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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Em nome da moral, os maus costumes


De repente, milicianos do movimento de direita MBL agridem espectadores da exposição QueerMuseu em Porto Alegre, patrocinada pelo banco Santander. Depois fazem pichações nas fachadas do banco, denunciando que a exposição intitulada Cartografias da Diferença na Arte Brasileira faz apologia à pedofilia e zoofilia. O banco recua, frente à milícia fascista e encerra a exposição antes do prazo. Dentre as obras atacadas há Volpi, Portinari, Ligia Clack, Leonilson, Adriana Varejão, que devem ser inteiramente desconhecidos da ignorância que assola a nação nesses tempos de trevas modernas. Os imbecis recuperam o conceito de “arte degenerada” usado pelo nazismo para destruir a incompreensão da arte, condenado como a mais triste página do ataque intolerante à cultura na história.


sábado, 15 de agosto de 2015

O Nordeste de Ariano Suassuna


Reis Virtuosos, F. Brennand

Extrato de: A Invenção do Nordeste e outras artes
Durval Muniz de Albuquerque Júnior

Tanto o trabalho teatral como o literário de Ariano Suassuna também se voltam para a construção do Nordeste como um espaço tradicional. Um Nordeste construído a partir de uma visão sacramental da memória, onde “uma aristocracia rude e as pessoas simples conviviam com o temporal e o atemporal, num mesmo plano de interesses particulares e imediatos”.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Ódio como Afeto Político



Christian Ingo Lenz Dunker.

O que você realmente está fazendo é esperar o acidente acontecer é o nome da peça em cartaz na Oficina Cultural Oswald de Andrade em montagem da Cia. de Teatro Acidental. O tema é objeto de um seminário internacional sobre o ódio como afeto político que acontece no mesmo espaço, aliás, uma das boas realizações de nossa Secretaria de Cultura. O tema e o título não poderiam ser mais atuais.

A peça consegue captar com precisão a lógica de nosso atual processo transformativo. Ela abre com um formato bastante brechtiano, em tom quase programático ou pedagógico citando Nelson Rodrigues de Beijo no Asfalto.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O código de leis como assento: O círculo de giz caucasiano, de Brecht


Estela Santos

O círculo de giz caucasiano, do dramaturgo alemão Bertold Brecht, escrito em 1944, é uma obra-prima do teatro épico. A primeira montagem brasileira da peça foi feita em 1963, a partir de uma tradução de Manuel Bandeira que conserva a força do texto brechtiano.

Bertolt Brecht

Breve introdução de O círculo de giz caucasiano

A peça nasceu a partir de uma pergunta do dramaturgo, ao final da Segunda Guerra Mundial, no exílio americano: a quem devem caber as coisas? É para responder esta pergunta universal que ele concebe a peça.

O círculo de giz caucasiano, ambientado na União Soviética, inicia com o encontro, num vale do Cáucaso devastado pela Segunda Guerra Mundial, de duas comunidades que pretendem recomeçar suas vidas após a destruição, comunidades estas que disputam a posse de um vale.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Édipo, o rei do Nordeste


Com texto de Racine Santos e dirigida por João Marcelino, espetáculo 'A Grande Serpente' estreia nesta quarta-feira (12) na capital.

Tiago Germano

Em João Pessoa o espetáculo fica em cartaz no Centro Cultural Piollin e segue no sábado (15) para Campina Grande

Arão é o coronel que governa com mãos de ferro um vilarejo que começa a sofrer com a seca. Alertado pela louca Joana, descobre que ele mesmo é o causador involuntário da desgraça que se abate sobre os habitantes humildes e supersticiosos do lugar.
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