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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Nada é dado, tudo é conquistado



Daniel Aarão Reis

O verso do poeta Felix de Athayde exprime, melhor do que um tratado, o estado de espírito dos que lutavam nas ruas do país contra a ditadura, instaurada em fins de março de 1964 por uma ampla coalizão civil-militar.

Vladimir Palmeira: “Vamos com calma. Agora, se eles atacarem, pau neles”

As políticas adotadas pelo primeiro governo ditatorial suscitaram descontentamento. Os trabalhadores sofriam com o arrocho salarial. Os empresários, com a falta de créditos. As classes médias, protagonistas das Marchas da Família com Deus pela Liberdade, que deram respaldo social ao golpe, não se viam recompensadas. Grande parte da mídia que incentivara os militares a depor João Goulart cobria o governo de críticas, alguns chegavam a pedir o restabelecimento das liberdades democráticas.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

O STF em Momentos de Ruptura: A Atuação do Supremo em 1964 e 2016



 José Ribas Vieira e Pedro de Araujo Fernandes – 13/06/2016 [1]

O presente texto, diante da atual quadra de instabilidade e do papel proeminente que Poder Judiciário vêm desempenhando na vida política nacional, busca comparar o comportamento do Supremo Tribunal Federal no conturbado processo político atual com o comportamento do mesmo no período do golpe de 1964, bem como fazer uma sistematização das principais decisões do STF relacionadas, direta ou indiretamente, ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

terça-feira, 1 de abril de 2014

A exumação do presente ou 1964 remete ameaças a 2014.




Como uma correlação de forças favorável se transforma em uma derrota demolidora? A exumação de 1964 sugere a resposta a esta pergunta.

Saul Leblon

Como uma correlação de forças favorável se transformou em uma derrota política de consequências históricas demolidoras? A pergunta ecoa obrigatória na exumação do Brasil de 1964. Mas a resposta extrapola a necessidade de se compreender o país que existia há meio século para iluminar os dias que correm, as horas que urgem.

Mídia e repressão: história de uma aliança


O general Castello Branco, líder e primeiro presidente da ditadura, cumprimenta Octavio Frias de Oliveira, proprietário da “Folha de S.Paulo”

Centenas de jornalistas foram demitidos, presos e mortos na ditadura. Mas jornais comerciais participaram do golpe e de sua sustentação por 21 anos

Beatriz Kushnir

Desde fins da da década de 1990, parte da historiografia brasileira sublinha que o (equivocado) processo de Anistia cunhou a (errônea) visão de que vivemos envoltos em uma tradição de valores democráticos. A partir das lutas pela Anistia, como sublinha Daniel Aarão Reis, “libera-se” a sociedade brasileira de “repudiar a ditadura, reincorporando sua margem esquerda e reconfortando-se na ideia de que suas opções pela democracia tinham fundas e autênticas raízes históricas”. Nesse momento, plasmou-se a imagem de que a sociedade brasileira viveu a ditadura como um hiato, um instante a ser expurgado.

quarta-feira, 19 de março de 2014

1964: Negacionismo


Vladimir Safatle


"Há quase 50 anos, o Brasil assistiu a um golpe militar que impôs a pior ditadura de sua história, responsável por crimes contra a humanidade, terrorismo de Estado, censura e arbítrio."

Essa frase deveria ser atualmente a descrição de fatos históricos, aceitos como evidências. Fatos que, por si só, teriam a força de provocar a indignação coletiva e o rechaço dos restos dessa época que ainda permanecem entre nós.

No entanto, para setores expressivos, tanto da população quanto daquilo que um dia foi chamado de "formadores de opinião", a frase "não é bem assim". Ela deve ser nuançada e colocada melhor em seu contexto.

1964: Desmemórias


Janio de Freitas

Minha geração e suas vizinhas, de baixo e de cima, têm dado provas agudas de falta de memória histórica. Os 50 anos do golpe de 64 solicitam de suas restantes testemunhas o que, pelo já visto a outros propósitos, tais gerações parecem não dispor no volume e na qualidade devidos, senão obrigatórios.

Mas, com pesar pela má palavra, a efeméride provoca um agravamento que assombra: às torções de memória, em uns, junta-se o não sei o quê de inúmeros historiadores, cientistas políticos, antropólogos e outros. O resultado, pelo que li e ouvi em parte de mesas redondas, é uma ininteligível balbúrdia de ficção, imprecisões e, se há acadêmicos, presunção.
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