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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Ricos e pobres na universidade
Christian Ingo Lenz Dunker
Nos dez últimos anos a universidade brasileira produziu um encontro inédito. Pela primeira vez, ricos e pobres conviveram em uma situação de igualdade de meios. Saímos da assimetria tão amarga que restringia este encontro à convivência entre patrões e empregados, à convivialidade familiar com os funcionários ou ao drama da ascensão social destituída de capital social ou cultural. Vários fatores concorreram para a produção desta nova paisagem: financiamentos estatais massivos, sistemas de cotas, mudança da representação social da educação, ampliação do número de vagas em universidades públicas. Junto com a diferença de classe surgiu uma nova sensibilidade para as diferenças de gênero, etnia, modos de sofrimento ou sintomas.
Liberdade ou justiça?
O novo moralismo brasileiro, seja de direita ou de esquerda, está fortemente orientado por uma espécie de crise de excesso de experiências de falso reconhecimento
Christian Ingo Lenz Dunker
“Temos o direito a ser iguais quando nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito a ser diferentes quando nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.”
Christian Ingo Lenz Dunker
“Temos o direito a ser iguais quando nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito a ser diferentes quando nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.”
sábado, 23 de abril de 2016
terça-feira, 3 de março de 2015
Kehl: Homens e Mulheres, Mínima Diferença
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Maria Rita Kehl:
Há cem anos não se fala em outra coisa.1 O falatório surpreenderia o próprio Freud. Se ele criou um espaço e uma escuta para que a histérica pudesse fazer falar seu sexo, num tempo cuja norma era o silêncio, o que restaria ainda por dizer ao psicanalista, quando a sexualidade circula freneticamente em palavras e imagens, como a mais universal das mercadorias?
Ainda assim, parece que nada mudou muito. O escândalo e o enigma do sexo permanecem, deslocados – já não se trata da interdição dos corpos e dos atos – avisando que a psicanálise ainda não acabou de cumprir o seu papel. Mulheres e homens vão aos consultórios dos analistas (e, como há cem anos, mais mulheres do que homens), procurando, no mínimo, restabelecer um lugar fora de cena para uma fala que, despojada de seu papel de lata de lixo do inconsciente (no que reside justamente sua obscenidade), vem sendo exposta à exaustão, ocupando lugar de destaque na cena social, até a produção de uma aparência de total normalidade.
sábado, 18 de outubro de 2014
Dilma, telefones; Aécio, rádios.
Renato Aroeira
Um editorialzinho.
...No entanto, apesar das ofertas de "fique neutro, ambos são ruins", um é muito pior do que a outra. Uma pode ser até equivocada, mau humorada e ruim de oratória. O outro é um estroina, um dissipador, um garotão de 50 anos. Uma é cercada de larápios. O outro idem, mas seus larápios nunca são julgados ou presos
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