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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Pobres são 'naturalmente perigosos'

Intervenção no Rio: Procuradoria diz que mandado coletivo pressupõe que moradores de bairros pobres são 'naturalmente perigosos'

André Shalders

Na última segunda-feira, o decreto da intervenção federal na segurança pública do Rio rendeu uma vitória política muito importante ao Palácio do Planalto. Foram 340 votos favoráveis na Câmara dos Deputados - até deputados de partidos de oposição, como PDT, PSB e Rede, apoiaram a proposta. E na noite desta terça, o Senado aprovou definitivamente a medida.

Mas há um lugar a poucos metros do Congresso no qual a iniciativa de Michel Temer (MDB) não foi tão bem recebida: a Procuradoria-Geral da República (PGR).

sábado, 25 de novembro de 2017

O DNA punitivista da PGR

Eugênio Aragão*

Não surpreenderam as alegações finais apresentadas ontem pela Procuradora-geral da República, Doutora Raquel Dodge, contra a Senadora Gleisi Hoffmann e o ex-Ministro Paulo Bernardo. Como na parábola do escorpião e da tartaruga, Sua Excelência não podia negar sua natureza. Afinal, para chegar lá, não contou com a indicação de um chefe de governo eleito e com contas a prestar à sociedade. Contou tão e só com eleição corporativa na qual, para constar de ilegítima e ilegal lista tríplice, teve que prometer rios e fundos a seus colegas, muitos dos quais não primam por sentimentos democráticos e fidelidade à constituição. A grande maioria do colégio eleitoral de Raquel Dodge aplaude o punitivismo tosco e redentor que fez a instituição descarrilhar e se alimenta da bronca antipetista disseminada pela mídia tupiniquim.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

“Entre um burro e um canalha, não passa o fio de uma navalha” - Millor Fernandes

Millor, a Lava Jato e a fábula do burro ou do canalha, por Luis Nassif

Na abertura do 8o Congresso Nacional do Ministério Público, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, foi incisivo: o Ministério Público se orienta pela Constituição, e não se fala mais nisso.

Disse mais:

— Afirmo aos senhores e senhoras que uma instituição plural, democrática e altiva como é o Ministério Público brasileiro jamais estaria a reboque dos acontecimentos, de pessoas ou de interesses menores. Ao contrário, fomos moldados pelo constituinte para ser uma instituição de vanguarda, que dita o próprio caminho e que busca como norte apenas as leis e a Constituição.

sábado, 20 de maio de 2017

Temereseaécios

Rene Carvalho

Minha rápida explicação: a força-tarefa/PGR teve que escolher entre o Aécio e a continuidade do projeto de poder deles. Começaram querendo tirar Dilma para botar Aécio na Presidência. Agora se livra, do que se tornou um peso muito grande.

Pura especulação é claro. Mas o nó de qualquer possibilidade de desenlace – ou de nova etapa – da crise política é o Congresso. Deputados e senadores são hoje o último arremedo de legalidade que sobra aos golpistas e, ao mesmo tempo, são cada vez mais ilegítimos e tóxicos. Qual pode será a legitimidade de um novo interino eleito pelos parlamentares? Dificilmente poderá ser um deputado ou senador, em sua maioria investigados. Em caso de eleição indireta, provavelmente recorrerão a uma personalidade de fora do congresso. Carmen Lúcia? Jobim? Tudo é possível, mas não vejo nenhum deles capaz de segurar a onda das investigações de corrupção e da continuidade da votação da reforma da previdência, que o mercado quer. Só se fosse como prelúdio a um estado de exceção contra novas manifestações populares contra as reformas de Temer e por eleições diretas.

É preciso defender o Estado de Direito

André Singer

Como é flagrante, não tenho qualquer simpatia pelo governo golpista e ultraliberal de Michel Temer. No entanto, há uma série de enigmas sobre o que ocorre desde a quarta-feira passada, quando o país entrou em Estado de atenção. Vejamos.

No começo da noite do referido 17/5, colunista estrelado do maior grupo de comunicação do país divulgou pela internet que o dono do maior frigorífico do planeta tinha gravado o chefe de Estado do Brasil negociando a compra de silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, peça chave no golpe parlamentar que derrubou Dilma Rousseff. Tida como certa, a notícia, que logo inundou os telejornais, causou um terremoto, com debandada nas bases governistas.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Temer: "Não Admito "

Homúnculo atrevido 
Tijolaço: "não admito" de Temer é um ultimato à PGR e ao STF

"Alguém consegue imaginar como o mundo viria abaixo de fossem Dilma ou Lula quem dissesse 'não admito!' a uma manifestação da Procuradoria Geral da República? 'Chavistas, bolivarianos, comunistas, desrespeitadores das instituições democráticas!'", questiona Fernando Brito sobre a ameaça do presidente Michel Temer a qualquer resistência à PEC 241, que limita os gastos públicos por 20 anos; "As ditaduras começam sempre assim, para 'salvar o Brasil'. Sabemos bem a quem salva e quem são as suas vítimas", afirma

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