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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

A farsa judiciária


Consumada a farsa judiciária do TRF-4 contra o recurso interposto pela defesa de LULA, abre-se um novo capítulo na história das eleições presidenciais deste ano. 

A primeira constatação é a de que a unanimidade do veredicto condenatório (e o aumento da pena) cumpre uma exigência de não ser permitido apelações ou embargos declaratórios neste tribunal. O que levará a defesa de LULA a apelar ou recorrer ao STJ e, depois, ao STF, ou pedir a suspensão da sentença. 

Segunda constatação: LULA não pode e nem será preso, como alguns gostariam. A lei penal brasileira diz que o sentenciado, em qualquer grau de jurisdição, só poderá ser privado de liberdade (excetuando crimes hediondos ou quando o réu pode fugir ou ameaçar pessoas), quando a sentença condenatória ´transita em julgado, depois de passar por todas as instancias recursais. 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Lula é um projeto e uma esperança para o Brasil

Emir Sader

O fato de pessoas se surpreenderem de que Lula, apesar do massacre jurídico-midiático, diminui cada vez mais seus índices de rejeição nas pesquisas, é que é surpreendente. Como se nos acostumássemos que Lula teria sobre os ombros a carga das reiteradas acusações sem provas e fosse, assim, suspeito.

De repente, a curva da rejeição de Lula vai baixando e a dos seus algozes vai aumentando, na mesma medida. Qual o significado desses movimentos?


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

2016: o ano em que se tentou matar a esperança do povo brasileiro

Leonardo Boff
A situação social, política e econômica do Brasil mereceria uma reflexão severa sobre a tentativa perversa de matar a esperança do povo brasileiro, promovida por uma corja (esse é o nome) de políticos, em sua grande maioria corruptos ou acusados de tal, que, de forma desavergonhada, se pôs a serviço dos verdadeiros forjadores do golpe perpetrado contra a Presidenta Dilma Rousseff: a velha oligarquia do dinheiro e do privilégio que jamais aceitou que alguém do andar de baixo chegasse a ser Presidente do Brasil e fizesse a inclusão social de milhões dos filhos e filhas da pobreza.

terça-feira, 15 de março de 2016

Por um mito brasileiro




Nem a Razão nem a Ciência podem satisfazer toda a necessidade de infinito que há no homem. A própria Razão encarregou-se de demonstrar aos homens que ela não lhes basta. Que unicamente o Mito possui a preciosa virtude de preencher seu eu profundo.


André Luan Nunes Macedo 

 [...]O mito move o homem na história. Sem um mito a existência do homem não tem nenhum sentido histórico. A história, fazem-na os homens possuídos e iluminados por uma crença superior, por uma esperança sobre-humana; os demais constituem o coro anônimo do drama. A crise da civilização burguesa mostrou-se evidente desde o instante em que esta civilização constatou a carência de um mito.

José Carlos Mariátegui- O Homem e o Mito

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

As revoluções, o socialismo e as utopias são sonhos diurnos


Ernst Bloch e o caráter revolucionário dos sonhos diurnos

Gutemberg Miranda*


Os sonhos também são diurnos; podemos enxergá-los acordados; a realidade não se distingue por completo do mundo onírico: tais são as conclusões do livro O Princípio Esperança, de Ernst Bloch. Um marxismo utópico, num momento de profundo recrudescimento do cientificismo nos meios marxistas, foi a principal herança deixada pelo pensador alemão cuja obra tem se revelado atual e permeada por diversos campos da cultura. Sua crítica a Freud e Jung, a partir de uma ontologia marxiana, constitui um dos principais pilares de seu pensamento. Diante dos problemas sociais de seu tempo, Bloch considerava urgente unir consciência de classe e utopia, ou seja, ciência e sonhos caminhando conjuntamente.

domingo, 6 de setembro de 2015

Depois das utopias


Vladimir Safatle

Se não há nada mais a esperar, talvez as condições para modificações políticas profundas estejam no presente

Há sempre liberais dispostos a ser um Leibniz das finanças e falar que este é o melhor mundo possível

domingo, 31 de maio de 2015

Recado ao PT: transformar o desalento em teimosia


Leonardo Boff*

Tempos atrás escrevi um artigo com o título semelhante. Relendo-o, vejo sua atualidade face à crise de rumo pela qual passa o PT. Refaço-o com adendos. Não basta a indignação e o desalento face aos crimes cometidos no assim chamado Lava Jato na Petrobras. Importa tomar a sério a amarga decepção provocada na população, particularmente nos mais simples e nos militantes que agora suspiram cabisbaixos: ”Nós que te amávamos tanto, PT”.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

El Hombre y el Mito




José Carlos Mariátegui

Todas las investigaciones de la inteligencia contemporánea sobre la crisis mundial desembocan en esta unánime conclusión: la civilización burguesa sufre de la falta de un mito, de una fe, de una esperanza. Falta que es la expresión de su quiebra material. La experiencia racionalista ha tenido esta paradójica eficacia de conducir a la humanidad a la desconsolada convicción de que la Razón no puede darle ningún camino.


terça-feira, 19 de maio de 2015

Qual utopia ? O que fazer ?


Dom Oscar Arnulfo Romero 
Frei Betto

Essas duas interrogações movimentam os grupos de oração que assessoro. Diante da depressão cívica que assola o Brasil, há que recorrer à lâmpada de Diógenes e buscar luz no fim do túnel.

Utopia significa quimera, o que não se pode alcançar. Eduardo Galeano a comparou ao horizonte: quanto mais se caminha rumo a ele, mais ele se afasta. No entanto, ele norteia os nossos passos. O termo foi cunhado por Thomas Morus, santo católico, no livro de mesmo título publicado na Inglaterra, em 1516.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O Princípio Esperança (Ernst Bloch).



A 8 de julho de 1885, nascia o filósofo do "princípio esperança" e da "utopia concreta" e um dos mentores do movimento estudantil. Décadas depois, o pensamento do alemão Ernst Bloch permanece vivo.

Um punho esquerdo cerrado; abaixo do polegar, uma estrela. No ano da morte de Ernst Bloch, o diretório acadêmico da Universidade de Tübingen propôs que a instituição adotasse o nome do filósofo, acompanhado desta logomarca.

A homenagem lembra que Bloch foi um dos pais intelectuais do movimento estudantil. O punho fechado em protesto evoca um gesto muito repetido por ele em suas palestras, expressando resistência contra a injustiça existente.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O futuro do PT


Zander Navarro 


Pouco mais de três décadas após a sua fundação, o Partido dos Trabalhadores (PT) ostenta a maior bancada no Congresso e mobiliza impressionante número de filiados. Sobretudo, responde por um feito extraordinário, que são os quatro mandatos presidenciais conquistados. Sua importância é inquestionável: sem a ativa presença do PT e de seus militantes, como seria a democracia em nossos dias? Que Constituição teríamos, sem a feroz ação petista na preparação da Lei Maior, sendo o conservadorismo uma das marcas pétreas do sistema político?

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A política entre a utopia e a realidade

Leonardo Boff

Antes de abordarmos, suscintamente, a questão complexa da política faz-se mister distinguir, como já fizemos em artigo anterior, a política com P maiúsculo que é a busca comum do bem comum. Dela todos os cidadãos participam. Existe ainda a política com p minúsculo que consiste na política partidária, que como a palavra sugere, é parte e não o todo. São os agrupamentos políticos com ideologia e projeto (é o que mais nos falta no Brasil) que buscam o poder de estado para a partir dele e de seus aparelhos governar o município,os estados e a federação.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Agamben: o pensamento como coragem



Filósofo italiano contesta quem o vê como pessimista, cita Marx e sustenta: “condições desesperadoras da sociedade em que vivo me enchem de esperança”

Entrevista a Juliette Cerf, na Verso | Tradução Pedro Lucas Dulci


Como os sinos da igreja tocam em Trastevere, onde marcamos nosso encontro, seu rosto vem à mente… Giorgio Agamben apareceu como o apóstolo Filipe em O Evangelho Segundo São Mateus (1964) de Pier Paolo Pasolini. Naquela época, o jovem estudante de Direito, nascido em Roma em 1942, andava com os artistas e intelectuais agrupados em torno da autora Elsa Morante. Uma Dolce Vita? Um momento de amizades intensas, em todo caso. Pouco a pouco, o jurista virou-se para a filosofia, após seminário de Heidegger em Thor-en-Provence.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Sonhos, desejos e esperança!



Antonio Ozaí da Silva

A Utopia habita em indivíduos concretos que pensam e sentem, sofrem e se alegram, lutam e, sobretudo, nutrem a esperança. Somos capazes de imaginar o devir, de termos “sonhos diurnos”. A consciência antecipadora é própria do humano. Somos animais ansiosos, seres que se angustiam antecipadamente. Imaginamos o vir-a-ser ainda que este seja apenas possibilidade remota. Mesmo quando este se apresenta enquanto possível concreto, ficamos a imaginar “como será”, “como reagiremos”, se confirmará ou não as expectativas. De tanto pensar, sofremos por antecipação; mas também nos alegramos com a possibilidade de…
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