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terça-feira, 26 de março de 2019
O livro sobre nada
É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
sábado, 3 de novembro de 2018
segunda-feira, 21 de maio de 2018
segunda-feira, 7 de maio de 2018
A Televisão
A televisão mostra o que acontece ?
Em nossos países, a televisão mostra o que ela quer que aconteça; e nada acontece se a televisão não mostrar.
A televisão, esta última luz que te salva da solidão e da noite, é a realidade.
Porque a vida é um espetáculo: para os que se comportam bem, o sistema promete uma boa poltrona.
Eduardo Galeano
O Livro dos Abraços
sábado, 24 de fevereiro de 2018
Crônica da cidade do Rio de Janeiro
No alto da noite do Rio de Janeiro, luminoso, generoso, o Cristo Redentor estende os braços.
Debaixo desses braços os netos dos escravos encontram amparo.
Uma mulher descalça olha o Cristo, lá de baixo, e apontando seu fulgor, diz, muito tristemente:
Uma mulher descalça olha o Cristo, lá de baixo, e apontando seu fulgor, diz, muito tristemente:
- Daqui a pouco, já não estará mais aí. Ouvi dizer que vão tirar Ele daí.
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
Subiu o morro como Antônio, desceu como Nem da Rocinha
![]() |
| “O que você faria no meu lugar?” |
Gil Alessi
Dezembro de 1999. Eduarda, de nove meses, não para de chorar e está com o pescoço rígido e inclinado para o lado, até quase tocar o ombro esquerdo. A mãe a leva até uma clínica: “Mau jeito dormindo”, dizem os médicos antes de mandá-las de volta para casa. Dias depois a situação da criança se deteriora. Surge um caroço do tamanho de um ovo no pescoço e lesões na coluna cervical. Diagnósticos desencontrados – câncer, histiocitose X –, tratamentos cirúrgicos e quimioterápicos mergulham a vida da família pobre em desespero e lhes impõe uma rotina de peregrinação por clínicas e hospitais. Mãe e pai abandonam seus empregos para cuidar do bebê, as contas atrasam e eles se afundam em dívidas que chegam a 20.000 reais. A doença da filha foi o ponto de partida que levou Antônio Bonfim Lopes, então um trabalhador responsável por uma das equipes de distribuição da revista com a programação da Net, a se tornar o Nem, chefe do tráfico da Rocinha, no Rio de Janeiro, a maior favela da América Latina. ----
domingo, 20 de agosto de 2017
Fanático não quer fazer valer um ideal, e sim purificar o mundo a ferro e fogo
Maira Medes
São apenas 136 páginas, o que pode fazer com que o pequeno volume passe despercebido, em meio à gôndola da livraria, ao olhar mais desatento. Colocada na prateleira, ladeada por outros lançamentos, a publicação também chama pouca atenção devido à lombada fina, de apenas um centímetro de largura.
A despeito disso, trata-se de um grande livro. Grande e necessário, deve-se realçar.
No momento em que assistimos, estarrecidos, às cenas de ódio racial em Charlottesville; no instante em que testemunhamos, envergonhados, um imigrante sírio vendedor de esfirras ser hostilizado por um brasileiro armado de pau em Copacabana; em um tempo no qual se vociferam, sem pudores, agressões e preconceitos nas redes sociais e nas caixas de comentários da internet; a leitura de "Mais de uma Luz: Fanatismo, Fé e Convivência no Século 21", de Amós Oz, torna-se imprescindível.
São apenas 136 páginas, o que pode fazer com que o pequeno volume passe despercebido, em meio à gôndola da livraria, ao olhar mais desatento. Colocada na prateleira, ladeada por outros lançamentos, a publicação também chama pouca atenção devido à lombada fina, de apenas um centímetro de largura.
A despeito disso, trata-se de um grande livro. Grande e necessário, deve-se realçar.
No momento em que assistimos, estarrecidos, às cenas de ódio racial em Charlottesville; no instante em que testemunhamos, envergonhados, um imigrante sírio vendedor de esfirras ser hostilizado por um brasileiro armado de pau em Copacabana; em um tempo no qual se vociferam, sem pudores, agressões e preconceitos nas redes sociais e nas caixas de comentários da internet; a leitura de "Mais de uma Luz: Fanatismo, Fé e Convivência no Século 21", de Amós Oz, torna-se imprescindível.
terça-feira, 25 de outubro de 2016
sábado, 17 de setembro de 2016
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Lançamento em João Pessoa: Livro 'Resistência ao golpe de 2016'

Livro 'Resistência ao golpe de 2016' nasce movido à indignação
Lançamento em João Pessoa
dia 22/07, 19 hs, no CCJ, da UFPB.
Preço 40, 00.
Todos convidados.
Ajudem a divulgar em seus grupos
Foi pensando nesse processo que tantas vidas nos custou que o grupo se uniu para usar a arma que tínhamos às mãos. O teclado dos computadores.
Denise Assis
O livro “Resistência ao Golpe de 2016” foi organizado por acadêmicos, jornalistas, cientistas políticos, advogados e líderes de movimentos sociais, que, ao longo da crise, se reuniam para trocar idéias e textos que escreveram. Alguns desses textos foram publicados em blogs, outros poucos em jornais. Participam 100 autores.
A coletânea foi organizada pela coordenadora do Programa de Doutorado em Direito da PUC-Rio, Gisele Cittadino, pela professora de Direito Internacional da UFRJ, Carol Proner, pelo advogado Marcio Tenebaun e o advogado trabalhista Wilson Ramos Filho, e será lançado nesta terça-feira, dia 31 de maio, às 19h, no Teatro Casa Grande, no Leblon, na Zona Sul do Rio, com a presença do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Sou um homem doente… Sou mau; Melhores começos de livros.
Os 15 melhores começos de livros da literatura universal
Carlos Willian leite
Dando sequência à série de melhores trechos de livros, pedimos aos leitores, colaboradores, seguidores do Twitter e Facebook que apontassem quais eram os melhores começos de livros da literatura universal. Cinquenta e cinco livros foram citados, destes, selecionamos os 15 que obtiveram mais citações, são eles: “Moby Dick”, de Herman Melville; “Notas do Subsolo”, de Dostoiévski; “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa; “O Complexo de Portnoy”, de Philip Roth; “A Lua Vem da Ásia”, de Campos de Carvalho; “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J.D. Salinger; “O Amanuense Belmiro”, de Cyro dos Anjos; “A Metamorfose”, de Franz Kafka; “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; “Anna Kariênina”, de Liev Tolstói; “O Ventre”, de Carlos Heitor Cony; “Lolita”, de Vladimir Nabokov; “O Jardim do Diabo”, de Luis Fernando Verissimo; “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes; e “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez.
domingo, 12 de abril de 2015
O encontro na mata
Com o livro Mal-estar, Sofrimento e Sintoma – uma Psicopatologia do Brasil entre Muros, o psicanalista e professor livre-docente da USP Christian Dunker propõe uma nova interpretação do caráter brasileiro, que teria se fixado na lógica excludente do condomínio, e do sofrimento individual e coletivo diante da crise atual
Daniel Benevides e Patricia Rousseaux
A assim como a antropologia e a crítica de arte (para não psicanálise, falar na economia), tem uma linguagem própria, nem sempre fácil de compreender. No entanto, muitas vezes a recompensa para quem mergulha nesse universo é grande.
quinta-feira, 5 de março de 2015
Antonio Candido indica 10 livros para conhecer o Brasil
Antonio Candido
Quando nos pedem para indicar um número muito limitado de livros importantes para conhecer o Brasil, oscilamos entre dois extremos possíveis: de um lado, tentar uma lista dos melhores, os que no consenso geral se situam acima dos demais; de outro lado, indicar os que nos agradam e, por isso, dependem sobretudo do nosso arbítrio e das nossas limitações. Ficarei mais perto da segunda hipótese.
sábado, 24 de janeiro de 2015
O manual do mau jornalismo, por Umberto Eco
Umberto Eco e o manual do mau jornalismo: Número Zero, nova obra do famoso escritor italiano, mostra a história de um jornal criado para difamar
Umberto Eco é autor de clássicos como O Nome da Rosa e O Pêndulo de Foucault .
O famoso escritor e ensaísta italiano Umberto Eco apresentou nesta semana na Itália seu novo romance, Número zero, uma espécie de manual do mau jornalismo ambientado na redação de um jornal imaginário.
O novo livro do influente intelectual italiano, autor do famoso romance O nome da rosa e de importantes tratados de semiótica, é uma história de ficção ambientada em 1992, um ano particular para a Itália contemporânea, marcado pelos escândalos de corrupção e pela investigação “Mani Pulite” (Mãos limpas), que arrasou com boa parte da classe política da época.
domingo, 7 de setembro de 2014
“O ódio à democracia”
Lançamento Boitempo: “O ódio à democracia”, de Jacques Rancière
Em meio a um acalorado debate eleitoral, a Boitempo lança O ódio à democracia, do filósofo francês Jacques Rancière. Curto e provocativo, o ensaio faz um irreverente e erudito giro pela história da filosofia política para jogar nova luz sobre alguns dos principais impasses da democracia e da esquerda hoje. Nas palavras de Slavoj Žižek, “nos atuais tempos de desorientação da esquerda, o texto de Rancière oferece uma das raras conceitualizações consistentes de como continuar a resistir.”
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
A Invenção do Nordeste, instrumento ideológico das oligarquias
A Invenção do Nordeste é um dos livros mais conhecidos do entrevistado do ” O que é que tá rolando?” dessa edição. Temas como gênero, o nordestino, a masculinidade, identidade e cultura são abordados em suas obras. O doutor em história tenta quebrar os estereótipos criados em torno da cultura nordestina. Acompanhe a entrevista com o professor Durval Muniz de Albuquerque Júnior.
Facebook Durval Muniz Jr.
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
10 livros que vão mudar sua vida
A ideia de que um livro pode mudar a vida de alguém é altamente controversa. Há quem acredite; há quem discorde. O fato é que, caso a leitura de uma obra possa mesmo ser capaz de mudar a vida do leitor, isso depende em grande medida do conjunto de referências culturais e experiências vitais experimentadas por aquele que lê. Não creio, por exemplo, que um livro de filosofia possa mudar a vida de alguém sem disposição para o saber filosófico. Da mesma maneira, um livro de História não causará impacto naquele que não consiga se aperceber de que a compreensão do passado é fundamental para o entendimento do presente.
domingo, 27 de julho de 2014
Um mapa da ideologia
![]() |
| Os fatos nunca ‘falam por si’ |
Textos clássicos e contemporâneos sobre o conceito de ideologia, complementares ou divergentes, em alguns casos francamente polêmicos entre si, foram reunidos por Zlavoj Zizek para este volume inaugural de uma série que pretende “mapear” as questões decisivas da teoria social do nosso tempo. Muitos poderão indagar por que justamente este tema foi o primeiro escolhido. “Ideologia” não é um conceito fora de moda? Não vivemos em um mundo “pós-ideológico”? Não é mais importante discutir a realidade em si mesma, tal como é?
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Muito além da Bolsa-Família, a Renda Cidadã
Debate em São Paulo: uma renda digna paga a todos, independente de trabalho, seria resposta à automação e à desigualdade crescente?
Por Marília Arantes
– Debate e lançamento de livro: Por que Renda Básica?, de Josué Pereira da Silva Com o autor, Eduardo Suplicy, Ladislau Dowbor e Paul Singer Quinta-feira, 29/5, às 19h30, na PUC-SP – Iniciativa de Editora Annablume e Outras Palavras –
Como evitar que o capital se aproprie de toda a riqueza produzida pela tecnologia? De que forma assegurar condições de vida dignas a bilhões de seres humanos, que não terão emprego assalariado? Onde reside, e como pode ser compartilhada, a criação de riquezas e talentos, num mundo pós-industrial?
segunda-feira, 17 de março de 2014
Revolucionários sem rosto: uma história da Ação Popular
José Benedito Pires Trindade
O Volume 1: Primeiro Tempo do livro Revolucionários sem rosto: uma história da Ação Popular, do jornalista Otto Filgueiras, estará nas livrarias em maio.
Com um total de 85 capítulos, divididos em dois volumes, o livro narra a saga dos 18 anos de atuação da Ação Popular, mas não é um livro-reportagem e muito menos de memórias. Otto não é personagem. Além de ser cabotinagem, ele diz que sua breve militância não teve qualquer importância.
O livro é baseado principalmente na história documental da Ação Popular e também, quando comprovado pelo autor, no relato oral de antigos dirigentes, militantes, simpatizantes e familiares dos personagens.
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