Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça
Segunda feira estive no Rio de Janeiro para um debate sobre a intervenção militar. Entre os debatedores estava Buba, moradora de Acari e ativista comunitária. Seu relato sobre a situação dos moradores de favelas e da periferia me deixou sem palavras. Não tinha nada a dizer diante do descalabro do drama vivido por essa enorme maioria de brasileiras e brasileiros, espremidos entre as balas da polícia-bandida e do tráfico opressor.
Buba vive perto de um beco que exala fedor de sangue coagulado, suor e fezes. Lá é frequente serem “desovados” cadáveres de moradores sumariamente executados pela criminosa repressão e pela repressão dos criminosos. A morte a tiros ali é rotina e, como disse Buba, não sabem os moradores diferenciar entre o que é uma ditadura e a tal “democracia” por que clama a burguesia da Zona Sul, ávida por consumir e viajar a Miami e Europa. Em Acari não há democracia e nunca houve, seja com Lula, com Dilma ou com os golpistas de hoje.
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sexta-feira, 16 de março de 2018
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
A lei não é para todos
Eliane Brum
Como a Lava Jato reforça no país uma ideia perigosa: a de que prisão é justiça
A Operação Lava Jato, mesmo com todas as falhas e abusos cometidos, assim como a vaidade descontrolada de parte de seus protagonistas, presta um grande serviço ao Brasil ao revelar a relação de corrupção entre o público e o privado. Uma relação que atravessa vários governos e vários partidos e vários políticos de vários partidos. E a Operação Lava Jato presta também um grande desserviço ao Brasil ao reforçar uma das idéias mais perigosas, entranhadas no senso comum dos brasileiros, e realizada no concreto da vida do país: a de que prisão é sinônimo de justiça. Num país em que o encarceramento dos pobres e dos negros tornou-se uma política de Estado não escrita – e, paradoxalmente, acentuou-se nos governos democráticos que vieram depois da ditadura civil-militar (1964-1985), reforçar essa ideologia não é um detalhe. Tampouco um efeito colateral. É uma construção de futuro.
Como a Lava Jato reforça no país uma ideia perigosa: a de que prisão é justiça
A Operação Lava Jato, mesmo com todas as falhas e abusos cometidos, assim como a vaidade descontrolada de parte de seus protagonistas, presta um grande serviço ao Brasil ao revelar a relação de corrupção entre o público e o privado. Uma relação que atravessa vários governos e vários partidos e vários políticos de vários partidos. E a Operação Lava Jato presta também um grande desserviço ao Brasil ao reforçar uma das idéias mais perigosas, entranhadas no senso comum dos brasileiros, e realizada no concreto da vida do país: a de que prisão é sinônimo de justiça. Num país em que o encarceramento dos pobres e dos negros tornou-se uma política de Estado não escrita – e, paradoxalmente, acentuou-se nos governos democráticos que vieram depois da ditadura civil-militar (1964-1985), reforçar essa ideologia não é um detalhe. Tampouco um efeito colateral. É uma construção de futuro.
domingo, 14 de maio de 2017
sexta-feira, 21 de abril de 2017
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
“A Operação Lava Jato precisa chegar ao poder Judiciário”
Para a jurista Eliana Calmon, escândalo de corrupção que já respingou no Executivo e no Legislativo precisa alcançar todos os poderes
Gil Alessi
Não é de hoje que a jurista Eliana Calmon, de 72 anos, polemiza com seus pares da magistratura. Em 2011, quando ocupava o cargo de corregedora nacional de Justiça, ela afirmou que “bandidos de toga” estavam infiltrados no Judiciário.
Gil Alessi
Não é de hoje que a jurista Eliana Calmon, de 72 anos, polemiza com seus pares da magistratura. Em 2011, quando ocupava o cargo de corregedora nacional de Justiça, ela afirmou que “bandidos de toga” estavam infiltrados no Judiciário.
sábado, 7 de janeiro de 2017
Ninguém é a favor de bandidos, é você que não entendeu nada
Ramon Kayo
Espectro político trata fundamentalmente de economia. Você acha que a propriedade privada é a raíz de todo o mal? Vá para a esquerda. Você acha que a propriedade privada pode resolver problemas? Vá para a direita.
Agora, deixe isso de lado. Não me importa, porque o ponto que quero discutir neste texto é comum a todos.
Algumas expressões vem se propagando por gerações. Como uma espécie de roteador que só replica o sinal, a nova geração repete os discursos da geração anterior. Me assusta ver que jovens, como eu, que tiveram acesso a boas escolas, conteúdos e discussões, estejam dando continuidade às falácias mal estruturadas dos mais velhos.
“Bandido bom é bandido morto.”
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Basta de fingir que vivemos em um estado democrático de direito
“As autoridades, salvo as honrosas exceções, por sua vez, sempre procuram atribuir a responsabilidade pelas rebeliões e pelas mortes ocorridas nas penitenciárias brasileiras aos próprios presos. A sociedade, cada vez mais intolerante e influenciada por políticos fascistas, exalta o número de mortos e brada que ‘bandido bom é bandido morto’”.
O sangue derramado nas rebeliões escorre pelas mãos de inúmeros promotores e juízes de todo o país
O sangue derramado nas rebeliões escorre pelas mãos de inúmeros promotores e juízes de todo o país
terça-feira, 27 de setembro de 2016
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Líder da bancada da bala é bandido?
Alberto Fraga (DEM-DF), que tem como marca de seu mandato o preconceito e o ódio, vai sair da bancada da bala pra sentar no banco dos réus.
Altamiro Borges, em seu Blog.
O demo Alberto Fraga é o líder da bancada da bala na Câmara dos Deputados. Ele foi o mais votado no Distrito Federal com base num discurso de "justiceiro", que mata bandidos e persegue corruptos. Pura demagogia de um notório populista de direita, que beira o fascismo.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Bandido Bom é Bandido Morto. ??
Amor, solidariedade, humanismo e razão: as armas para vencer a eleição
Christian Lindberg *
O último debate televisivo, ocorrido na TV Globo, no último dia (2) serviu como balão de ensaio para o que virá.
Da parte de Dilma, toda vez que o tucano mencionava o tema da corrupção, a presidenta citava os diversos escândalos de corrupção ocorridos na gestão FHC. Quando Aécio falava que o programa bolsa-família foi feito com base nos programas de transferência de renda que existiram durante o governo FHC, a candidata a reeleição contrapunha com o alcance do bolsa-família, algo em torno de 14 milhões de famílias ou 55 milhões de pessoas.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Linchadores e bandidos
Contardo Caligaris
Querem saber se acho que o Brasil melhorou desde os anos 1980.
Se estou de bom humor, digo que sim: falo da época em que o telefone era imóvel para investimento, a inflação transformava qualquer crédito em usura, carro usado custava mais que carro novo e comprar um notebook significava "conversar" com um comissário da Varig, para que ele trouxesse o aparelho de Miami.
Querem saber se acho que o Brasil melhorou desde os anos 1980.
Se estou de bom humor, digo que sim: falo da época em que o telefone era imóvel para investimento, a inflação transformava qualquer crédito em usura, carro usado custava mais que carro novo e comprar um notebook significava "conversar" com um comissário da Varig, para que ele trouxesse o aparelho de Miami.
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