terça-feira, 3 de maio de 2016

Dirigente do MST vê rompimento da Constituição, e Contag espera 'disputa nas ruas'


Centrais e movimentos preparam paralisação nacional para o dia 10, véspera de votação no Senado. Para Gilmar Mauro, "cretinismo político" é pedagógico

Vitor Nuzzi

Para Gilmar Mauro, do MST, à medida que a classe trabalhadora se dê conta de qual é o projeto do possível governo Temer, tendência é mobilização aumentar

São Paulo – No Senado se travará a "primeira batalha", mas o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Gilmar Mauro acredita que está em curso um "rompimento com essa convenção chamada Constituição". O que permitiria, inclusive, pensar em ações de desobediência civil ou mesmo em um governo paralelo. De concreto, centrais e movimentos preparam uma paralisação nacional para o dia 10, véspera da votação do processo de impeachment no Senado.

Frente emite Carta aos Trabalhadores e Trabalhadoras e também convoca paralisação para o dia 10


Para denunciar o golpe

A Frente, que reúne entre as 60 entidades duas centrais sindicais – CUT e CTB - emitiu a carta “Aos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil” ontem, (1), dia em que é comemorado o Dia do Trabalhador.

O texto reafirma os interesses das forças que tramam o impedimento da presidente Dilma Rousseff e querem também “arrochar salários, anular direitos trabalhistas, desidratar programas sociais, reduzir investimentos públicos, entregar o Pré-sal para corporações estrangeiras, retomar a política de privatizações e defender o monopólio da terra”.

Juíza proíbe estudantes de direito da UFMG de debaterem o impeachment



Caio Santos para os Jornalistas Livres
 
Centro Acadêmico Afonso Pena

A “excelentíssima” senhora Moema Miranda Gonçalves, juíza da 9ª Vara Cível de Belo Horizonte, deferiu ontem, 29 de Abril, uma liminar que impede que estudantes da Faculdade de Direito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) se reúnam para discutir o Impeachment da presidenta Dilma Rousseff ou qualquer assunto relacionado. O Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP), órgão que representa os discentes, foi intimado a pagar R$500,00 por dia, caso descumprisse a decisão. A liminar, de caráter de urgência, interrompeu uma reunião prevista para as quatro da tarde do mesmo dia e que pretendia apenas avaliar o posicionamento político da comunidade estudantil da faculdade e discutir “possíveis desdobramentos e medidas a serem tomadas”. Além disso, o CAAP está proibido de convocar outra assembleia para debater o impedimento da presidenta ou qualquer assunto relacionado.

Só Cunha e as baratas



Em caso de acidente nuclear, sobreviverão as baratas e Eduardo Cunha, anuncia NASA

Piauí Herald


Bloqueio do Whatsapp soluciona drama


Gugu irá entrevista-los

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Governo de SP ataca ciência; por J.S. Martins


Ataque à ciência

José de Souza Martins

 

O site da revista Veja divulgou comentários, não desmentidos, do governador do Estado, sobre as Universidades públicas paulistas e, particularmente, sobre a Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, em reunião do secretariado. “Gastam dinheiro com pesquisas acadêmicas sem nenhuma utilidade prática para a sociedade. Apoiar a pesquisa para a elaboração da vacina contra a dengue, eles não apoiam. O Butantã sem dinheiro para nada. E a Fapesp quer apoiar projetos de sociologia ou projetos acadêmicos sem nenhuma relevância”.São comentários para deixar alarmada, pela improcedência, toda a comunidade científica, não só a de São Paulo.A pesquisa para a produção da vacina contra a dengue, já em fase final, pelo Instituto Butantã, é financiada pela Fapesp como o é, também, a pesquisa sobre a zika e a microcefalia. A pesquisa científica tem seu próprio tempo e custo, por maiores que sejam as urgências dos políticos.As ciências da saúde levam quase metade de seus recursos, enquanto as humanas e sociais apenas 10%.

Censura restaurada em Alagoas


A imagem nova da Justiça no Brasil


Temer, uma pinguela para o passado


Exorcismo, último recurso do PSDB


domingo, 1 de maio de 2016

O que as eleições municipais do Líbano têm a ver com o Brasil?


Diego Gebara

Ruas cheias de cafés e bares apinhados de gente que bebe cerveja e come esfirra conversando em árabe, com toques de inglês e francês. Essa é Beirute, que apesar de sofrer há décadas com os problemas que atingem o Oriente Médio, resistiu aos quinze anos de guerra civil no Líbano e às tensões com os vizinhos Israel e Síria. Desde o ano passado, a cidade testemunha a proliferação dos debates sobre questões práticas envolvendo o dia a dia dos moradores, que resultaram em protestos após a inércia do governo deixar a capital do país sem coleta de lixo por vários meses.

Diferença entre Direito Civil e Penal


A comédia do poder


Luiz Zanin

Acho que todos nós estamos aturdidos com o espetáculo dos últimos tempos. Não há lobo faminto que se lance à presa com a voracidade com a qual políticos se atiram ao poder. É uma paixão, queiramos ou não.

Existe um provérbio napolitano, que cito em dialeto, pelo sabor: “‘O cummanna’ è meglio d’ ’o fottere”. Traduzido de maneira livre, bruta: “Mandar é melhor que foder”. Italianos de outras regiões falam “Comandare è tre volte meglio di scopare”. Três vezes melhor!

A graça, um tanto vulgar, concordo, é certeira em sua franqueza desabrida. Fala da sensualidade do poder. E sugere, no nível pulsional, o motivo pelo qual as pessoas se atiram à conquista do poder como feras insaciáveis.

Deus, um fiador: sobre política, religião e Estado Laico



Sandson Rotterdan,
 

O nome, em algumas tradições religiosas tem por função identificar o ser de quem se fala. Ele, de alguma maneira carrega em si uma entidade, um ser. Não é atoa que na tradição judaica Deus é denominado de ha shem, o nome. Quando as pessoas fazem um ato em nome de outrem querem, via de regra, dignificar e legitimar o que estão fazendo e, de alguma maneira, se eximem da responsabilidade: faço em nome de, e não no meu. A responsabilidade última pelo ato é o nome que o legitima.

Estabilidade, igualdade e felicidade



Juremir Machado

Jorge Paulo Lemann é o homem mais rico do Brasil e o 19º mais endinheirado do mundo.

Em Harvard, ele soltou um petardo: “Nós nunca vamos ter estabilidade se tivermos desigualdade”. Como? Que foi? A violência pode ser fruto da extrema desigualdade? Um empresário falando isso!

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