Cada povo tem os heróis que merecem. Sobretudo os de pés de barro, mercenários, apátridas, sonegadores de impostos et caterva. Disse uma vez um antropólogo que a fantasia do herói tem a ver com a necessidade de uma projeção positiva e otimista que faz toda nação. É como dissesse: um país sem heróis, não tem auto-estima, auto-respeito ou uma identidade social positiva. Ocorre que no Brasil, os heróis são negativos. Não positivos. Não condensam ou exprimem anseios nobres ou civilizatórios. Mas têm rabo de palha, teto de vidro, os pés de barros. Notabilidades construídas pelo esforço "desinteressado" da mídia e redes sociais.
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segunda-feira, 18 de junho de 2018
O messianismo de chuteiras ou deus salve a seleção.
Michel Zaidan Filho
Cada povo tem os heróis que merecem. Sobretudo os de pés de barro, mercenários, apátridas, sonegadores de impostos et caterva. Disse uma vez um antropólogo que a fantasia do herói tem a ver com a necessidade de uma projeção positiva e otimista que faz toda nação. É como dissesse: um país sem heróis, não tem auto-estima, auto-respeito ou uma identidade social positiva. Ocorre que no Brasil, os heróis são negativos. Não positivos. Não condensam ou exprimem anseios nobres ou civilizatórios. Mas têm rabo de palha, teto de vidro, os pés de barros. Notabilidades construídas pelo esforço "desinteressado" da mídia e redes sociais.
Cada povo tem os heróis que merecem. Sobretudo os de pés de barro, mercenários, apátridas, sonegadores de impostos et caterva. Disse uma vez um antropólogo que a fantasia do herói tem a ver com a necessidade de uma projeção positiva e otimista que faz toda nação. É como dissesse: um país sem heróis, não tem auto-estima, auto-respeito ou uma identidade social positiva. Ocorre que no Brasil, os heróis são negativos. Não positivos. Não condensam ou exprimem anseios nobres ou civilizatórios. Mas têm rabo de palha, teto de vidro, os pés de barros. Notabilidades construídas pelo esforço "desinteressado" da mídia e redes sociais.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Grzybowski: Começo de ano
Cândido Grzybowski
O começo de ano é sempre carregado de muito simbolismo e motivação. O ano que já passou não pode mais ser mudado, mas pode ser reavaliado e reinterpretado, despertando a vontade para um novo amanhã. Afinal, o que vem aí não está automaticamente determinado, mesmo que o contexto pareça sinalizar que o desejado não está à porta. Agir sempre pode mudar o que está por chegar. A ação humana coletiva é resultado de combinações múltiplas e de muitas possibilidades entre as circunstâncias históricas dadas e a vontade de intervir nelas e de mudá-las. Sem dúvida, de um ponto de vista de democracia radical e de busca da sustentabilidade socioambiental, herdamos de 2017 um contexto de gigantescos retrocessos no Brasil e no mundo inteiro. No entanto, como se diz no meu rincão lá do Rio Grande, “não está morto quem peleia”. Lutar acreditando que outro amanhã pode se tornar possível, mesmo se neste início de 2018 isso possa parecer inalcançável, é uma questão de cidadania, de vontade política, de resistir e imaginar sempre.
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Lula atua como fio condutor da nação consigo mesma
O cientista político Gilberto Maringoni, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), retrata com nitidez a caravana do ex-presidente Lula pelo Nordeste; "Lula fura todas as bolhas e parece galvanizar uma vontade coletiva dos que perderam a esperança, numa espécie de retomada de um fio condutor da Nação consigo mesma", diz Maringoni; "Desesperançados e desesperados se ligam em sua pessoa, na busca de incertos "bons tempos" existentes no imaginário coletivo e no diferencial do que é a hecatombe do governo Temer com seus anos no Planalto"
sábado, 23 de agosto de 2014
O Maoísmo é um ato de vontade
Macizo, absorto, napoleónico, Mao dominaba la escena desde la cubierta de un barco, en el punto donde las aguas del Yan-tse se arremolinan frente a la negra ciudad industrial de Wu Han; cerca de ahí, en medio de una mancha verde, se oculta el retiro favorito del Emperador rojo.
Vestido de una salida de baño ornada con elegantes dibujos de la fauna y la mitología chinas, saludó lentamente un asombroso espectáculo de revista acuática, 5.000 atletas que nadaban en apretadas filas, un vasto cardúmen de arenques humanos que enarbolaba sentenciosos carteles de papel, uno de los cuales advertía: "¡Los imperialistas están molestando a China de tal modo que China tiene que tratarlos duramente!" Un grupo de 200 escolares se las arreglaba para nadar y cantar al mismo tiempo: "Somos los sucesores de la causa comunista".
sábado, 12 de abril de 2014
Negri: Deve haver uma maneira de reconhecer a derrota sem sermos derrotados
Do estudo de Espinosa à inspiração na poética de Leopardi, o projeto negriano encontra “o pleno do ser comum” entre o vazio inicial e o nada final
Giuseppe Cocco
É sempre difícil escrever em pouco espaço sobre um autor tão complexo. Ainda mais quando se trata de um amigo e parceiro. Contudo, o que vivenciamos no Brasil desde junho de 2013 torna essa tarefa mais desejável e até urgente. Não cabe aqui apresentar o conjunto do pensamento do Negri, desde sua participação na renovação heterodoxa do marxismo da década de 1960 até o período de seu diálogo com o pós-estruturalismo francês, passando pela autonomia operária da década de 1970, a prisão, o exílio, e novamente a prisão. Mas podemos tentar apresentar alguns pontos que nos parecem particularmente atuais na conjuntura brasileira dos desdobramentos do levante de junho de 2013, o que faremos em três momentos: (1) a persistência do perspectivismo revolucionário; (2) o método da tendência; (3) uma avaliação de algumas das teses de GlobAL, o livro que escrevemos juntos sobre o impacto da globalização (da constituição imperial) na América Latina.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
O mistério da santidade
Carlos Heitor Cony
Abordei, tempos atrás, de maneira bastante ligeira, em uma crônica, o problema da santidade. Isso me valeu algumas descomposturas de damas e mães de família, pressurosas em espinafrar um homem "que não entende nada de santidade" e que se mete, com imprudente constância, a falar no assunto.
Abordei, tempos atrás, de maneira bastante ligeira, em uma crônica, o problema da santidade. Isso me valeu algumas descomposturas de damas e mães de família, pressurosas em espinafrar um homem "que não entende nada de santidade" e que se mete, com imprudente constância, a falar no assunto.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Das Antigas e das Novas Tábuas
Nietzsche
Ó! Meus irmãos! Ao ensinar-vos que deveis ser para mim criadores e educadores — semeadores do futuro — invisto-vos de uma nova nobreza; não é, na verdade, nobreza que possais comprar como bufarinheiros, e com ouro de bufarinheiros, porque tudo quanto tem preço, pouco valor tem.
O que vos honrará para o futuro não será a origem donde vindes, mas o tempo para onde ides!
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