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quinta-feira, 21 de abril de 2016

“Corinthiano-Ladrão”, ou, a política que começa na segregação e termina na violência




Por Christian Ingo Lenz Dunker.

“Corinthiano Ladrão”. Apesar de ser palmeirense praticante, jamais acusaria alguém desta forma. Nesta aparentemente simples e corriqueira exclamação, ardorosamente repetida nos estádios de futebol, está contida toda a lógica do preconceito. Ela sugere que existe um nexo lógico entre pertencer a um grupo, definido por uma afinidade eletiva, e praticar certa a atitude de cunho moral – no caso, criminosa. Se no enunciado digo “este sujeito é corinthiano e é ao mesmo tempo ladrão” na afirmo implicitamente que “existe um nexo lógico e causal que liga um fato a outro”. Julgar alguém pela sua pertinência a uma classe, grupo ou massa é, de certa maneira, destituir este alguém como sujeito e transformá-lo em mais um. Uma vez realizada tal operação, a lógica do preconceito tende a se perpetuar porque ela é performativa e auto-realizadora.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Corintianos vão lutar pelos direitos humanos? Ou apenas pelos direitos dos manos?



Menon


A cidadania tem muito a comemorar com a libertação de sete dos 12 corintianos que estavam presos, sem julgamento, há 106 dias em Oruro, na Bolívia. Aliás, chamá-los de corintianos é uma redução. São brasileiros que estavam presos injustamente. Como eu sei? Ora, o garoto Kevin foi assassinado com o disparo de um sinalizador. Como podem ser presas 12 pessoas? No mínimo, onze são inocentes. E algumas delas tinham como comprovar que não estavam no estádio no momento do disparo.
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