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sábado, 21 de julho de 2018

Chico de Oliveira: 'Brasil: uma Biografia Não Autorizada'

Preferia não fazê-lo 


Em obra, Francisco de Oliveira expõe ceticismo sobre Brasil e lulismo.  Recém-lançado reúne ensaios e entrevistas publicados entre 1997 e 2016

Naief Haddad

São incontáveis os casos de mudança de rota ideológica entre os mais influentes pensadores brasileiros. Em geral, partem do abraço ao marxismo na juventude à adesão ao liberalismo econômico nos anos de maturidade.

Professor titular aposentado do departamento de sociologia da USP e ex-pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), Francisco de Oliveira se aproxima dos 85 anos com uma trajetória intelectual sempre à esquerda, como se verifica no recém-lançado “Brasil: uma Biografia Não Autorizada”, que reúne ensaios e entrevistas publicados entre 1997 e 2016.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Paradoxos da Cidadania à Brasileira


Marcio Caniello

Acaba de ser publicado na Revista História e Cultura o meu artigo "Paradoxos da Cidadania à Brasileira: sociologia histórica do campo jurídico no Brasil", um dos capítulos, revisado e atualizado, de minha Tese de Doutorado.

Partindo da perspectiva analítica da sociologia histórica, o ensaio tem como objetivo demonstrar que a cidadania no Brasil, cingida pela desigualdade, tem um sentido peculiar e paradoxal. Daí, o designativo “à brasileira”. Forjado nos alvores da formação nacional, esse aspecto contraditório permanece incólume no âmbito do campo jurídico no Brasil, mesmo diante das transformações sociais, políticas e econômicas experimentadas pela sociedade brasileira no transcurso de sua história. O ensaio procura reconstituir a configuração do estatuto da desigualdade civil no Brasil Colonial analisando o código legal coevo (as Ordenações Filipinas), bem como as práticas nas arenas jurídicas para demonstrar que, em função de sua recorrência estrutural até os dias de hoje, ele é um traço perene da cidadania à brasileira.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Modernidade neoliberal, uma modernidade transitória

Modernidade neoliberal
Ricardo Alvarez 

Este trabalho analisa a literatura recente sobre modernidade e pós-modernidade, relacionando-a com a ideologia neoliberal que por trinta anos foi dominante no mundo. Em relação à modernidade neoliberal, mostra que a maioria dos notáveis sociólogos que a analisaram e criticaram não compreenderam que se tratava de uma modernidade reacionária e, em consequência, transitória. Em relação a pós-modernidade, o artigo faz uma crítica a seu excessivo relativismo e pessimismo, como também sua rejeição das grandes narrativas e da possibilidade de progresso. O trabalho reconhece que a sociedade se tornou progressivamente complexa, porém enfatiza que este problema é enfrentado por um sistema coordenação social igualmente complexo, onde a regulação formal e informal estão interligadas.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

"O sistema educacional não funciona mais", diz Michel Maffesoli


O sociólogo francês conversou com Zero Hora durante sua visita à Unisinos, em São Leopoldo

por FêCris Vasconcellos

Na semana que passou, o provocador e original sociólogo Michel Maffesoli abriu um ciclo de conferências na Unisinos

Pesquisador titular da Sorbonne, na França, Michel Maffesoli se debruça sobre as controversas questões da pós-modernidade com visível apaixonamento. Seus estudos e livros sobre tribalização, sociedade e educação fazem dele uma referência nos temas que circundam os novos tempos – com especial olhar para a juventude. Mas não se engane: ainda que a gravata borboleta e as meias coloridas deem ao sociólogo uma aparência amistosa, há muito de provocador e polêmico no que diz. Ele também é encantado com o Brasil, que diz ser o laboratório da pós-modernidade, onde se pode observar as nuanças de um mundo em transformação. Maffesoli recebeu ZH no café da biblioteca da Unisinos, em São Leopoldo, onde falou, na última terça-feira.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Ilusões, depoimentos e História


Juremir Machado 

Protagonismo ilusório

Existe uma categoria na sociologia do imaginário chamada protagonismo ilusório ou ilusão de protagonismo. Em outra linha sociológica esse mesmo fenômeno é rotulado de efeito de testemunho. Trata-se no popular do “eu vi, eu vivi, eu estava lá, eu sei”. A sociologia não faz muito sucesso na mídia. É considerada chata e ideológica. Faz papel de Mister M. Gosta de revelar o truque e estragar o espetáculo. Existe para desmascarar, revelar e mostrar o funcionamento de tudo, até da mídia. Jornalistas detestam isso. Num documentário sobre o sociólogo Pierre Bourdieu, uma pessoa, numa palestra, acusa-o de intelectualismo e diz que o sociólogo é “psiquiatria da periferia”. Bourdieu sente-se insultado.
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