De repente, milicianos do movimento de direita MBL agridem espectadores da exposição QueerMuseu em Porto Alegre, patrocinada pelo banco Santander. Depois fazem pichações nas fachadas do banco, denunciando que a exposição intitulada Cartografias da Diferença na Arte Brasileira faz apologia à pedofilia e zoofilia. O banco recua, frente à milícia fascista e encerra a exposição antes do prazo. Dentre as obras atacadas há Volpi, Portinari, Ligia Clack, Leonilson, Adriana Varejão, que devem ser inteiramente desconhecidos da ignorância que assola a nação nesses tempos de trevas modernas. Os imbecis recuperam o conceito de “arte degenerada” usado pelo nazismo para destruir a incompreensão da arte, condenado como a mais triste página do ataque intolerante à cultura na história.