Moysés Pinto Neto provoca: “Vivemos um momento extraordinário. Tudo está em aberto. A decomposição do instituído é nossa grande oportunidade”
Moysés Pinto Neto
A década passada foi inegavelmente um grande momento para o Brasil. O bolo cresceu e foi distribuído também aos pobres, promovendo um deslocamento na estrutura de classes brasileira e uma reconquista da autoestima nacional. O que hoje é regra, a depreciação do Brasil, tinha virado cafonice. Nosso país tornava-se um dos projetos de futuro mundial, invertendo a equação colonizada de que deveríamos copiar tudo do Norte. Durante a crise de 2008, víamos as economias de lá despencarem enquanto vivíamos nosso melhor momento, podendo até tripudiar a crise chamando-a de “marolinha”. Por todo o mundo, o Brasil era visto como potencial modelo porque combinava uma nova estabilidade institucional, conquistada pela Constituição de 1988 e transição serena entre tucanos e petistas, estabilidade econômica, com responsabilidade fiscal, controle da inflação e crescimento, e um caldeirão sociocultural e ambiental ainda inexplorado, mas cheio de vitalidade.
Mostrando postagens com marcador patrimonialismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador patrimonialismo. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 26 de maio de 2017
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Burguesia brasileira: Mas que burguesia?
![]() |
| Venceslau Pietro Pìetra, Piaimã |
Sem missão histórica nenhuma a cumprir, a aliança cordial entre a burguesia emergente na era Vargas e o velho patronato resultou no reforço do estatuto colonial e nessa condição de colônia de exploração na qual o Brasil é um grande negócio. Este é seu sentido e sua posição dentro da divisão internacional do trabalho
sexta-feira, 11 de março de 2016
Zaidan: O dilema patrimonialismo X republicanismo no Brasil
É rica e variada a ensaística brasileira que trata da herança portuguesa ligada ao Patrimonialismo. Nomes como Sérgio Buarque de Holanda, Raimundo Faoro, Simon Schwartz, Oliveira Viana, Nestor Duarte constituem uma galeria de estudiosos das instituições políticas brasileiras, com uma profunda ênfase no uso privado, familista dos bens públicos e sua distribuição aos parentes, contraparentes, cupinchas, apaniguados e que tais. Essa tradição analítica foi consideravelmente ampliada com os últimos ensaios de Francisco de Oliveira e o último livro de Faoro sobre o liberalismo no Brasil. Oliveira fala de uma burguesia de Estado, que só acumula capital através de uma relação simbiótica com o Estado e suas políticas de “socialização das perdas”. Burguesia cartorial, da corrupção e da sonegação fiscal; dos grandes e pequenos negócios com os agentes públicos. Empresas que criam fundações humanitárias para esconder a face podre dos desvio do dinheiro público através da participação em grandes obras públicas.
sábado, 12 de setembro de 2015
Michel é nossa voz: irrestrita solidariedade a Michel Zaidan
Wagner Braga Batista*
Nosso querido Michel, mais uma vez, é alvo dos costumeiros ataques das oligarquias pernambucanas.
O incansável paladino das boas causas, mais uma vez, defronta-se com espectros da nossa cultura política. Com horrores, que se disseminam pelo nosso país. Que assolam os quatro ou cinco poderes constitucionais, as chamadas instituições republicanas e chegam às pirambeiras íngremes, onde estão empoleiradas algumas de nossas centrais sindicais e associações de classe.
Nosso querido Michel, mais uma vez, é alvo dos costumeiros ataques das oligarquias pernambucanas.
O incansável paladino das boas causas, mais uma vez, defronta-se com espectros da nossa cultura política. Com horrores, que se disseminam pelo nosso país. Que assolam os quatro ou cinco poderes constitucionais, as chamadas instituições republicanas e chegam às pirambeiras íngremes, onde estão empoleiradas algumas de nossas centrais sindicais e associações de classe.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Democracia e cidadania
José Antonio Segatto
A vitória da Aliança Democrática, há exatamente três décadas (15 de janeiro de 1985), no colégio eleitoral, ao eleger para a Presidência da República Tancredo Neves e, como vice, José Sarney, encerrou um ciclo de 21 anos de regime ditatorial e demarcou a transição para o Estado de Direito Democrático. Constituiu-se, ademais, no momento extraordinário do desfecho do longo e complexo processo de transição democrática que, com avanços e retrocessos, culminou com a promulgação da Constituição de 1988.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Zaidan: O Estado não é um prolongamento da família
Michel Zaidan Filho:
Seguindo as lições de Hegel, Weber e o nosso brasileiríssimo Sérgio Buarque de Holanda - o pai de Chico Buarque de Holanda - a matriz formadora do estado brasileiro é a moral da família, ou a ética de Antígona, onde os deveres e as lealdades de sangue se sobrepõe as do Estado republicano. Diz o historiador paulista que o patrimonialismo é a marca registrada das nossas instituições políticas locais e nacionais. Os chefes políticos e oligarcas pensam que o Estado é um mero prolongamento da organização familiar. E agem, segundo o famoso dito popular: "amigos e parentes, tudo. Aos inimigos, os rigores da lei".
terça-feira, 29 de julho de 2014
Coronelismo e Oligarquias continuam vivos na Paraíba
Votos vendidos
Jaldes Menezes
A grande marca histórica do Brasil é que o nosso país jamais passou por um processo de revolução burguesa em termos clássicos, de ruptura com o antigo regime senhorial e patrimonialista. Nos termos de Florestan Fernandes, o Brasil viveu um acelerado processo de transformação capitalista – principalmente depois de 1930 –, no qual a presença do espectro da revolução política se fez na forma contraditória das sombras da ausência.
Embora esteja longe de abranger toda a realidade, nossos modelos de análise, portanto, não devem desprezar as categorias do período da República Velha – a vigência do coronelismo e das oligarquias. Ninguém vai passar pelo vexame do anacronismo. Subsiste uma parte de verdade na análise de resistência de uma parte deletéria do passado: em tempos de rede sociais, as práticas oligárquicas continuam vivas, especialmente nos períodos de campanha eleitoral.
Jaldes Menezes
A grande marca histórica do Brasil é que o nosso país jamais passou por um processo de revolução burguesa em termos clássicos, de ruptura com o antigo regime senhorial e patrimonialista. Nos termos de Florestan Fernandes, o Brasil viveu um acelerado processo de transformação capitalista – principalmente depois de 1930 –, no qual a presença do espectro da revolução política se fez na forma contraditória das sombras da ausência.
Embora esteja longe de abranger toda a realidade, nossos modelos de análise, portanto, não devem desprezar as categorias do período da República Velha – a vigência do coronelismo e das oligarquias. Ninguém vai passar pelo vexame do anacronismo. Subsiste uma parte de verdade na análise de resistência de uma parte deletéria do passado: em tempos de rede sociais, as práticas oligárquicas continuam vivas, especialmente nos períodos de campanha eleitoral.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Os novos humanistas e a nova catequese
Petrarca (1304-1374): o homem como centro de toda ação e agente de mudanças sociais.
Políticos e governantes de extração mais humanista, presentes em partidos do campo da chamada esquerda, tais como PT, PCdoB, PSB e PSOL, vem pouco a pouco mudando o jeito de pensar e governar esse país. A prioridade hoje está, finalmente, centrada nas classes menos abastadas e favorecidas.
Assinar:
Postagens (Atom)





.jpg)

