sábado, 5 de abril de 2014

Último Conselho





Chá de Sumiço e Outros Poemas Assombrados

André Ricardo Aguiar

Campo de Concentração no Brasil ?


A ocupação da maré e o Estado Autoritário de Direito


Léo Lince


Os militares de pensamento democrático (eles existem, basta rememorar os punidos em 64) sempre foram radicalmente contrários ao uso das forças armadas no papel de polícia. Ancorados por inúmeras lições da história, acontecidas aqui mesmo no Brasil e pelo mundo afora, eles sustentam sua tese em posições de princípio e na análise dos resultados concretos, nefastos na totalidade dos casos, de semelhantes intervenções.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Paulo Vannuchi sobre a ditadura: “Era preciso virar a página”


Marilza de Melo Foucher

Vannuchi é um intelectual brasileiro com destaque na área de Direitos Humanos

Paulo Vannuchi é graduado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e tem mestrado em ciência política também na USP. Foi ministro de Estado Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República de dezembro de 2005 a dezembro de 2010. Ele foi entrevistado, com exclusividade para o Correio do Brasil.

ANPR: A Lei da Anistia não nos serve


Alexandre Camanho de Assis: "É evidente, hoje, que a lei da anistia não nos serve"

Presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) fala sobre os desafios da consolidação do Estado de Direito.

Fábio de Sá e Silva e Alexandra Martins


Criado pela Constituição de 1988, o Ministério Público tem atraído grande atenção dos estudiosos do sistema de justiça brasileiro. Dotado de poderes e atribuições singulares, o órgão se colocou como um dos principais representantes do “interesse público” a partir da promulgação da Carta. Isso traz oportunidades, mas também cria expectativas sociais.

AMB: Judiciário não pode esquecer maldades contra a sociedade


João Ricardo dos Santos Costa: Judiciário não pode deixar que as maldades feitas contra a sociedade brasileira sejam esquecidas

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) fala sobre o papel do Judiciário frente às imperfeições da transição democrática no país.

Fábio de Sá e Silva e Ramiro Furquim

Empossado em dezembro de 2013 na presidência da AMB, o Juiz João Ricardo dos Santos Costa se viu como uma das principais vozes da Magistratura no ano em que se completam 50 anos do Golpe que cassaria juízes e interferiria nos Tribunais.

Se Ricardo diz que é diferente, porque demitir com critério político?


Carlos Magno

Acabou o tempo das perseguições ?

Quem acompanha a trajetória política de Ricardo Coutinho deve ter a mesma opinião que eu tenho: Ricardo não deveria demitir os servidores comissionados pelo fato de ter rompido politicamente com o senador Cássio.

Fazendo isso, ele está dando mais uma demonstração de que seu discurso pode ser maravilhoso, do ponto de vista da democracia, mas a prática apaga tudo o que ele diz.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A noite em que lembramos o que restou da ditadura


No Rio, grupo Tortura Nunca Mais relembra, entre outros, Amarildo e os guaranis, para frisar que violência contra pobres e desigualdade brutal persistem

Arlindenor Pedro


O dia 1º de abril deste ano foi um dia singular. Em todo o país, inúmeras manifestações, organizadas por um vasto leque de entidades, marcaram os cinquenta anos da deposição do presidente eleito João Goulart em 1964. Foram palestras, debates, atos culturais e políticos, marchas e comícios em praças públicas, mostrando de forma incisiva e criativa que a sociedade brasileira não quer esquecer o que ocorreu naquela data, quando o país mergulhou na mais sangrenta ditadura da sua história.

O direito dos prestadores de serviço

Leonardo Dantas

Gostaria de utilizar estas linhas para esclarecer o leitor sobre os direitos daqueles que ingressam no serviço público sem concurso: os chamados prestadores de serviço. Lamentei anteriormente que a situação deles é bastante precária, ficando os mesmos mais desprotegidos que o empregado da iniciativa privada. Isto porque a justiça considera (para a minha tristeza) que, no caso dos prestadores de serviço, não há relação de trabalho comum, mas uma outra, muito mais frágil, que eles chamam de regime “jurídico-administrativo”.

As Contas: Ricardo Coutinho colhe o que plantou

O jogo precisa ser jogado

Walter Santos

BRASILIA – A impressão de quem está acompanhando à distancia (geograficamente) os novos momentos na Assembleia Legislativa é de que o governo Ricardo tem perdido todas as votações de goleada, logo tudo expressa sua minoria naquele Poder.

Um dos assuntos mais comentados, sem dúvidas, é a aventada votação das contas do governo – estas a merecer trâmite normal, agora convocando Sua Excelência ou quem o represente para dar explicações.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

A Bolsa-ditadura do senador José Agripino Maia


Atual presidente do DEM recebe pensão desde 1986; de lá para cá, montante chega a mais de R$ 5 milhões


Helena Sthephanowitz

Agripino, paladino da ética, se vê às voltas com uma pensão criada durante um regime ilegal

O cidadão brasileiro comum trabalha durante 35 anos, pelo menos, e contribui todo os meses para a Previdência Social a fim de garantir uma aposentadoria de, no máximo, R$ 3,2 mil. Enquanto isso, alguns políticos trabalham menos tempo e, sem contribuição previdenciária, recebem pensão vitalícia. Essas aposentadorias, equivalentes ao salário de um desembargador, custam milhões por ano aos cofres públicos.

Apague o ditador da sua escola!


 Sobre uma lição de Walter Benjamin

. “Costa e Silva, Emílio Médici e tantos outros não podem ser exemplo para as crianças e jovens brasileiros", propõe campanha.

No aniversário de morte do estudante Edson Luís, assassinado pela ditadura, e para marcar a passagem dos 50 anos do Golpe Civil-Militar, o Levante Popular da Juventude lançou a campanha “Apague o ditador da sua escola!” O movimento pretende realizar uma mobilização nacional para modificar os nomes das escolas públicas que homenageiam ditadores. “Costa e Silva, Emílio Médici e tantos outros não podem ser exemplo para as crianças e jovens brasileiros. É hora de mudar essa realidade, por Memória, Verdade e Justiça!” – propõe a campanha que disponibilizou uma petição online em apoio à iniciativa e também uma cartilha para ser utilizada nas escolas.

Falar em ditadura militar esconde a participação de civis no golpe


Falar em ditadura militar esconde a participação de civis no golpe e no regime instalado em 1964, afirma o historiador Daniel Aarão Reis.

Bernardo Mello Franco

Aos 24 anos, ele integrava o comando da Dissidência Universitária da Guanabara, que idealizou o sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick para libertar presos políticos.

Aos 68 anos, considera que a luta armada fracassou por falta de apoio popular. O professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) acaba de lançar "Ditadura e Democracia no Brasil" (Zahar).

terça-feira, 1 de abril de 2014

A exumação do presente ou 1964 remete ameaças a 2014.




Como uma correlação de forças favorável se transforma em uma derrota demolidora? A exumação de 1964 sugere a resposta a esta pergunta.

Saul Leblon

Como uma correlação de forças favorável se transformou em uma derrota política de consequências históricas demolidoras? A pergunta ecoa obrigatória na exumação do Brasil de 1964. Mas a resposta extrapola a necessidade de se compreender o país que existia há meio século para iluminar os dias que correm, as horas que urgem.

Mídia e repressão: história de uma aliança


O general Castello Branco, líder e primeiro presidente da ditadura, cumprimenta Octavio Frias de Oliveira, proprietário da “Folha de S.Paulo”

Centenas de jornalistas foram demitidos, presos e mortos na ditadura. Mas jornais comerciais participaram do golpe e de sua sustentação por 21 anos

Beatriz Kushnir

Desde fins da da década de 1990, parte da historiografia brasileira sublinha que o (equivocado) processo de Anistia cunhou a (errônea) visão de que vivemos envoltos em uma tradição de valores democráticos. A partir das lutas pela Anistia, como sublinha Daniel Aarão Reis, “libera-se” a sociedade brasileira de “repudiar a ditadura, reincorporando sua margem esquerda e reconfortando-se na ideia de que suas opções pela democracia tinham fundas e autênticas raízes históricas”. Nesse momento, plasmou-se a imagem de que a sociedade brasileira viveu a ditadura como um hiato, um instante a ser expurgado.
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