quinta-feira, 25 de junho de 2015

A Alma Revolucionária


Christian Ingo Lenz Dunker.

Tenho recebido objeções de que minhas ideias em torno da emergência de uma lógica de condomínio no Brasil são aplicadas de modo exclusivo aos condomínios de direita. Aceito parcialmente a crítica de que minha anatomia, ainda em curso, dos pensadores liberais, mesmo os liberais por subtração, deixa de lado os condomínios de esquerda.

Zelotes: CPI convoca executivos de empresas


Diretores de Ford, Mitsubishi, Anfavea, Santander e da RBS, afiliada da Globo, deverão prestar depoimento

Edilson Rodrigues/Agência Senado

Ex-conselheiros do Carf e diretores de empresas são convocados
 
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) aprovou nesta terça-feira 23 a convocação de diretores das empresas Ford, Mitsubishi, Anfavea, Santander e da RBS, afiliada da Globo, todas supostamente envolvidas no esquema de corrupção investigado pela Operação Zelotes.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Educar é Melhor que Punir


Movimento propõe reformas no PT


Najla Passos

O PT perdeu a grande oportunidade de transformar seu 5º Congresso, realizado em Salvador (BA), de 11 a 14/6, na mola propulsora para operar as mudanças que sua militância e o país tanto cobram do dito maior partido de massas da América Latina. Não se reavaliou, não mudou seus já mais do que desgastados procedimentos internos, não repensou seu projeto para este Brasil que não é mais – até por mérito do próprio partido - aquele da época da sua fundação.

Que frente queremos


Guilherme Boulos

A ofensiva conservadora, a crise do governo petista com seu ajuste fiscal e a desarticulação da esquerda brasileira têm colocado em vários espaços o debate da construção de uma frente. Que é fundamental unificar a esquerda e retomar a mobilização popular ninguém duvida. Agora qual frente queremos?

A produção da crise


Investidor,ou Rentista
Vladimir Safatle 


Por meio da estrutura monopolista de sua economia, o Brasil inventou o capitalismo sem concorrência

A economia é um campo de saberes peculiar. Desde que as discussões sobre economia política e formação socioeconômica saíram paulatinamente de circulação, desde a troca de Celso Furtado por Gary Becker, a economia procura nos levar a acreditar que ela não seria exatamente uma ciência humana, mas algo próximo de uma ciência matemática. Sendo assim, os sujeitos que aparecem como agentes econômicos não parecem mais ser portadores de crenças, desejos e afetos. Antes, eles seriam agentes maximizadores de benefícios. Seus sistemas de interesses poderiam ser descritos a partir de uma pretensa racionalidade fundada em cálculos de custos e ganhos passíveis de mensuração e quantificação.

O fim do pacto sociopolítico


Dilma saiu vitoriosa porque centrou o discurso em sua base. Uma vez eleita, porém, tentou resgatar o pacto sociopolítico, sem sucesso.

Róber Iturriet Avila


A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro de 2002 marcou a emergência ao executivo brasileiro de forças políticas alinhadas à esquerda. Entre 1999 e 2002, houve duas crises cambiais, a inflação se elevou, o desemprego aumentou, o salário real reduziu e o Brasil foi submetido aos ditames do Fundo Monetário Internacional. Contudo, isso não era suficiente para que um sindicalista se tornasse presidente da República.

A emersão tornou-se factível devido à aliança capital-trabalho, através da figura do vice-presidente da República, José Alencar, representando o capital industrial.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Emicida: não é porque a gente tá sonhando que a gente tá dormindo.



O discurso político de Emicida na Virada Cultural

“Aos bunda mole, um aviso: não é por que a gente tá sonhando que a gente tá dormindo”, afirmou o rapper em um discurso que abordou a violência contra a mulher e a violência policial, o racismo, a redução da maioridade penal e a greve dos professores em São Paulo; assista na íntegra

Criação


Pelo futebol, mas contra o machismo e a violência


Começam a se multiplicar pelo país torcidas que vão aos estádios defender pautas políticas e sociais, enfrentando grupos truculentos e brutalidade policial

Por Lucas Faraldo, no Guerrilha GRR

Militância e futebol: assuntos cada vez mais próximos. Tanto em arquibancadas quanto em redes sociais, grupos de torcedores auto intitulados antifascistas se reúnem Brasil afora para apoiar seus times e defender pautas políticas e sociais.

Os contornos jurídicos da Constituinte Exclusiva: o desafio da reforma política


Há uma evidente insatisfação popular em relação ao sistema político. não cabe ignorar a realidade apresentada para sustentar conceitos estanques.

Gladstone Leonel Junior

“Cui licet quod est plus, licet utique quod est minus”

 “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”

Participação e controle social no Poder Judiciário


Ativistas debatem desafios da maior participação e controle social no Poder Judiciário 

Adital

Está sendo realizado até esta terça-feira, 23 de junho, em Brasília, o seminário nacional "A democratização do sistema de Justiça e as reformas estruturais que precisamos”. José Antonio Moroni, ativista social e representante do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) na Coalizão por uma Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, afirma em entrevista à Adital, que é necessário colocar em debate o Poder Judiciário, dos três poderes o mais afastado da população. "Um dos desafios é, justamente, entendermos melhor como funciona o sistema, qual é a sua lógica, que faz com que seja o poder mais afastado da soberania popular e, portanto, da pressão popular?”.

Cura para a intolerância e o obscurantismo


Michel Zaidan

Faria muito bem aos ministros das igrejas neo-pentecostais e pentecostais do Brasil que pesquisassem mais sobre as causas da intolerância e do preconceito contra as religiões, as opiniões e as orientações sexuais dos outros, antes de buscarem na literatura médica especializada uma "cura" para a identidade gay, lésbicas ou transexuais. Pode ser que esta pesquisa revele outra doença mais grave: a ignorância e a falta de tolerância para com o outro. Poderiam começar lendo o livro da escritora e filósofa Simone de Beuavoir, a companheira inseparável de Jean-Paul Sartre.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Os donos da verdade


Luiz Antonio Simas:
 

Em tempos intolerantes, escutem a lição de Exu e ensaiem outras miradas antes de matar ou morrer por crenças

Rio - Contam os iorubás que o orixá Exu um dia resolveu desafiar dois sabichões arrogantes na praça do mercado. Eles garantiam, cheios de teorias, conhecer a verdade sobre determinado acontecimento que abalou o povo. Exu afirmou aos doutores que o dono da razão é aquele que consegue dizer qual é a cor do gorro que ele leva na cabeça.

O PT e os capitalistas


Paulo Ghiraldelli

O PT nasceu para transformar o capitalismo brasileiro em um capitalismo com menos selvageria. Ainda que jamais tenha dito isso, queria sim ser um partido social-democrata mais próximo das origens da II Internacional, isto é, um grande partido de esquerda com base operária, capaz de construir algum tipo de socialismo democrático. As correntes leninistas e trotskistas sempre foram minoritárias no partido. A Igreja Católica com suas “comunidades de base” podia estar presente sob o manto da Teologia da Libertação. Intelectuais de várias tendências se achavam representados pela agremiação. O PT não era comunista. Nunca foi. Ao contrário, queria manter algo inédito nos partidos de esquerda aguerridos: a democracia interna efetiva. Durante algum tempo até conseguiu. Pouco tempo, mas que teve seus momentos gloriosos.

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