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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Perder para ganhar?

Ricardo Cappelli

No final de 2015 o fantasma do impeachment rondava o Planalto. Dificuldades econômicas sinalizavam a possibilidade real de retrocessos nas conquistas da era Lula. As escolhas feitas por Dilma afastavam o governo de sua base social.

Analisando este cenário, alguns dos radicais de hoje, nos bastidores, diziam que era melhor Dilma cair, deixar a crise estourar no colo do PMDB e do PSDB para que Lula voltasse nos braços do povo em 2018.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

A nova encruzilhada brasileira, em seis hipóteses

Os autores do golpe dividiram-se. Abriu-se a possibilidade de uma saída democrática. Mas a narrativa atual da esquerda é impotente para aproveitar a brecha

Antonio Martins
I.

O Brasil foi sacudido, desde a última quinta-feira (18/5) por uma nova série de abalos políticos. O governo Temer, que se empenhava em aprovar as contrarreformas da Previdência e Trabalhista por meio de compra de votos de parlamentares, foi ferido, talvez de morte. Eclodiram, no mesmo dia, manifestações de rua, que cresceram na 6ª feira) e terão um grande teste neste domingo. Elas são a esperança de uma saída democrática. Mas trata-se de algo que ainda precisa ser construído, e exigirá grande esforço.


sábado, 20 de maio de 2017

Temereseaécios

Rene Carvalho

Minha rápida explicação: a força-tarefa/PGR teve que escolher entre o Aécio e a continuidade do projeto de poder deles. Começaram querendo tirar Dilma para botar Aécio na Presidência. Agora se livra, do que se tornou um peso muito grande.

Pura especulação é claro. Mas o nó de qualquer possibilidade de desenlace – ou de nova etapa – da crise política é o Congresso. Deputados e senadores são hoje o último arremedo de legalidade que sobra aos golpistas e, ao mesmo tempo, são cada vez mais ilegítimos e tóxicos. Qual pode será a legitimidade de um novo interino eleito pelos parlamentares? Dificilmente poderá ser um deputado ou senador, em sua maioria investigados. Em caso de eleição indireta, provavelmente recorrerão a uma personalidade de fora do congresso. Carmen Lúcia? Jobim? Tudo é possível, mas não vejo nenhum deles capaz de segurar a onda das investigações de corrupção e da continuidade da votação da reforma da previdência, que o mercado quer. Só se fosse como prelúdio a um estado de exceção contra novas manifestações populares contra as reformas de Temer e por eleições diretas.
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