Max Maciel
“Polícia invade seu barraco sem mandado, xinga sua esposa, quebra tudo e depois sai vazado....”
O trecho logo acima é da música Ceilândia Resistência, do rapper Brasiliense Japão (Viela 17). A frase narra um pouco sobre sua realidade e o que ocorreu com ele. A polícia invade, causa o terror na família e, depois, simplesmente diz que foi “engano”. Sem saber a quem recorrer, só lhe resta recolher a bagunça, arrumar. E a vida segue.
Na mesma rua, anos depois, a polícia invade uma casa, pega o jovem suspeito e leva para a DP, também sem mandado. Ao falar sobre, não é difícil aparecer jovens relatando que foram detidos sem sequer cometerem algo. Alguns ficam 6 meses, na legal afirmação de prisão temporária. Saem quando a Justiça percebe que o engano ou mesmo que eles não tiveram participação no crime em questão. Mas aí fica a mancha que nem sempre sai rápido. Ex-presidiário. A tal condução coercitiva é prática corriqueira nas periferias brasileiras.
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
sexta-feira, 25 de março de 2016
segunda-feira, 14 de março de 2016
sábado, 11 de julho de 2015
TCU: Lava Jato suspeita de Ministros
A Lava Jato chega ao TCU, que mira em Dilma
Enquanto se agita a ameaça de rejeitar as contas de Dilma, investigação chega ao presidente do Tribunal, Aroldo Cedraz, e ressurgem suspeitas sobre o relator Augusto Nardes
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
A dor dos outros
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| A Engenharia da Humilhação |
Lilia Moritz Schwarcz
Há coisas nesta vida que são da ordem da coincidência. No último domingo, procurei tirar proveito da pasmaceira de um dia de sol, ao mesmo tempo que me dediquei a ler La Force de L'Ordre , de Didier Fassin. Nesse livro, o antropólogo francês analisa os quarteirões parisienses hoje dominados por imigrantes, sobretudo africanos, e a ação cotidiana da polícia nesses lugares.
À moda das etnografias clássicas, o antropólogo descreve, a partir de vários exemplos, à primeira vista banais, os reiterados ingredientes de intervenção policial nessas vizinhanças populares. A ineficácia da repressão à delinquência, acompanhada da sempre improvável identificação dos autores de delitos - que leva à acusação impune e sem maiores provas -, faz parte de uma performance do poder que diz respeito à realidade francesa, mas não parece estranha a nosso dia a dia.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
População fecha av. Beira Rio em protesto contra prisão de acusados de matar parente de deputado
Comunidade Padre Hildo Bandeira considera os dois suspeitos inocentes e foi, em peso, às ruas exigir que eles tenham as acusações retiradas
Cerca de 300 moradores da comunidade Padre Hildo Bandeira fecharam a Avenida Beira Rio, no bairro da Torre, para protestar pela prisão de dois moradores, que, segundo a polícia, seriam os responsáveis pelo assassinato, no último sábado (08), de João Sérgio Maia Sobrinho, 31 – que seria primo do deputado estadual Gervásio Maia.
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