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quarta-feira, 1 de junho de 2016
Michael Löwy: “O Estado de exceção predomina. A democracia é que foi excepcional”
Michael Löwy, sociólogo brasileiro radicado na França, alerta para o risco que corre a democracia com os novos golpes na América Latina e com a ascensão da extrema-direita na Europa. O pensador acredita que a esquerda deva se unir para barrar o golpe no Brasil, mas sem perder seus horizontes utópicos. Especialista em sociologia das religiões, Löwy analisa o impacto político das igrejas neopentecostais no Brasil. Assinala ainda a necessidade de se criticar o atual modelo de desenvolvimento econômico a partir de uma perspectiva que coloque em questão as consequências sócio-ambientais do capitalismo. Esta conversa, conduzida por Daniel Garroux (Doutorando USP / Paris 10), Frederico Lyra (doutorando Lille 3) e Gabriel Zacarias (Pós-doutorando USP / EHESS), inaugura a série de entrevistas do Movimento Democrático 8 de Março (MD18) com grandes intelectuais de esquerda. Mais informações sobre o movimento e o projeto de entrevistas ao final deste post!
domingo, 15 de maio de 2016
Chico Alencar: Por quem os sinos dobram?
O impeachment de Dilma foi armado por um poderoso bloco de forças empresariais, partidárias e midiáticas, tendo como pano de fundo a crise econômica e o mal-estar popular generalizado. Mas não abre qualquer esperança de mudança. Estamos em tempos destituídos de utopia.
Ao contrário, pela natureza do governo Michel Temer e o perfil do seu ministério, teremos a manutenção do que há de pior no nosso Estado oligárquico de precarização de direitos, de corrupção sistêmica, de conservadorismo cultural e de repressão política, com criminalização dos movimentos sociais.
Saudosistas da ditadura, arautos da tortura, financistas, latifundiários radicais e fundamentalistas estão em júbilo.
terça-feira, 15 de março de 2016
O resgate da utopia no contexto atual
Leonardo Boff
Face ao desamparo que grassa no Brasil e na humanidade atual faz-se urgente resgatar o sentido libertador da utopia. Na verdade, vivemos no olho de uma crise da ordem política e do tipo de democracia que temos, mais ainda, de uma crise civilizacional de proporções planetárias.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Em defesa da utopia
Por mais razões que se tenha para perceber o quanto uma parcela reacionária da sociedade se aproveita da situação para impulsionar sua pauta, a defesa pública de Lula, nas condições em que os fatos se apresentam, não é apenas um erro de estratégia dos movimentos sociais é um suicídio histórico.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Revolução: uma forma de obter o céu na terra
Afinidades Eletivas
Warren Beatty atuando em seu filme “Reds” no papel de John Reed. A obra é uma interpretação do livro “Dez dias que abalaram o Mundo”, que narra a fase crucial da Revolução Russa
Quase cem anos após 1917, a ideia de Revolução estaria superada? Ou seria, assim como o amor, a reinvenção do risco e da aventura, contra a segurança e o conforto?
domingo, 6 de setembro de 2015
Depois das utopias
Vladimir Safatle
Se não há nada mais a esperar, talvez as condições para modificações políticas profundas estejam no presente
Há sempre liberais dispostos a ser um Leibniz das finanças e falar que este é o melhor mundo possível
segunda-feira, 8 de junho de 2015
O corpo utópico. Texto inédito de Michel Foucault
Nesta conferência de Michel Foucault – que acaba de ser publicada em espanhol – o corpo é, em primeiro lugar, “o contrário de uma utopia”, lugar “absoluto”, “desapiedado”, com o qual a utopia da alma se confronta. Mas, finalmente, o corpo, “visível e invisível”, “penetrável e opaco”, é “o ator principal de toda utopia” e cala apenas diante do espelho, do cadáver ou do amor.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Marxismo e religião: ópio do povo?
Michael Löwy*
A religião ainda é tal como Marx e Engels a entendiam no século XIX, um baluarte de reação, obscurantismo e conservadorismo? Brevemente, sim, é. Seu ponto de vista se aplica ainda a muitas instituições católicas (a Opus Dei é só o exemplo mais claro), ao uso fundamentalista corrente das principais confissões (cristã, judia, muçulmana), à maioria dos grupos evangélicos (e sua expressão na denominada “igreja eletrônica”), e à maioria das novas seitas religiosas, algumas das quais, como a notória Igreja do reverendo Moon, são nada mais que uma hábil combinação de manipulações financeiras, lavagem cerebral e anticomunismo fanático.
Entretanto, a emergência do cristianismo revolucionário e da teologia da libertação na América Latina (e em outras partes) abre um capítulo histórico e eleva novas e excitantes questões que não podem ser respondidas sem uma renovação da análise marxista da religião.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Qual utopia ? O que fazer ?
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| Dom Oscar Arnulfo Romero |
Essas duas interrogações movimentam os grupos de oração que assessoro. Diante da depressão cívica que assola o Brasil, há que recorrer à lâmpada de Diógenes e buscar luz no fim do túnel.
Utopia significa quimera, o que não se pode alcançar. Eduardo Galeano a comparou ao horizonte: quanto mais se caminha rumo a ele, mais ele se afasta. No entanto, ele norteia os nossos passos. O termo foi cunhado por Thomas Morus, santo católico, no livro de mesmo título publicado na Inglaterra, em 1516.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
O Princípio Esperança (Ernst Bloch).
A 8 de julho de 1885, nascia o filósofo do "princípio esperança" e da "utopia concreta" e um dos mentores do movimento estudantil. Décadas depois, o pensamento do alemão Ernst Bloch permanece vivo.
Um punho esquerdo cerrado; abaixo do polegar, uma estrela. No ano da morte de Ernst Bloch, o diretório acadêmico da Universidade de Tübingen propôs que a instituição adotasse o nome do filósofo, acompanhado desta logomarca.
A homenagem lembra que Bloch foi um dos pais intelectuais do movimento estudantil. O punho fechado em protesto evoca um gesto muito repetido por ele em suas palestras, expressando resistência contra a injustiça existente.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
A política entre a utopia e a realidade
Leonardo Boff
Antes de abordarmos, suscintamente, a questão complexa da política faz-se mister distinguir, como já fizemos em artigo anterior, a política com P maiúsculo que é a busca comum do bem comum. Dela todos os cidadãos participam. Existe ainda a política com p minúsculo que consiste na política partidária, que como a palavra sugere, é parte e não o todo. São os agrupamentos políticos com ideologia e projeto (é o que mais nos falta no Brasil) que buscam o poder de estado para a partir dele e de seus aparelhos governar o município,os estados e a federação.
Antes de abordarmos, suscintamente, a questão complexa da política faz-se mister distinguir, como já fizemos em artigo anterior, a política com P maiúsculo que é a busca comum do bem comum. Dela todos os cidadãos participam. Existe ainda a política com p minúsculo que consiste na política partidária, que como a palavra sugere, é parte e não o todo. São os agrupamentos políticos com ideologia e projeto (é o que mais nos falta no Brasil) que buscam o poder de estado para a partir dele e de seus aparelhos governar o município,os estados e a federação.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
O tempo das utopias mínimas viáveis
Não é verdade que vivemos tempos pós-utópicos. Aceitar esta afirmação é mostrar uma representação reducionista do ser humano. Ele não é apenas um dado que está ai fechado, vivo e consciente, ao lado de outros seres. Ele é também um ser virtual. Esconde dentro de si virtualidades ilimitadas que podem irromper e concretizar-se. Ele é um ser de desejo, portador do princípio esperança (Bloch), permanentemente insatisfeito e sempre buscando novas coisas. No fundo, ele é um projeto infinito, à procura de um obscuro objeto que lhe seja adequado.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
A utopia de Morus
Frei Betto
João Paulo II consagrou, em 2000, o inglês Thomas Morus (1478-1535) padroeiro dos políticos. Fez boa escolha, considerada a ambiguidade da maioria da classe.
Canonizado em 1935 pelo papa Pio XI, Morus é famoso por ser autor de um livro clássico, ‘Utopia’ (1516), termo que cunhou a partir do grego ‘utopos’, que significa ‘lugar nenhum’.
A utopia brasileira e os movimentos negros
Antonio Risério:
Eu vou ali pegar um avião, visitar essa bela cidade, a convite dessa baita instituição, e já volto. Deixo-os com uma entrevista que dá muito, muito o que pensar. É uma conversa de José Castelo com o historiador e antropólogo Antonio Risério, a propósito de seu próximo livro, intitulado A utopia brasileira e os movimentos negros. A entrevista foi publicada originalmente no Valor Econômico. Nela, Risério fala do que considera sua "solidão" no debate racial brasileiro de hoje, dividido entre, por um lado, os que negam a existência do racismo e simplesmente se recusam a reconhecer a relevância do tema e, por outro lado, os que, segundo Risério, tentam importar ao Brasil categorias raciais norte-americanas, bicolores. Aí vai a íntegra da entrevista, enviada por cortesia de meu amigo Armando Almeida.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Os shopping-centers, utopia neoliberal
Quase já se pode nascer e morrer num shopping. Só faltam a maternidade e o cemitério, porque hotéis já existem.
por Emir Sader
Na sua fase neoliberal, o capitalismo implementa, como nunca na sua história, a mercantilização de todos os espaços sociais. Se disseminam os chamados não-lugares – como os aeroportos, os hotéis, os shopping-centers -, homogeneizados pela globalização, sem espaço nem tempo, similares por todo o mundo.
Os shopping-centers representam a centralidade da esfera mercantil em detrimento da esfera pública, nos espaços urbanos.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Ernst Bloch: “Viver o futuro no presente”
Filósofo alemão do século XX é indispensável para compreender conceito contemporâneo de utopia: o “vir-a-ser” que convida a “astuciar o mundo”
Por Arlindenor Pedro
Às vezes me pego pensando no porquê de a língua alemã ter produzido uma gama tão grande de pensadores, artistas, e filósofos que contribuíram de forma tão expressiva para história da humanidade.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Sonhos, desejos e esperança!
Antonio Ozaí da Silva
A Utopia habita em indivíduos concretos que pensam e sentem, sofrem e se alegram, lutam e, sobretudo, nutrem a esperança. Somos capazes de imaginar o devir, de termos “sonhos diurnos”. A consciência antecipadora é própria do humano. Somos animais ansiosos, seres que se angustiam antecipadamente. Imaginamos o vir-a-ser ainda que este seja apenas possibilidade remota. Mesmo quando este se apresenta enquanto possível concreto, ficamos a imaginar “como será”, “como reagiremos”, se confirmará ou não as expectativas. De tanto pensar, sofremos por antecipação; mas também nos alegramos com a possibilidade de…
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Manter viva a causa do PT: para além do “mensalão”
Sabidamente, temos elites econômicas e intelectuais das mais atrasadas do mundo. Seu tempo passou. Continuam conspirando, especialmente, através de uma mídia e de seus analistas, amargurados por sucessivas derrotas como se nota nestes dias, a propósito de uma entrevista montada de Veja contra Lula. Estes grupos se propõem apear o PT do poder e liquidar com seus líderes.
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