sexta-feira, 22 de abril de 2016

Besta é tu


A grande dúvida constitucional de que o supremo fugirá


Wanderley Guilherme dos Santos

Avalio como inoportuna, inviável, e ilegal, exceto se por decisão do Superior Tribunal Eleitoral, a sugestão à esquerda de que reivindique “eleições, já”. Inoportuna porque lançada em meio ao processo decisório, primeiro, do Senado da República, e depois, se for o caso, do Supremo Tribunal Federal; inviável porque a Câmara, os partidos que votaram de forma truculenta a favor do impedimento de Dilma Rousseff, não irão introduzir tal mudança na Constituição; e ilegal porque se trata de mudança na regra do jogo ao fim do segundo tempo. Perder a bandeira da legalidade é presentear os golpistas com o argumento de que não dispõem e buscam desesperadamente forjar: o de que a presidente Dilma comete crime de responsabilidade, atentando contra a letra da Carta Magna. E sem ele não há justa causa para a violência impeditiva.

Safatle: Sob o olhar do mundo


Vladimir Safatle

Dilma está absolutamente certa em querer ir à ONU denunciar o golpe de Estado brasileiro. Sensibilizar a opinião pública mundial para o que está ocorrendo em nosso país é obrigação de todos os que querem uma democracia real no Brasil. Afinal, é sintomático que a imprensa mundial não tenha engolido o enredo do impeachment como prova de força da democracia brasileira, nem o enredo das "pedaladas fiscais" como crime supremo e o carnaval macabro do Congresso de Cunha como festa cívica da moralidade nacional. Tal cenário não é a expressão da consolidação democrática, mas a degradação final das ilusões políticas gestadas na Nova República.

Ensina a teu filho

 Frei Betto
 

“Ensina a teu filho que o Brasil tem jeito e que ele deve crescer feliz por ser brasileiro.

Há neste país juízes justos, ainda que esta verdade soe como cacófato. Juízes que, como meu pai, nunca empregaram familiares, embora tivessem filhos advogados. Jamais fizeram da função um meio de angariar mordomias e, isentos, deram ganho de causa também a pobres, contrariando patrões gananciosos ou empresas que se viram obrigadas a aprender que, para certos homens, a honra é inegociável.

A rua é nosso lugar, lutar vale a pena


O braço armado da lei, inútil e inoperante



O braço armado da lei positivo e operante


A Crise no Brasil


quinta-feira, 21 de abril de 2016

Heil ! Globo


D. Helder: Consciência ingênua e consciência crítica


Meus queridos amigos,

D. Helder Câmara

Consciência é luz que Deus nos deu é que somos obrigados a seguir. Mas existe a obrigação de cada um, de acordo com suas posses, de procurar ter a consciência vendo claro e vendo certo. Vejam, através de exemplos práticos, a diferença entre consciência ingênua e consciência crítica.

A consciência ingênua não procura as causas nem as consequências dos fatos e dos problemas sociais. A consciência crítica está numa constante procura das causas e das consequências dos problemas.

"PELOS (de ratos)


Pelos povos brasileiros

De Norte a Sul, Leste e Oeste

Pelos heróis do Nordeste

Por proletários guerreiros

Pelo suor dos roceiros

Pelo pão de cada dia

Pela carta de alforria

Festejada na senzala

E um Brasil que não se cala:

Meu NÃO para a hipocrisia!


Lula é atacado pelas lacraias que previlegiou


 
Milton Temer
 
O ministro Toffoli, do Supremo, é o exemplo mais gritante. Assessor de segunda linha da bancada do saudoso PT durante o mandriando tucano de FHC, virou advogado de campanha lulista em 2002. Ascendeu ao Planalto como carregador de mala e, de um momento a outro, surpreende a todos quando indicado por Lula para o STF. Surpreendeu porque sua biografia era conhecida. E não abonava a indicação.
 

Temer propõe fim do aumento do salário mínimo, aposentadorias e cortes na educação e saúde



Mais do que o impeachment de Dilma, o que está em jogo é a volta, ainda que provisória, da eleição indireta para presidente da República. Em 1992, buscava-se retirar Fernando Collor de Mello do poder — a ascensão do vice, Itamar Franco, não era o objetivo principal de daquele processo.
 

Pressão sobre o movimento sindical e os direitos trabalhistas


Antônio Augusto de Queiroz (*)

A autonomia financeira do movimento sindical e os direitos dos trabalhadores estão sendo objeto de uma investida dos conservadores e neoliberais no âmbito do Congresso Nacional, com pedidos de CPIs e de fiscalização pelo Tribunal de Contas da União sobre o emprego das finanças das entidades sindicais, especialmente das centrais.

“Corinthiano-Ladrão”, ou, a política que começa na segregação e termina na violência




Por Christian Ingo Lenz Dunker.

“Corinthiano Ladrão”. Apesar de ser palmeirense praticante, jamais acusaria alguém desta forma. Nesta aparentemente simples e corriqueira exclamação, ardorosamente repetida nos estádios de futebol, está contida toda a lógica do preconceito. Ela sugere que existe um nexo lógico entre pertencer a um grupo, definido por uma afinidade eletiva, e praticar certa a atitude de cunho moral – no caso, criminosa. Se no enunciado digo “este sujeito é corinthiano e é ao mesmo tempo ladrão” na afirmo implicitamente que “existe um nexo lógico e causal que liga um fato a outro”. Julgar alguém pela sua pertinência a uma classe, grupo ou massa é, de certa maneira, destituir este alguém como sujeito e transformá-lo em mais um. Uma vez realizada tal operação, a lógica do preconceito tende a se perpetuar porque ela é performativa e auto-realizadora.
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