Nunca me esqueci da frase,pronunciada por um delegado da polícia civil, em debate radiofônico sobre a criminalidade no país. Segundo a autoridade policial, a nossa sociedade é criminógeno, ou seja, ela produz o crime e o criminoso e os tipos penais que definem o crime. Não precisaria ir tão longe, no "nascimento da biopolítica" e do "biopoder", ou citar as palavras de Michel Foucault, para chegar a uma conclusão tão límpida, tão clara e óbvia. 0 modelo de sociedade implantado no Brasil ("societas sceleris"), só poderia gerar essa deformação sistêmica de que o crime (o grande crime) compensa.
Mostrando postagens com marcador manaus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador manaus. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Não vamos falar de crise, o trabalho liberta
Michel Zaidan
Nunca me esqueci da frase,pronunciada por um delegado da polícia civil, em debate radiofônico sobre a criminalidade no país. Segundo a autoridade policial, a nossa sociedade é criminógeno, ou seja, ela produz o crime e o criminoso e os tipos penais que definem o crime. Não precisaria ir tão longe, no "nascimento da biopolítica" e do "biopoder", ou citar as palavras de Michel Foucault, para chegar a uma conclusão tão límpida, tão clara e óbvia. 0 modelo de sociedade implantado no Brasil ("societas sceleris"), só poderia gerar essa deformação sistêmica de que o crime (o grande crime) compensa.
Nunca me esqueci da frase,pronunciada por um delegado da polícia civil, em debate radiofônico sobre a criminalidade no país. Segundo a autoridade policial, a nossa sociedade é criminógeno, ou seja, ela produz o crime e o criminoso e os tipos penais que definem o crime. Não precisaria ir tão longe, no "nascimento da biopolítica" e do "biopoder", ou citar as palavras de Michel Foucault, para chegar a uma conclusão tão límpida, tão clara e óbvia. 0 modelo de sociedade implantado no Brasil ("societas sceleris"), só poderia gerar essa deformação sistêmica de que o crime (o grande crime) compensa.
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
As mortes em Manaus configuram a tragédia anunciada do punitivismo
A Associação Juízes para a Democracia (AJD), entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem dentre suas finalidades o respeito absoluto e incondicional aos valores jurídicos próprios do Estado Democrático de Direito, diante das dezenas de mortes ocorridas no privatizado Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) de Manaus, em 02 de janeiro de 2017, vem a público manifestar-se nos seguintes termos:
O massacre sucedido na capital do Amazonas somente ocorreu em razão de uma histórica política de Estado brasileira, consistente no tratamento dos problemas sociais de um dos países mais desiguais do mundo como caso de polícia.
sábado, 7 de junho de 2014
Dois Irmãos de Milton Hatoum, Romance, Resenha Crítica
“ZANA”, A Melhor Mãe da Literatura Brasileira
(Romance “Dois Irmãos” de Milton Hatoum)
“Ficção é perder o olho(...)”
Colum McCann
Quando você acaba de ler o belíssimo romance “Dois Irmãos”, de Milton Hatoum, Editora Companhia de Bolso, além de você se encontrar em júbilo com a qualidade da obra, ficar com gosto de quero mais no paladar aguçado, ainda sai da leitura encorpado com o tamanho volume da Mãe dos dois irmãos que são elevados e revelados em todos os sentidos pela proposta do livro-obra, um clássico da literatura brasileira contemporânea. Sim, contundentes, paradoxais, Yaqub e Omar saltam aos olhos, mas, e a bendita (maldita?) Mãe?
A Mãe ZANA dos meninos no palco de Manaus, é, certamente, a melhor mãe retratada no historial da literatura brasileira como um todo. Retratando os dois irmãos em contundências e agonias, revelando-os de alto a baixo, na fluente narrativa cativadora e de qualidade, o autor está se nos apresentando página por página a mãe ZANA que gerou os gêmeos, a mãe que os amou, que os estragou e por assim dizer na criação fundou a tragédia continuada da familia até o fim.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
O progresso que engana
Milton Hatoum –
Há poucos dias visitei uma casa na rua Saldanha Marinho, no centro de Manaus, que é também o centro da minha infância e, portanto, da minha memória.
Vi a mesma biblioteca com livros brasileiros, portugueses e franceses, a escrivaninha de cedro, os lustres antigos, os vitrais coloridos em forma de ogiva. Atravessei o longo corredor lateral que dá acesso aos quartos e à cozinha e termina num pátio cheio de vasos com avencas e tajás. No fim desse corredor, sentada numa austríaca, vi dona Maria Luiza Freitas Pinto, a professora que me alfabetizou.
Assinar:
Postagens (Atom)



