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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Plínio Arruda: A urgência de uma alternativa de esquerda!

Plínio de Arruda Sampaio Jr. 

A prisão do ex-presidente acelera a exaustão do lulismo como referência política da classe trabalhadora brasileira.

As jornadas de Junho de 2013 manifestou a possibilidade de construirmos um "partido das ruas" no Brasil 

O processo que culmina com a condenação e prisão de Lula agrava a crise terminal da Nova República e catalisa a derrocada do lulismo. Os dois fenômenos confundem-se e reforçam-se reciprocamente. Eles revelam a absoluta impossibilidade de conciliar capitalismo, democracia e igualdade social nas economias de origem colonial submetidas a violentos processos de reversão neocolonial.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O vergonhoso silêncio do dia de hoje


Só o imponderável salva a esquerda e os movimentos do vergonhoso silêncio do dia de hoje

A situação política no Brasil é tão esdruxula que a votação do afastamento de Michel Temer, flagrado no mínimo prevaricando naquele áudio com Joesley da JBS e que tem no máximo 5% de aprovação popular, deve ser realizada num clima de missa de cidade pequena do interior. Não vamos ter bateção de panela, manifestação de rua, ocupação de Brasília e nem grandes ações de rede.


sábado, 22 de abril de 2017

É visível o silêncio das ruas em relação a Lava Jato, diz cientista político

João Fellet

Para professor da PUC-RJ, as ruas estão em silêncio e o atual momento do país tem como protagonistas a mídia e o judiciário

Professor de Ciência Política da PUC-RJ, Luiz Werneck Vianna avalia que as delações da Odebrecht têm tido repercussão muito maior na imprensa do que nas casas dos brasileiros.

"É visível o silêncio das ruas em relação a tudo isso", afirma Vianna, que já lecionou na Unicamp e na Universidade Federal de Juiz de Fora e é autor de livros como A judicialização da política e das relações sociais no Brasil (1999) e Democracia e os três poderes no Brasil (2002) .

Para ele, a abertura de investigações contra dezenas de líderes partidários citados pela empreiteira abre espaço para outsiders na política, mas não deve provocar transformações tão radicais em Brasília.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Heroi ético, ambulante enfrentou nosso modo covarde de existir, falou e tentou impedir a violencia homofóbica.

Ato de ambulante que morreu no metrô foi 'trangressão' a nosso modo covarde de existir, diz psicanalista

Ingrid Fagundez

Ambulante Luiz Carlos Ruas foi espancado depois de tentar defender duas travestis. Um crime que chocou o país: o vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas morreu na noite de Natal, depois de ser espancado por dois homens no chão de uma estação de metrô em São Paulo - diante de dezenas de testemunhas.

Para o psicanalista, professor e escritor Christian Dunker, Ruas morreu porque não se calou. Ao contrário das pessoas que viram seu espancamento, Índio, como era conhecido, falou com seus agressores, tentando impedir que os jovens batessem em duas travestis do lado de fora da estação. Ao intervir, Índio tornou-se o alvo da violência.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Safatle: Quando as ruas queimam: sobre a constituição de sujeitos políticos

Vladimir Safatle

Em Brasília, manifestantes ocupam a cúpula e o gramado do Congresso Nacional durante as manifestações de junho de 2013

Haveria de chegar um tempo no qual as ruas começariam a queimar. Desde 2008, elas queimam nos mais variados lugares. Em Túnis, em São Paulo, no Cairo, em Istambul, no Rio de Janeiro, em Madri, em Nova York, em Santiago, em Brasília. Elas ainda queimarão em muitos outros e imprevistos lugares, recolocando o que é separado pelo espaço em uma série convergente no tempo. Por mais que alguns procurem se convencer do contrário, por mais que agora o fogo pareça ter se retraído, as ruas não pararam de queimar desde então, elas só deslocaram suas intensidades. É importante lembrar disso, pois há algo que pode existir apenas quando as chamas explodem em uma coreografia incontrolada de intensidades variáveis. Por isso, diante de ruas queimando não há de se correr, não há de se gritar, há apenas de se perguntar: o que fala o fogo? O que se diz apenas sob a forma do fogo?

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O estranho silêncio das ruas

Após o afastamento de Dilma, no dia 12 de maio, um denso nevoeiro baixou sobre o país

Luiz Ruffato
 

Ainda há pouco, em nome do combate à corrupção, milhões de pessoas manifestavam-se pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Batiam panelas vazias, acampavam em parques, soltavam foguetes, desfilavam indignadas pelas vias públicas, cerravam fileiras, agressivas, nas mídias sociais. Após o afastamento de Dilma, no dia 12 de maio, um denso nevoeiro baixou sobre o país. O silêncio das ruas e avenidas espelha com clareza que os protestos nunca visaram o desmando que tomou conta da máquina do Estado, mas tão somente refletiam o inconformismo dos que perderam as eleições. Pura hipocrisia.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

O fracasso da conciliação e o progressismo radical





"a Conciliação centroesquerdista-conservadora precisava de um teste: uma crise. Ela veio com o governo Dilma. Em 2013 houve uma erupção nas ruas. As esquerdas e os movimentos sociais que estavam fora do pacto foram surpreendidos por uma avassaladora tomada das ruas pela direita. As elites perceberam que existia uma conta a pagar. O pacto social da Constituição de 1988, as imprudências fiscais do governo Dilma e as consequências da crise internacional não cabiam no Orçamento. Alguém teria que pagar a conta", escreve Aldo Fornazieri, professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, em artigo publicado por Outras Palavras, 09-05-2016.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Dirigente do MST vê rompimento da Constituição, e Contag espera 'disputa nas ruas'


Centrais e movimentos preparam paralisação nacional para o dia 10, véspera de votação no Senado. Para Gilmar Mauro, "cretinismo político" é pedagógico

Vitor Nuzzi

Para Gilmar Mauro, do MST, à medida que a classe trabalhadora se dê conta de qual é o projeto do possível governo Temer, tendência é mobilização aumentar

São Paulo – No Senado se travará a "primeira batalha", mas o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Gilmar Mauro acredita que está em curso um "rompimento com essa convenção chamada Constituição". O que permitiria, inclusive, pensar em ações de desobediência civil ou mesmo em um governo paralelo. De concreto, centrais e movimentos preparam uma paralisação nacional para o dia 10, véspera da votação do processo de impeachment no Senado.

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