: ou se trata de gente que não entende a natureza das teorias sociais e políticas ou de gente que usa um ardil para dissimular as suas posições, despossuídos da coragem de assumi-las.

quarta-feira, 15 de março de 2017

É racional parar de dialogar

Vladimir Safatle


Faz parte de uma certa leitura hegemônica da vida social moderna a ideia de que a razão se realiza necessariamente na vida social por meio da consolidação de um horizonte de diálogo.


Assim, uma sociedade cujas instituições e práticas são racionais seria necessariamente capaz de regular seus conflitos a partir da capacidade de exigir dos sujeitos a explicitação de suas razões para agir e a avaliação de tais ações a partir da procura do melhor argumento. Ou seja, a razão nos permitiria orientar nossas ações a partir do consenso possível produzido pela procura do melhor argumento.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Precisamos de emoção. É dela que se faz a consciência

Fernando Brito

Do Facebook de Nilson Lage, uma cabeça lúcida, do alto da qual mais de 50 anos de jornalismo contemplam a realidade:

O debate que se trava nesta campanha eleitoral não faz sentido.

De um lado,o discurso racional. Os resultados econômicos são bons; o êxito social, espetacular; as perspectivas, de estabilidade em curto prazo e sucesso adiante. Cuida-se de provar e comprovar isso.

Do outro, as formas e narrativas apontam para o imaginário.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Demagogia

Vladimir Safatle

Na semana passada, o colunista desta Folha Vinicius Torres Freire achou por bem tentar desqualificar minha defesa da cobrança do IPVA para embarcações de lazer e esporte, helicópteros e outras aeronaves privadas.


Aproveitando-se de uma imprecisão –que reconheço– a respeito do montante aproximado do valor arrecadado, ele termina por concluir que propostas dessa natureza seriam demagógicas e irrelevantes, pois desproporcionais a respeito da relação entre meios e fins. Melhor seria discutir o "crescimento do PIB", em vez de perder tempo a debater desigualdade econômica.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...